Climas e Climogramas do Brasil

Por Marcos Bau

O clima atua de acordo com seus elementos e fatores. Elementos: temperatura, umidade, press√£o e vento; fatores: latitude, altitude, maritimidade, continentalidade, correntes marinhas e massas de ar.


No caso do Brasil, diversos fatores atuam alterando os elementos do clima, mas nossos tipos climáticos são, primordialmente, determinados pelo movimento e cruzamento das massas de ar que atuam no interior de nosso território. O que queremos ressaltar é que todos os fatores citados atuam na climatologia brasileira, mas o fator determinante é a circulação das massas de ar, pois é do encontro dessas massas que vai se formando a maior influência da ação dos elementos do clima na climatologia brasileira. 

O v√≠deo abaixo √© sobre a previs√£o do tempo mostrado no Jornal Nacional da rede Globo de Televis√£o em 22/08/2008. A apresentadora ressalta as massas levando chuva para o Sul do pa√≠s (a mPa ainda atuante e √ļmida) e ar seco para o Centro-Oeste (a mTc predominando). Isso para se come√ßar a ter a percep√ß√£o te√≥rica de que o tempo muda com facilidade, mas o clima, como √© a sucess√£o habitual dos estados de tempo, para se observar uma mudan√ßa clim√°tica √© necess√°rio a an√°lise da sua din√Ęmica (elementos e fatores) durante tr√™s d√©cadas.¬†Explicaremos adiante com mais detalhes.

Conforme o fator clim√°tico latitude, por possuir 92% do territ√≥rio na zona intertropical do planeta, grande extens√£o no sentido norte-sul e litoral com forte influ√™ncia das massas de ar oce√Ęnicas, o Brasil apresenta predomin√Ęncia de climas quentes e √ļmidos. Em apenas 8% do territ√≥rio, ao sul do Tr√≥pico de Capric√≥rnio, ocorre o clima subtropical, que apresenta maior varia√ß√£o t√©rmica e certo delineamento das esta√ß√Ķes do ano. Os climas temperados (aqui no Brasil chamamos de subtropical), s√£o caracterizados por terem as esta√ß√Ķes do ano bem definidas.

Acerca da altitude, como o Brasil possui altitudes bem modestas (dobramentos antigos e 99,46% do pa√≠s com altitudes menores que 1.200 metros), a varia√ß√£o de acordo com esse fator clim√°tico acontece, mas n√£o se mostra como muito significativa. Um exemplo √© que nessa latitude intertropical que o pa√≠s se situa, a m√©dia de perda de 1¬ļ C acontece a cada 300 m de altitude, portanto, nas √°reas onde predominam planaltos (vide mapa que segue e observe o Centro-Oeste, no famoso planalto central como exemplo), a varia√ß√£o de temperatura por causa da altitude √© de cerca de 3¬ļ C. Enfim, ela existe mas n√£o √© determinante na altera√ß√£o da temperatura como outros fatores. Nas serras subtropicais do Brasil, como a ga√ļcha e a catarinense, a queda de temperatura √© acentuada pela latitude, tamb√©m pela continentalidade e, com isso, mesmo tendo uma baixa altitude, de dobramento ou montanha antiga, contribui para o frio no solst√≠cio de inverno e at√© para um fen√īmeno – bem raro no Brasil – como a neve.

Mapa Brasil altimetria

A maritimidade significa a influ√™ncia do clima nas localidades perto do litoral e na zona latitudinal intertropical litor√Ęnea, a amplitude t√©rmica (diferen√ßa entre as m√°ximas e m√≠nimas temperaturas) √© sempre menor que as localidades que est√£o mais para o interior do continente, que por isso sofrem da continentalidade, pois o mar serve como um atenuante clim√°tico, j√° que libera o calor que recebeu durante o dia, lentamente durante a noite. A regi√£o de clima equatorial, na Amaz√īnia, apesar de estar no interior do continente, sofre desse atenuante clim√°tico de baixa amplitude da maritimidade, devido √† quantidade de mananciais que possui em seu territ√≥rio.

continentalidade e maritimidade

Fonte da figura: Suporte dos estudantes.

