Brasil – Recursos minerais

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Um breve resumo…

As principais jazidas minerais do país estão situadas na Serra dos Carajás/PA (grande variedade de minérios, mas principal extração de minério de ferro e manganês), Vale do Trombetas/PA (bauxita), Quadrilátero Ferrífero (minério de ferro, manganês e ouro), Maciço do Urucum/MS (minério de ferro e manganês). Vide mapa.

Mapa das prov√≠ncias mineral√≥gicas do Brasil elaborado pelo prof. Marcos Bau Brand√£o. Os minerais met√°licos brasileiros formaram-se nos cr√°tons da era Pr√©-Cambriana e sua maior parte no per√≠odo proterozoico que ocupa 4% do territ√≥rio (32% data do per√≠odo arqueozoico). As reservas petrol√≠feras datam das eras mesozoica e cenozoica e o carv√£o mineral da era paleozoica (per√≠odo carbon√≠fero) e essas duas √ļltimas riquezas energ√©ticas n√£o-met√°licas formaram-se em bacias sedimentares (para relembrar as eras – clique aqui e veja tabela geol√≥gica do tempo).

A minera√ß√£o de ferro √© a principal atividade extrativa do pa√≠s. O Brasil possui a quinta maior reserva do mundo, com um total estimado de 40 a 50 bilh√Ķes de toneladas, e √© o segundo maior produtor. As maiores reservas est√£o, respectivamente, na serra dos Caraj√°s, no Estado do Par√°, e¬†no Quadril√°tero Ferr√≠fero, no Estado de Minas Gerais. A maior extra√ß√£o responde pelo Quadril√°tero, de onde sai cerca de 60% do ferro extra√≠do no pa√≠s.

Vídeo de reportagem da rede Record sobre a produção de ferro em Carajás.

Em Minas Gerais, o ferro apresenta altos teores e √© explorado por dois sistemas independentes: no Vale do Rio Doce,¬† pela estrada de ferro Vit√≥ria-Minas que exporta pelo porto de Tubar√£o (Esp√≠rito Santo), e no Vale do Paraopeba,¬† pela estrada de ferro Centro-Atl√Ęntica de onde o ferro √© levado ao porto de Sepetiba – no Rio de Janeiro – para ser exportado.
Na serra dos Carajás, os recursos para a exploração do minério de ferro foram adquiridos no exterior em forma de empréstimos, por meio do projeto Grande Carajás (primeira jazida descoberta em 1968). Obras como a usina hidrelétrica de Tucuruí, a estrada de ferro Carajás/São Luís, o porto Ponta da Madeira (de capital privado e adjacente ao porto do Itaqui que é o principal), na capital do Maranhão, favorecem a exportação não apenas do ferro mas também do manganês e do alumínio.
Vista do Porto do Itaqui, S√£o Luis/MA. Fonte: http://www.portodoitaqui.ma.gov.br

A reserva de mangan√™s do Brasil √© a quinta maior do mundo, e o pa√≠s √© o terceiro maior produtor, superado apenas pela √Āfrica do Sul e pelos membros da Comunidade dos Estados Independentes. As maiores reservas nacionais est√£o localizadas no Par√° (serra dos Caraj√°s), em Mato Grosso do Sul (maci√ßo de Urucum – maior reserva de mangan√™s do pa√≠s estimada em 30 milh√Ķes de toneladas) e em Minas Gerais (Quadril√°tero Ferr√≠fero).
Pico do Itabirito no Quadrilátero Ferrífero/MG, 1586mts. Na base do pico, uma mina de ferro com 300 mt de profundidade da Vale Rio Doce, iniciada em 1942 por Antonio Augusto Trajano fundador da MBR. Fonte: www.panoramio.com/photo/5912982

O Brasil detém aproximadamente 20% das reservas mundiais conhecidas de bauxita, o principal minério de alumínio das jazidas do país. Ocupa o terceiro lugar em reservas, superado apenas pela Austrália e pela Guiné; é o segundo em produção. A maior parte das reservas, com teor médio de 45%, está localizada no Pará, principalmente nas jazidas próximas ao rio Trombetas, em Oríximiná, onde a extração mineral e o beneficiamento são realizados pela Companhia Vale do Rio Doce.
O Projeto Calha Norte surgiu em 1985, concebido com o prop√≥sito de proteger uma regi√£o considerada vulner√°vel para a seguran√ßa nacional, pois ocupa uma √°rea rica em min√©rios (ouro, diamante, mangan√™s e estanho) com 160 quil√īmetros de largura ao longo de 6,5 mil quil√īmetros de fronteiras na Amaz√īnia Legal.
Os depósitos de manganês da serra do Navio (Amapá) estão exauridos. No lugar da serra, hoje resta praticamente um grande buraco. A ICOMI abandonou as jazidas depois de acabada a concessão em 2003 deixando para trás o impacto ambiental.
As minas da regi√£o sul do Brasil s√£o respons√°veis por 99,98% das reservas de carv√£o mineral betuminoso e sub-betuminoso brasileiras, sendo os outros 0,02% em S√£o Paulo.
Central do Recreio, município de Minas do Leão/RS. Produção de 300 mil toneladas de carvão mineral por ano.

O Brasil possui cerca de 7% das reservas mundiais de cassiterita (2¬ļ produtor mundial), o √ļnico min√©rio comercializ√°vel de estanho. As maiores reservas est√£o localizadas em Rond√īnia.
A maior parte das reservas de bauxita (Brasil, 2¬ļ produtor mundial) est√° localizada no Par√°, principalmente nas jazidas pr√≥ximas ao rio Trombetas.

Mineral n√£o-met√°lico, o sal √© usado na ind√ļstria qu√≠mica, na pecu√°ria, na alimenta√ß√£o humana e para v√°rios fins industriais. O Rio Grande do Norte participa com mais de 80% da produ√ß√£o de sal marinho, com suas salinas em Areia Branca, Mossor√≥ e Macau.

O Projeto Grande Carajás (PGC) é gerido pela Companhia Vale***. Empresa também responsável pela exploração de minério de ferro nos 7.000Km2 do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais, no Maciço do Urucum, maior reserva de manganês do país e terceira de ferro, em Corumbá/MS, e aparece como maior acionista da extração de bauxita no Vale Trombetas/PA.
 
***Em¬† set. 2007, com patrim√īnio estimado em R$ 92 bilh√Ķes, a estatal Vale do Rio Doce foi vendida em maio de 1997 por R$ 2,1 bilh√Ķes. Somente no primeiro ano ap√≥s a privatiza√ß√£o, a empresa teve lucro de R$ 10 bilh√Ķes. 107 medidas judiciais entre a√ß√Ķes populares e a√ß√Ķes civis p√ļblicas tentam reverter a venda, realizada em maio de 1997.
Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/01/materia.2007-09-01.0494427047/view
Projeto Brucutu em S√£o Gon√ßalo do Rio Abaixo/MG √© a maior mina de ferro do mundo. Inaugurada pela Vale em 2006, produz uma m√©dia de 20 a 30 milh√Ķes de toneladas/ano.
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Conheça melhor a Vale hoje e clique com o botão direito para maior zoom. Fonte: http://media.folha.uol.com.br/mercado/2011/04/06/flash-vale-3.swf


125 thoughts on “Brasil – Recursos minerais

    • Eu √© que agrade√ßo a visita e as palavras Suliana! Vou ficar te devendo a imagem porque n√£o tenho, inclusive n√£o √© muito f√°cil tal imagem porque nosso pa√≠s √© o 16¬ļ maior produtor de cobre do mundo.