As correntes marinhas que atuam na climatologia brasileira (correntes do Golfo e do Brasil) são quentes, contribuem para uma maior evaporação e, consequentemente, uma maior quantidade de chuvas no litoral, além de, indiretamente, também levar umidade mais para o interior do território.   

Associadas aos fatores clim√°ticos citados anteriormente, cinco s√£o as massas de ar que influenciam o clima do Brasil. Est√£o explicadas abaixo e demonstradas nos mapas que seguem:

mEc ‚Äď Massa Equatorial Continental ‚Äď Nasce no Noroeste da Amaz√īnia e √© quente e √ļmida devido √† floresta ombr√≥fila e latifoliada, sua capacidade de evapotranspira√ß√£o e seus mananciais perenes*. Atua durante todo o ano na Amaz√īnia, com predom√≠nio no inverno na Amaz√īnia ocidental. Por ser uma massa quente e √ļmida, no ver√£o, sua √°rea de atua√ß√£o √© abrangida para quase todo o Brasil, levando grande quantidade de chuvas para as regi√Ķes Norte, Centro-Oeste, parte do Nordeste, Sudeste e Sul (influenciando nas chuvas de ver√£o at√© Santa Catarina).

*Todas as massas equatoriais s√£o √ļmidas, devido √† grande capacidade de evapora√ß√£o. Portanto, cabe a importante afirma√ß√£o de que tem floresta porque chove e n√£o o contr√°rio. Compreenda que a condi√ß√£o clim√°tica determina o processo vegetal e no caso da Amaz√īnia, a quantidade de evapora√ß√£o dos mananciais existentes (rios e partes alagadas) associada √† umidade do oceano trazida pela mEa √© que torna a regi√£o bastante √ļmida de floresta densa. Enfim, a evapotranspira√ß√£o das plantas contribui consideravelmente, mas n√£o √© o fator determinante para as chuvas desse local.¬†

Por um corredor de vales leva grande umidade, contribuindo para as chuvas de ver√£o da regi√£o Sudeste do Brasil ao se cruzar com outra massa quente e √ļmida vinda do Oceano Atl√Ęntico, a mTa ‚Äď Massa Tropical Atl√Ęntica. Tais chuvas s√£o intensas e associadas √† ocupa√ß√£o irregular nas encostas dos centros urbanos causam cat√°strofes naturais como os desmoronamentos/escorregamentos acontecidos em Santa Catarina (dez. 2008), Rio de Janeiro (abr. 2010) e Regi√£o Serrana do RJ (Petr√≥polis, Teres√≥polis e Nova Friburgo ‚Äď jan. 2011). No caso das cat√°strofes citadas, a massa de maior atua√ß√£o para essas chuvas perto do litoral Sudeste √© a mTa.

mEa ‚Äď Massa Equatorial Atl√Ęntica ‚Äď Massa quente e √ļmida que nasce no Atl√Ęntico Norte pr√≥ximo ao arquip√©lago dos A√ßores, que est√£o 1.500 km a oeste da costa portuguesa. Forma os ventos al√≠sios de Nordeste no Brasil (sopram do tr√≥pico de C√Ęncer em dire√ß√£o ao Equador) e atinge o litoral do Norte e Nordeste do Brasil no equin√≥cio de primavera e solst√≠cio de ver√£o.

mTa ‚Äď Massa Tropical Atl√Ęntica ‚Äď Quente e √ļmida e se forma no Atl√Ęntico Sul pr√≥ximo ao Tr√≥pico de Capric√≥rnio. Atua durante todo o ano nos litorais das regi√Ķes Nordeste e Sudeste (chuvas de relevo ou orogr√°ficas na Serra do Mar). No Sul do Brasil predomina no ver√£o, pois o frio e as chuvas de inverno s√£o resultados da atua√ß√£o da mPa (a atua√ß√£o dessa massa no inverno do sul do Brasil √© √≠nfima). Massa respons√°vel pelo ventos al√≠sios de Sudeste (sopram do tr√≥pico de Capric√≥rnio para o Equador e atingem a costa SE e NE brasileira). No ver√£o, tem seu centro de concentra√ß√£o na zona intertropical, em frente ao litoral Sul do Brasil e leva chuvas desde o litoral das regi√Ķes NE, SE e S ao interior da regi√£o Centro-Oeste (regi√£o do Distrito Federal) chegando a atingir o Pantanal matogrossense tamb√©m levando umidade. No inverno desloca seu centro de concentra√ß√£o para a frente do litoral situado entre as regi√Ķes SE e NE do Brasil e provoca chuvas frontais nos litorais do NE e SE ao se cruzar com a mPa ‚Äď Massa Polar Atl√Ęntica.