    • James,
      O valor do minério de ferro depende da concentração de ferro contida. Repara no fragmento textual retirado do site do governo da Paraíba

      Para se ter uma idéia da valorização do produto, a Companhia Vale do Rio Doce, maior produtora de minério de ferro do mundo, negociou com seus principais clientes um aumento em 65% o valor da tonelada do minério de ferro, passando de US$ 48 dólares para US$ 78,90 dólares. O preço por tonelada se deve tomar em conta o teor (concentração) de ferro contido no mineral. Quanto mais alto o teor de ferro no minério, maior o preço. Fonte: http://www.paraiba.pb.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=26531&Itemid=2

      Sobre o cobre, o dado que tenho é que em 2008, o preço internacional do metal por tonelada caiu de R$ 13.390 (US$ 8.414), em julho, para R$ 8.424 (US$ 3.717), em novembro.

      Espero ter ajudado.

  1. A Serra de Carajás (PA) e o Quadrilátero Ferrífero (MG) são
    √°reas mineradoras do Brasil. Ambas s√£o de vital import√Ęncia,
    mas com objetivos distintos. Qual é a principal diferença
    de objetivos de exploração entre essas duas áreas de
    mineração?

    • Nicholas,
      A maior diferen√ßa da explora√ß√£o entre as duas principais prov√≠ncias mineral√≥gicas do Brasil, al√©m da quantidade e variedade de min√©rio extra√≠do, est√° na log√≠stica: enquanto o Quadril√°tero Ferr√≠fero abastece principalmente o mercado interno pela proximidade com as regi√Ķes mais industrializadas, praticamente todo o min√©rio extra√≠do na Serra dos Caraj√°s √© exportado principalmente pelo porto de Itaqui no Maranh√£o.

  2. Nossa, agora sim eu estou entendendo esse assunto ! Amanh√£ vou me dar bem na prova! Espero que ano que vem (meu 3¬ļ ano ) o senhor seja meu professor ! S√≥ assim vou gostar das aulas de geografia rsrsrs.

  3. Caro colega,
    Como professor de geografia parabenizo-o pelas informa√ß√Ķes expotas no site aos alunos. Conheci seu site via pesquisa de um dos meus alunos.
    Li uma de suas aulas. Achei muito interessante. Al√©m do enfoque sobre os recursos minerais tamb√©m fa√ßo a abordagem da a√ß√£o do Estado brasileiro no contexto econ√īmico. Caso da Icomi e a Serra do Navio p√≥s guerra, bem como, a fal√™ncia da explora√ß√£o e os impactos ambientais.
    Espero ver meus alunos abusando mais do seu site.

    • Obrigado prof. e colega Beto. A ideia do site veio depois que meus alunos passaram a pedir refer√™ncias bibliogr√°ficas sobre as informa√ß√Ķes que mostrava nas aulas. Hoje acho √≥timo outros alunos (e colegas professores) interagirem por aqui. Boa lembran√ßa sobre o mangan√™s da ICOMI* – tamb√©m falo nas minhas aulas sobre o assunto e prometo-lhe incluir no resumo desse post. Nos livros de Ensino M√©dio existe abordagem em ADAS, Melhem. Panorama geogr√°fico do Brasil. 4.ed. S√£o Paulo: Moderna, 2004, p. 149.

      Também espero que nossos alunos naveguem a vontade. Abraço.

      * Eu e meu colega Beto nos referimos a ICOMI – Ind√ļstria e Com√©rcio de Min√©rios S. A. uma empresa brasileira que na d√©cada de 1950 se juntou √† empresa norteamericana produtora de a√ßo Bethlehem Steel Company e recebeu autoriza√ß√£o do governo Dutra para explorar o mangan√™s existente na Serra do Navio – √† √©poca no Territ√≥rio do Amap√° – durante 50 anos (era um per√≠odo de in√≠cio da guerra fria e o min√©rio para exporta√ß√£o era bastante estrat√©gico nesse contexto para produ√ß√£o de a√ßo na metalurgia). Em 1947 a ICOMI venceu a concorr√™ncia, em 1950 juntou-se a Bethlehem Steel e em 1953 come√ßou a concess√£o (industrialmente, o in√≠cio explorat√≥rio foi em 1957) que duraria at√© 2003 – royalties de 4% para o governo federal e 20% teria que ser aplicado em melhorias na regi√£o. Em 1997, quando as minas de mangan√™s se exauriram, a ICOMI abandonou o local e deixou para tr√°s o impacto ambiental por ars√™nio nos igarap√©s Elesb√£o 1 e 2 que fornecem √°gua para duas vilas (Vila Amazonas e Vila Serra do Navio) constru√≠das pela empresa durante a explora√ß√£o, com capital de banco norteamericano – o impacto do solo vegetal at√© a linha d‚Äô√°gua criou um desn√≠vel de 70 metros e abaixo desta linha, h√° mais 100 metros de desn√≠vel submersos. A norteamericana Bethlehem Steel deixou a sociedade na d√©cada de 1980. No in√≠cio dos anos 2000, a ICOMI abriu concordata.

  4. Olá Professor, o senhor tem alguma informação sobre a Serra Peluda ?
    Algo sobre aquela recente descoberta, que se não me engano é maior que a de Serra Pelada né ?!?
    Obrigado

    ps: Parabéns pelo site e a manutenção do próprio.

    • Eu √© que agrade√ßo Lucas!
      Sobre Serra Peluda que você se referiu não tenho nenhuma informação (nem sei onde fica), mas em junho de 2010, uma empresa mineradora canadense achou outras reservas de ouro a 150 metros do centro de onde existia a extração de Serra Pelada no município de Oriximiná no Pará.
      Se tiver informa√ß√Ķes sobre essa recente descoberta que voc√™ se refere, compartilha mandando o link por aqui.

  5. Me desculpe professor, houve um equivoco.
    O nome √© “Cabeluda”.
    Eu ainda não achei nada na internet, só ouvi comentários em sala.
    Quando ler sobre isso eu mandarei o link!!

  6. Ent√£oo, como disse acima, eu n√£o tenho certeza das informa√ß√Ķes, pois disseram que s√£o descobertas recentes.
    Seria essa mesmo ??
    e realmente é maior que a Serra Pelada ?

  7. Boa tarde Marcos,

    Sou Engenheiro e trabalho na Vale desde 1998 no quadrilátero ferrífero. Parabéns pelo seu blog e esclarecimento aos alunos e outras pessoas interessadas no mundo da mineração.

  8. Sou geógrafo e trabalho em uma empresa que presta serviços de gerenciamento de operação mina, principalmente a Vale. Seu blog é muito instrutivo. Parabéns !

  9. pode me indicar areas de exploração de minerio de ferro no maciço de Urucum perto de Ladario ou pode me indicar pessoas que possam?

    • Paulo,
      Acredito que essa informa√ß√£o voc√™ vai conseguir no Departamento nacional de Produ√ß√£o Mineral (http://www.dnpm.gov.br/default.asp), pois a prefeitura de Lad√°rio recebeu no final do ano passado cerca de R$ 2 milh√Ķes da Compensa√ß√£o Financeira pela Explora√ß√£o de Recursos Minerais – CFEM que √© fiscalizada e faz parte do DNPM (paga 65% do mineral que √© extra√≠do ao munic√≠pio produtor – Lad√°rio recebeu esse direito em setembro de 2010, pois antes s√≥ Corumb√° era contemplada pela lei).
      Pode também procurar a própria prefeitura da cidade, já que esta recebeu o recurso contemplado pela lei e para ter provado isso, com certeza tem o mapeamento das jazidas.
      Espero ter ajudado.

  10. Olá! O senhor me ajudou muito!!! Mas tbm queria saber a Importancia para o desenvolvimento de um país(no caso Brasil). Poderia me ajudar!??
    e Parabéns por seu texto mt bem elaborado! (:

    • Obrigado Maria! Fico feliz em poder ajudar.
      Entendi que voc√™ pergunta sobre a import√Ęncia dos recursos minerais para o desenvolvimento do Brasil.
      √Č indispens√°vel para o desenvolvimento e exporta√ß√Ķes brasileiras nossos recursos. A ind√ļstria interna tamb√©m cresce bastante com a transforma√ß√£o da mat√©ria-prima bruta a um pre√ßo bastante competitivo.