Atuação das massas de ar no verão da América do Sul. Nota-se a atuação restrita da fria mPa (que não atua no verão do Brasil), na América do Sul, e maior abrangência das massas quentes devido à incidência solar no Trópico de Capricórnio. Fonte da figura: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 149.

mTc ‚Äď Massa Tropical Continental ‚Äď Quente e seca, forma-se na depress√£o do Chaco (prolongamento do Pantanal em territ√≥rios boliviano e paraguaio). Na primavera e no ver√£o encontra-se com a mEc ‚Äď Massa Equatorial Continental, contribuindo para precipita√ß√Ķes no interior da regi√£o Centro-Oeste. No inverno contribui para a esta√ß√£o seca no oeste do Estado de Minas Gerais e na regi√£o Centro-Oeste at√© o Pantanal ao se cruzar com a mPa ‚Äď Massa Polar Atl√Ęntica, que chega seca nessa regi√£o e traz as baixas temperaturas no outono-inverno. Ressalta-se que as tardes quentes e bastante secas dos meses de agosto e setembro no Centro-Oeste (destaque para o DF, que normalmente marca umidade relativa abaixo dos 30%) s√£o resultados da intensa atua√ß√£o da mTc na zona central do Brasil. A mTc tamb√©m chega a influenciar nas altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar no sert√£o nordestino.¬†

mPa ‚Äď Massa Polar Atl√Ęntica ‚Äď Nasce fria e √ļmida no Atl√Ęntico Sul nas imedia√ß√Ķes do litoral da Patag√īnia e chega ao Brasil fria e seca (s√≥ atua no nosso territ√≥rio no inverno e seu resto de umidade √© precipitado na regi√£o Sul do Brasil). Sabendo-se que quanto mais uma massa de ar se desloca do seu centro de origem perde suas caracter√≠sticas originais, a mPa atua nas regi√Ķes Sul (ventos peri√≥dicos minuano e pampeiro) e Sudeste com mais intensidade e no inverno, pela incid√™ncia solar perpendicular estar no hemisf√©rio norte tornando o sul mais frio, chega a atingir o litoral sul da Bahia (chega at√© a altura de Salvador bem fraca, pois vai se dissipando a medida que chega perto da zona equatorial), na regi√£o Nordeste, provocando chuvas frontais ao encontrar-se com a mTa ‚Äď Massa Tropical Atl√Ęntica, que √© quente e √ļmida. Outra vertente de penetra√ß√£o faz a mPa chegar ao vale do Tapaj√≥s na Amaz√īnia provocando quedas de temperatura, no inverno, em um fen√īmeno chamado friagem.

Atuação das massas de ar no inverno da América do Sul. Maior atuação da mPa devido à menor incidência solar no hemisfério sul. Fonte da figura: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. 4ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2004, p. 150.

Este artigo atende aos fins de leitura e pesquisa e pertence ao blog GeoBau (http://marcosbau.com.br). Proibida a reprodu√ß√£o pelo Art. 184 do C√≥digo Penal e Lei 9.610/98 de Direitos Autorais. Permitida parte da reprodu√ß√£o desde que citada a fonte. PL√ĀGIO √Č CRIME. DENUNCIE.¬†

Furac√£o Catarina

Em todo o seu litoral, as correntes oce√Ęnicas que atuam no Brasil s√£o quentes. Corrente do Brasil atuando do litoral do Nordeste em dire√ß√£o ao litoral Sul e Corrente do Golfo atuando do litoral do mesmo Nordeste para o litoral Norte do pa√≠s. Na zona subtropical ‚Äď altura do Estado de Santa Catarina ‚Äď formou-se, em 2004, o furac√£o que recebeu o nome de Catarina, devido √† circula√ß√£o de baixa press√£o do mar e alta press√£o do ar influenciado pela mPa. Os furac√Ķes mais famosos e destruidores se formam no Golfo do M√©xico e ‚Äėviajam‚Äô em dire√ß√£o √† costa sul norte-americana.