  11. professor me diga se a algum equipamento para encontrar minerios tipo ouro e se na bahia existe algum lugar que so tenha ouro em pequena quantidade que nao e viavel a empresas a extrair e se tem algum mapa que mostre pesquisas recentes de descorberta de pequenas jazidas ou nao e de interesse de empresas nao divulgar onde tem lugar com pequena quantidade de outo que nao ha interesse desde ja obrigado

    • Wilson,
      Não tenho essa resposta e acho que quem tem não a dará, porque como você mesmo diz, não é interessante para empresa alguma divulgar jazidas para qualquer pessoa sair por aí garimpando.

  12. Ol√°, professor! Quero aqui pedir uma ajuda. Estou precisando de uma fonte de peso que me d√™ respaldo para entrar com recurso num concurso que tratava de uma quest√£o de jazidas de ferro. Essa √© a pergunta: Assinale a alternativa que apresenta o Estado brasileiro que concentra as maiores jazidas de min√©rio de ferro conhecidas e medidas.. marquei Par√° e o gabarito marca Minas Gerais. Mas, o concurso bibliografia os livros: MAGNOLI, Dem√©trio e ARA√öJO, Regina, ADAS, Melhem & ADAS, S√©rgio, TERRA, L√≠gia, GUIMAR√ÉES, Raul Borges e ARA√öJO, Regina… Por favor, me ajude.

    • Carlos Alexandre,
      A ajuda que posso te dar é dizer que o gabarito do concurso está certo, pois as maiores jazidas de minério de ferro do país estão no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais. No Pará há uma maior variedade de minérios em Carajás com destaque para o estanho e o manganês.

      Fiz uma r√°pida pesquisa nos livros que voc√™ citou e o que te respondi acima se confirma na p√°g. 314 e 315 do livro Conex√Ķes (2010, ed. Moderna) de Lygia Terra, Regina Ara√ļjo e Raul Borges Guimar√£es; tamb√©m na p√°g. 144 do livro Panorama geogr√°fico do Brasil (2004, Ed. Moderna) de Melhem Adas e S√©rgio Adas.

      Espero ter ajudado!

  13. Professor obrigado por tudo. Mas, a minha d√ļvida continua porque numa apostila que comprei para o concurso de autor Paulo Lopes (apostila da vestcon)que diz que o Par√° constitui uma das maiores jazidas de ferro do mundo descoberta em 1967 pela companhia Meridional de Minera√ß√£o e, o quadril√°tero ferr√≠fero ou central tem grande por√ß√£o de min√©rio de ferro e que √© a principal PRODUTORA DE MIN√ČRIO DE FERRO DO PA√ćS, pore’m as pricipais jazidas ja foram exploradas. Entendi que uma possui a maior reserva (Par√°) e a outra √© a maior produtora. Tenho um que tab√©m confirma de autoria de Jos√© Herculano da Silva e Jos√© Marcos de Ara√ļjo pag.51 que diz que Caraj√°s √© a maior prov√≠ncia mineral do pa√≠s e talvez do planeta descorbeta em 1967 e que abriga a fantastica cifra de 25 a 30 bilh√Ķes de toneladas de ferro de alto teor. E, que a CVRD prev^investimento de 22,5 bilh√Ķes de infra-estrutura e 39,2, nos projetos potenciais, num total de 61,7 bilh√Ķes de dolares. E, o curso Tamandar√© do Rio de Janeiro resolveu a prova e os prefessores resolveram a prova tendo umas diverg√™ncia que na realidade se prestarmos aten√ß√£o no texto um fala de maior reserva e outro fala de maior produtor.

    Quest√£o 31 ‚Äď Resposta: letra B (para Arilson dos Santos) e Letra A (para Alvaro Barreto)

    Coment√°rio:

    Arilson dos Santos Carvalho: Surge uma d√ļvida,pois, o estado de Minas √© o maior produtor, por√©m as
    maiores reservas localizam-se no Par√°.

    Alvaro Barreto: A resposta √© Minas Gerais (Letra A) – O Brasil √© o 2¬ļ maior produtor mundial de
    minério de ferro. Minas Gerais apresenta maior produção nacional no conjunto de jazidas conhecido
    como “Quadril√°tero Ferr√≠fero”. Muitos alunos marcaram o Estado do Par√° fazendo refer√™ncia a Serra dos
    Carajás, também grande exportador Mundial.
    Quest√£o

    • Carlos,
      Com ituito de sempre ajudar, resolvi ir mais a fundo nessa quest√£o para sanar suas d√ļvidas.
      Fui nos anuários da maior autoridade sobre o assunto no país que é o DNPM РDepartamento de Produção Mineral do Brasil e achei o que referencio abaixo.

      As reservas inferidas de ferro no Brasil s√£o na ordem de 44.119.111.891 toneladas. Fonte: http://www.dnpm.gov.br/assets/galeriaDocumento/AMB2006/I_2006.pdf
      Dessas 44 bilh√Ķes de toneladas, 30.032.049.650 est√£o em Minas Gerais, 12.175.427.000 no Par√°, 1.884.956.212 no Mato Grosso do Sul, 18.398.381 em S√£o Paulo e 8.278.648 em Pernambuco. Fonte: http://www.dnpm.gov.br/assets/galeriaDocumento/AMB2006/III_2006.pdf Tabela 3.1.1.
      Portanto, em matéria de Minério de Ferro Minas Gerais é imbatível na produção e reservas e o problema da maioria dos autores é escrever e não citar as fontes de onde pegou a informação (a Editora Moderna também usa o DNPM).

      Espero ter sanado essa discord√Ęncia de gabarito do seu concurso. Volta sempre que precisar!

  14. Olá, professor. Estive pesquisando sobre os sites que o senhor e resolvi postar aqui o que encontrei e assim como o DNPM é uma autoridade no assunto A VALE, poderemos falar o mesmo. Mas, encontrei no site do DNPM.

    A distribuição destes recursos está localizada especialmente em três estados da federação:
    Minas Gerais com 68%, Par√° com 29% e Mato Grosso do Sul com 2%. Assim o Brasil pode
    ser considerado em termos mundiais como um dos maiores possuidores de recursos
    identificados dessa matéria-prima.
    Dentro destes recursos pode-se identificar como reservas provadas e prov√°veis (medida +
    indicada) um total de 18,5 bilh√Ķes que comparado com o restante do mundo, coloca o Brasil
    como o sexto colocado entre os países detentores de maiores quantidades deste minério, com
    quase 7% destas reservas mundiais. Porém, o alto teor de ferro contido nos minérios
    brasileiros (60% – 67% nas hematitas e 50% – 60% nos itabiritos) leva o Brasil a ocupar um
    lugar de destaque no cenário mundial, em termos de ferro contido no minério. O estado de
    Minas Gerais detém pouco mais de 86% destas reservas, enquanto Pará e Mato Grosso do
    Sul detêm 9% e 5% respectivamente.

    √Č nesse par√°grafo que o livro de Mellem Adas se apega pra embasar a afirmativa que Minas Gerais √© a maior reserva de min√©rio de ferro. Que discordo, pois tenho outros livros muito conhecido como por exemplo o do autor J. William Vesentini e V√Ęnia Vlach de edi√ß√£o 2010 que afirma categoricamente que Caraj√°s √© a maior e que cont√™m as maiores jazidas e entre outros min√©rios. Mas, levando em conta que Minas exporta mais que Caraj√°s. Isso √© uma verdade. O livro mem√≥rias dos Caraj√°s √© uma outra fonte de pesquisa.. Sem falar da revista veja de setembro de 2010 e o jornal o globo do mesmo ano. Logo abaixo est√° registrado o que o livro Adas se apodera para provar sua cita√ß√£o, retirado do site DNPM.