furacaocatarina2004

Imagem do Furac√£o Catarina captada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

A forma√ß√£o de furac√Ķes (sin√īnimo de tuf√Ķes) se d√° no oceano e para isso √© necess√°ria √°guas mais quentes que formam uma zona de baixa press√£o em ventos circulares (sentido hor√°rio no hemisf√©rio sul e anti-hor√°rio no hemisf√©rio norte) que cruza com a circula√ß√£o de ar de alta press√£o (mais frio) aumentando a velocidade dos ventos, formando chuvas e tempestades e sendo atra√≠do pelo continente, perdendo muito de sua for√ßa ao entrar em contato com a superf√≠cie terrestre. Enquanto furac√Ķes se formam nos oceanos, tornados se formam apenas nos continentes e a ocorr√™ncia mais frequente destes √ļltimos no mundo √© no centro dos Estados Unidos, devido √† circula√ß√£o de massas quentes (baixa press√£o) vindas do Golfo do M√©xico e massas frias (alta press√£o) vindas do norte dos EUA.

Climogramas do Brasil

Tendo por base a din√Ęmica das massas de ar, o cientista Arthur Strahler prop√īs uma classifica√ß√£o clim√°tica que estuda a din√Ęmica atmosf√©rica atrav√©s da circula√ß√£o das massas de ar (climatologia din√Ęmica).

Veja o mapa que segue e alguns climogramas brasileiros e suas respectivas explica√ß√Ķes.

Climogramas

Clima Equatorial

Fica nas proximidades da linha do Equador, abarcando a Amaz√īnia, norte de Mato Grosso e oeste do Maranh√£o. Chove durante o ano todo, e em grande quantidade; √© bastante √ļmido e a temperatura varia pouco no decorrer ao longo do ano, com m√©dia de 26¬ļ C. O climograma de Manaus (AM), localizada nessa faixa de clima, traz informa√ß√Ķes sobre a pluviosidade e a temperatura. Repare como, no gr√°fico, a quantidade de precipita√ß√£o (representada pelas barras verticais) √© bem alta, atingindo mais de 300 mil√≠metros no m√™s de mar√ßo, com apenas uma pequena queda no meio do ano (em julho, agosto e setembro), quando fica abaixo dos 100 mil√≠metros. A pequena varia√ß√£o de temperatura, t√≠pica do clima equatorial, tamb√©m pode ser vista no climograma de Manaus; a linha horizontal, formada pelas temperaturas m√©dias de cada m√™s, quase n√£o sobe nem desce, ficando em torno dos 26¬ļ C.

Clima Tropical, Tropical T√≠pico, Tropical Semi-√ļmido ou ainda Tropical alternadamente √ļmido e seco

Predominante no territ√≥rio brasileiro, pega toda faixa do centro do pa√≠s, leste do Maranh√£o, Piau√≠ e oeste da Bahia e de Minas Gerais. Inverno e ver√£o s√£o esta√ß√Ķes bem marcadas pela diferen√ßa de pluviosidade: o ver√£o √© bastante chuvoso e h√° seca no inverno. No climograma de Goi√Ęnia (GO), conseguimos enxergar essa diferen√ßa pela varia√ß√£o na altura das barras de precipita√ß√£o: em julho, a precipita√ß√£o chega a quase zero, e em janeiro ultrapassa 250 mil√≠metros. A temperatura no clima tropical √© alta e n√£o varia muito; a m√©dia fica entre 18¬ļ C em locais de serra e 28¬ļ C na maior parte do territ√≥rio.

Clima Tropical Semi-√Ārido

√Č o clima das zonas mais secas do interior do Nordeste. Caracteriza-se pela baixa umidade, pouca chuva e temperaturas elevadas. O climograma da cidade baiana de Juazeiro, na divisa com Pernambuco, representa graficamente essas caracter√≠sticas: nas barrinhas de precipita√ß√£o, a m√≠nima de chuva chega a 1,7 mil√≠metro, em agosto, com a linha de temperatura variando entre cerca de 24,5¬ļ C e 28,5¬ļ C, m√©dias t√©rmicas elevadas. A chuva se concentra entre os meses de novembro e abril, mas o total anual de precipita√ß√£o n√£o chega a 550 mil√≠metros ‚Äď o volume √© inferior ao atingido em apenas dois meses (fevereiro e mar√ßo) no clima equatorial.