    Fator importante na determinação das reservas é a sua porção economicamente lavrável,
    num horizonte de tempo em que se leva em conta a dimens√£o econ√īmica, considerando os
    efeitos dos preços, custos, tecnologia, fatores ambientais e sociais. Esta porção pode ser
    classificada como reserva provada, e quantificada como a reserva medida (aquela atualmente
    em processo de extração). O perfil destas reservas mostra Minas Gerais com 81%, Pará com
    12% e Mato Grosso do Sul com 6%. No ‚ÄúQuadril√°tero Ferr√≠fero‚ÄĚ, em Minas Gerais, o teor
    médio do ferro contido alcança 55% de Fe; na Serra dos Carajás, no Pará, predominam as
    hematitas com teores médios de 65% de Fe contido; e no Mato Grosso do Sul na região de
    Corumbá o teor médio representa 60% de Fe contido.

    Valeu, professor!!!

  15. Professor, parabéns pelo site.
    Gostaria de saber, se são pagos royalties aos estados, e cidades , onde são extraidos os minérios.
    Se afirmativo, poderia me informar, onde encontro quais percentuais s√£o destinados aos mesmos.
    Obrigado pela aten√ß√£o, e abra√ßos….

  16. Sr. Marcos,

    Quando a VALE foi vendida ela foi avaliada somente pelo valor das a√ß√Ķes e o valor de suas jazidas n√£o entrou no c√°lculo.

    Tanto é que pouco tempo depois da privatização apenas uma subsidiária da VALE foi revendida pelo valor total de todas juntas.

    Dizem que, hoje, a VALE vale n√£o sei quantos bilh√Ķes de d√≥lares.
    Faço uma pergunta.

    O valor da VALE, hoje, divulgado pela imprensa, inclui também as jazidas ?

    • Inclui as jazidas sim Carlos, o problema √© que, muitas vezes, os n√ļmeros das reservas s√£o subestimados. Apesar de vir de um partido pol√≠tico (PSTU), o escrito tem fundamento e √© verdade: “Segundo informa√ß√Ķes da pr√≥pria CVRD, as reservas de min√©rio de ferro de Minas Gerais e da Serra dos Caraj√°s eram de 12,9 bilh√Ķes de toneladas em 1995, muito acima dos 3,2 bilh√Ķes de toneladas anunciadas na √©poca da privatiza√ß√£o.”

  17. Professor,eu estava fazendo a prova do Pas 3ª etapa e eu gostaria que você me ajudasse, será que tem como? Tem um item que trata sobre a mineração e os impactos ambientais negativos que ela pode causar,será que vc poderia me dizer quais sao?Obrigada !

    • Ol√° Ana Tereza,
      Conforme o Engenheiro Ambiental da PUC-Rio Carlos Penna, “uma s√©rie de impactos pode ocorrer: aumento da turbidez e consequente varia√ß√£o na qualidade da √°gua e na penetra√ß√£o da luz solar no interior do corpo h√≠drico; altera√ß√£o do pH da √°gua, tornando-a geralmente mais √°cida; derrame de √≥leos, graxas e metais pesados (altamente t√≥xicos, com s√©rios danos aos seres vivos do meio receptor); redu√ß√£o do oxig√™nio dissolvido dos ecossistemas aqu√°ticos; assoreamento de rios; polui√ß√£o do ar, principalmente por material particulado; perdas de grandes √°reas de ecossistemas nativos ou de uso humano etc.” Fonte: http://www.oeco.com.br/carlos-gabaglia-penna/20837-efeitos-da-mineracao-no-meio-ambiente

  18. Sei que o conhecimento e caro mais creio que voce pode me ajudar, tenho uma area aluviao que tem uma areia que parece ser metalica por ser meio pesada e sempre ele vem por ultimo quando coloco um prato para limapla com aqua, mais nao e ouro. e um po tipo areia fina avermelhada opaca. se possivel me responda desde ja obrigado vc tem um bom site.

    • Nat√°lia,
      O relatório técnico do Ministério de Minas e Energia e do Banco Mundial não falam nessa escassez citada por você. Leia partes do relatório que descreve um crescimento anual até 2030.