Clima Tropical de Altitude

√Č o clima das √°reas com altitude acima de 800 metros em Minas Gerais, No Esp√≠rito Santo, no Rio de Janeiro e em S√£o Paulo. Os ver√Ķes s√£o quentes e chuvosos e os invernos, frios e secos. Isso pode ser visto no climograma acima, que mostra as m√©dias de temperatura e pluviosidade de Belo Horizonte (MG). No inverno, as barras de chuva atingem o m√≠nimo de cerca de 10 mil√≠metros, e, no ver√£o, passam de 300 mil√≠metros. Em compara√ß√£o ao clima tropical, o tropical de altitude tem o mesmo comportamento pluvim√©trico, mas as m√©dias anuais de temperatura s√£o menores, ficando em torno dos 20¬ļ C ‚Äď no inverno, as temperaturas s√£o bem mais baixas.

Clima Tropical Atl√Ęntico ou Tropical √ömido

Esse clima cobre quase todo o litoral do pa√≠s: come√ßa no Rio Grande do Norte e vai at√© o Paran√°. A quantidade de chuvas varia conforme a latitude da localidade. Por exemplo, enquanto no Nordeste chove muito no inverno, no Sudeste chove mais no ver√£o, como pode ser visto no climograma de Jo√£o Pessoa (PB) e no do Rio de Janeiro (RJ). A varia√ß√£o de temperatura √© maior na por√ß√£o mais ao sul do litoral. No Rio de Janeiro, oscila entre 21,5¬ļ C e 26,5¬ļ C e, em Jo√£o Pessoa, entre 24¬ļ C e 28¬ļ C.

Clima Subtropical (no hemisfério Norte é chamado de Temperado)

√Č o clima das regi√Ķes ao sul do tr√≥pico de Capric√≥rnio: sul de S√£o Paulo, Paran√°, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A quantidade de chuva n√£o varia muito durante o ano, mas as temperaturas mudam bastante: o inverno √© frio e o ver√£o, quente. No climograma de Curitiba (PR), por exemplo, a temperatura oscila entre 12,5¬ļ C e 20¬ļ C, enquanto as barras de precipita√ß√£o apresentam pouca varia√ß√£o (a m√©dia anual √© de 110 mil√≠metros).

Fonte da parte de climogramas: Guia do Estudante: geografia. Mais que tropical. S√£o Paulo: Abril, 2009, p. 48, 49.


144 thoughts on “Climas e Climogramas do Brasil

  1. parabenz meu querido professor, o site estava de uma qualidade esplendida
    eu gosto muito de seus temas, principalmente pois estao condicionados na esfera globalizada

  2. nossa! isso e muito bom tem tudo que eu preciso para estudar para minha prova! isso tamb√©m ajuda o meu conhecimento sobre as massas…..

    gente esse da√≠ √© muito culto, a cultura do brasil a√≠ √© o que n√£o falta…. ; D

  3. nao entendi professor… o clima subtropical de altitude e o tropical atlantico, ambos acontecem no RJ, por√©m os graficos sao diferentes…. eai, como √© que faz?

    • Voc√™ est√° confundindo o Estado com a cidade. Em √°reas acima de 800m no Estado do RJ, o clima √© tropical de altitude e na cidade do RJ que est√° no n√≠vel do mar, o clima √© tropical atl√Ęntico.

  4. Formação dos escudos brasileiros Liberação de gases/ originou a atmosfera/ formação da chuva, lagos, mares/ inicio da ação erosiva/ formação das bacias sedimentares.

  5. O seu blog me auxilou muito mais do que as explica√ß√Ķes do livro. Compreendo melhor os detalhes das diferentes regi√Ķes brasileiras. Obrigada professor! ūüôā

    • Isso √© uma caracter√≠stica dos climas subtropicais ou temperados. Chuvas bem distribu√≠das e esta√ß√Ķes do ano bem definidas. No caso do Brasil as chuvas desse climograma dependem da mPa no inverno e mTa no ver√£o (mPa descarrega o resto de umidade no inverno e a mTa no ver√£o faz chover mais no litoral do Sudeste pela maior capacidade de evapora√ß√£o, pois o Sol est√° incidindo perpendicularmente sob o Tr√≥pico de Capric√≥rnio).