      √Č muito prov√°vel que outras usinas de pelotiza√ß√£o, entrem em funcionamento a partir de 2015 ou mais a frente, para aproveitar os min√©rios finos gerados cada vez em maior quantidade. Dequalquer forma o aproveitamento do min√©rio fino (pellet-feed), deve ter como destino principal, aexporta√ß√£o, seja como pelota (pellets) ou como min√©rio ( pellet-feed), como acontece atualmente.Portanto, mesmo com a implanta√ß√£o de novas usinas de pelotiza√ß√£o, esse min√©rio vai ficar na cotade dispon√≠vel para a exporta√ß√£o quando cotejado a produ√ß√£o com o consumo interno. […] Para atender a demanda interna e manter o Brasil como um participante ativo no mercadotransoce√Ęnico de min√©rio de ferro, as empresas atuais e as que pretendem produzir, em futuro pr√≥ximo, min√©rio de ferro, mostram uma proje√ß√£o de produ√ß√£o traduzida numa possibilidade deprodu√ß√£o de 718 Mt em 2030, conforme definido nos planos de expans√£o e nos projetos de implanta√ß√£o […] Tendo as proje√ß√Ķes das empresas expressado uma produ√ß√£o de prevista de 718,0 milh√Ķes(Tabela17) de toneladas, e o consumo esperado atingir a 203 Mt (Tabela 13), existir√° um excedenteexport√°vel de 515,0 milh√Ķes de toneladas ou 135% a mais do que as exporta√ß√Ķes de min√©rio (sempelota ) exportado em 2007, ou 3,8% de taxa de crescimento anual at√© 2030.

      Fonte: http://www.mme.gov.br/sgm/galerias/arquivos/plano_duo_decenal/a_mineracao_brasileira/P09_RT18_Perfil_da_Mineraxo_de_Ferro.pdf

  19. Ol√° Prof. Marcos,

    muito bom o blog e parab√©ns pelo trabalho. S√≥ fiquei na d√ļvida porque algumas partes do Mapa das prov√≠ncias mineral√≥gicas do Brasil, na parte da regi√£o oeste do Rio Grande do Sul n√£o se encontra praticamente nenhum tipo de min√©rio?

    Desde já, agradeço!

    Abraço

    • Ol√° Lucas,
      Obrigado pelas palavras e a forma√ß√£o mineral√≥gica depende de uma s√©rie de processos geol√≥gicos (internos) que n√£o acontecem de forma homog√™nea, por isso encontramos diferentes tipos de min√©rios* em diferentes regi√Ķes do pa√≠s.

      *Min√©rio √© um mineral que possui valor econ√īmico justific√°vel para extra√ß√£o.

      • Obrigado pela resposta professor. Ent√£o pelo fato de na regi√£o oeste do RS – fronteira com Argentina e Uruguai – n√£o ter ind√≠cio algum de potencial de extra√ß√£o mineral, pode-se dizer que √© pela exist√™ncia do Aqu√≠fero Guarani naquela regi√£o, assim sendo n√£o √© poss√≠vel encontrar concentra√ß√£o de min√©rio de grande valor?

  20. Marcos, boa noite.
    Sabe me dizer em m√©dia qual a porcentagem do territ√≥rio Brasileiro j√° foi sondado? Ou se pelo menos existe uma estimativa…
    N√£o sei se estou certo, mas acho que existe muita coisa em nosso subsolo ainda…
    Obrigado!

    • Ol√° Leandro,
      Foi sondado praticamente todo o territ√≥rio (exceto em regi√£o menos povoadas da Amaz√īnia que se afirma ter muito min√©rio – vide caso de Caraj√°s/PA). Existe sim muito min√©rio em nosso subsolo, mas hoje o maior problema da explora√ß√£o √© a viabilidade econ√īmica de sustenta√ß√£o da mina (vide caso do carv√£o mineral em SC e RS que por ser de m√° qualidade √© mais barato importar da China e R√ļssia).

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