  6. Pelo amor de Deus, ele copiou isso de um livro: Geografia geral e do Brasil. Espaço geografico e globalizaçao.
    de eustaquio de sene e joao carlos moreira

    • Jacinto,
      Ao acusar-me de plágio, peço-lhe que tenha um pouco mais de base teórica para tal, mesmo porque conheço o Eustáquio, e como colega respeito muito o seu trabalho (o que você se refere são as páginas 130 a 132 do livro do Eustáquio e Moreira que é um texto completamente diferente do que escrevi).
      Os mapas s√£o do livro do Melhem Adas e os climogramas (e texto referente) do Guia do Estudante que est√£o referenciados conforme a NBR 2005 e a Lei Federal 9.610 de 19 de fevereiro de 1998 (Direitos Autorais); T√≠tulo II: das obras intelectuais ‚Äď Cap√≠tulo IV (Das Limita√ß√Ķes aos Direitos Autorais), Art. 46. inciso III.
      Vejo que você precisa estudar mais um pouco para embasar-se e não acusar quem executa um trabalho virtual totalmente gratuito com intuito de ajudar a um melhor entendimento da ciência geográfica.
      Conselho: cuidado com o que voc√™ escreve, pois nesse caso voc√™ j√° est√° incorrendo nos crimes de cal√ļnia e difama√ß√£o, artigos 138 e 139, respectivamente, contidos no Cap. V do T√≠tulo I da Parte Especial do C√≥digo Penal Brasileiro que trata ‚ÄúDos Crimes Contra a Honra‚ÄĚ.
      Sem mais,
      Prof. MSc Marcos ‘Bau’ Brand√£o – Administrador deste blog.

  7. Isso ai Bau. Nem perca tempo com esse tipo de gente. Pessoa que solta o verbo sem conhecimento, pessoa futil, que em vez de aproveitar a oportunidade que você dá disponibilizando seus conhecimentos e materiais, fica falando merda.

  8. Sou aluna do Col√©gio Militar de Porto Alegre e amei o blog, cont√©m √≥timas explica√ß√Ķes. Por√©m mantive uma d√ļvida, o clima tropical continental pode ter o mesmo climograma do tropical(generalizado) que est√° no blog? No nosso livro did√°tico o tropical continental apresenta baix√≠ssimas temperaturas temperaturas e baixo n√≠vel pluviom√©trico no inverno, diferente do que esta no seu blog?
    obrigada
    obs.: Nosso livro didático é Geografia Geral e Geografia do Brasil- O espaço natural e socioeconomico de Lygia Terra e Marcos de Amorim (pg 320)

    • Ol√° Dezyree,
      Obrigado pelas palavras elogiosas! Fico feliz que tenha gostado.
      Quanto ao climograma a resposta √© sim, tropical refere-se ao interior do continente (tamb√©m chamado por outros autores de tropical t√≠pico ou alternadamente √ļmido e seco – semi-√ļmido). A vers√£o que tenho do livro de Lygia Terra e Marcos Amorim Coelho (5¬™ ed. reform. e atual. de 2005) n√£o mostra a figura do climograma tropical, mas o explica na p√°g. 252 (chama-o de tropical alternadamente √ļmido e seco). A vers√£o mais atualizada do livro de Lygia Terra (agora com Regina Ara√ļjo e Raul Guimar√£es, j√° que o Marcos Amorim faleceu) √© chamada de ‘Conex√Ķes: estudos de geografia geral e do Brasil. 1.ed. S√£o Paulo: Moderna, 2008’ e traz em sua p√°g. 249 a figura do climograma de Goi√Ęnia com o escrito: “o clima tropical √© conhecido como clima alternadamente √ļmido e seco”. Portanto, √© o mesmo que est√° no blog. Enfim, o √≠ndice pluviom√©trico do clima tropical √© baixo no inverno e as temperaturas chegam a uma m√©dia m√≠nima de 18¬ļ. Outra fonte para uma maior certeza est√° no livro do Melhem Adas (Panorama geogr√°fico do Brasil. 4.ed. S√£o Paulo: Moderna, 2004, p. 352), pois l√° est√° grafado o mesmo climograma de Goi√Ęnia e o autor tamb√©m o intitula apenas como Tropical.
      Espero ter ajudado em sua d√ļvida e volte sempre!

      Ps: note que a partir da sua d√ļvida pus os nomes usados por diferentes autores em todos os climogramas, para facilitar.

  9. Parab√©ns Prof. Marcos. Gostei das mat√©rias publicadas no site. Espero que continue contribuindo com seus coment√°rios e artigos na internet, pois s√≥ assim podemos levar os nossos alunos √† sala de inform√°tica. √Č de pessoas como o Senhor que precisamos para melhorar o nosso trabalho em sala de aula. Obrigado!!!!!!!!!

    • Caro Valentin,
      Fico muito lisongeado e também agradecido por um comentário elogioso de um colega de profissão. Só nós sabemos o quanto é difícil manter o interesse do aluno em sala. Aqui, por amor a profissão, tento diversificar e atualizar a teoria geográfica dos livros didáticos.
      Sintam-se à vontade Рvocê e seus alunos Рnos textos e comentários!

  10. ol√° professor ,estou estudando para o Enem e pude obter muitas informa√ß√Ķes importantes sobre os simulados que estou fazendo.Achei seu blog muito bacana ,espero que voc√™ continue com este trabalho ! Se puder dar algumas dicas sobre que tema eu preciso mais me focar com rela√ß√£o a ci√™ncis Humanas Eu agrade√ßo!

    • Obrigado Karine!
      Sobre o ENEM das ciências humanas seria bom você dar uma lida em um artigo que escrevi para um cursinho aqui de Brasília: http://voupassarnovestibular.wordpress.com/2009/08/20/o-novo-enem/
      Os assuntos da geopol√≠tica que est√£o no artigo mudaram um pouco, mas √© s√≥ voc√™ ficar ‘antenada’ com os acontecimentos mundiais (levantes √°rabes, crise na zona do euro, elei√ß√Ķes norteamericanas…).
      Se estiver estudando, aperfeiçoando os eixos cognitivos que o artigo aborda e atualizada com os assuntos mundiais é só ficar tranquila na hora da prova que dará tudo certo.

  11. Caramba,mt booom! uma das coisas boas √© que nesse site encontrei tudo que estou estudando (sou do 7¬ļano)
    ameeei esse site , meu trabalho do colegio ficou otimo
    vou aconselhar minhas amigas a entrarem nesse site , para todo mundo estudaar!
    Muito Obrigada ajudou bastante!

  12. Muito rico seu Blog prof.Marcos,parabens pelo excelente trabalho…
    Me ajudou e muito em uma prova que fiz.Que esse site seja um passaporte de conhecimento que haja o interrese dos estudantes,vontade de aprender,esfor√ßo,determina√ß√£o e etc; e que n√£o venham como se fosse uma simples coveni√™ncia,pega o que precisa e pronto sem nenhum trabalho ,esfor√ßo.No final ganha uma ”nota” mas em compensa√ß√£o n√£o aprende nada…Deus lhe aben√ßoe….Excelente Trabalho,,,

  13. adorei o site parabéns pela qualidade não sou sua aluna sou apenas uma visitante mas do mesmo jeito adorei sou aluna do if baiano do senhor do Bonfim-BA.

    • Anny,
      Muito obrigado pelo comentário. Também sou baiano (soteropolitano), mas hoje ministro aulas em Brasília.
      √Č um grande prazer para mim ajudar e poder manter contato com outros alunos e colegas professores.
      Até a próxima visita!

  14. Incrível, tudo isso é o que preciso más se puder responder qual é o fator geográfico dominante na cidade de JUAREZ e não ligue sobre as ofensas dos outros , pois para mim o seu trabalho é ORIGINAL

  15. Professor parab√©ns pelo seu blog queria ter contanto com o senhor para a gente conversar mais sobre quest√Ķes similares , sou apenas uma aluna do 1¬į ano que estudar na agrot√©cnica de senhor do Bonfim-BA e mais uma vez parab√©ns pelo seu blog alias alguma diga para o Enem ????

  16. Blog alucinante, muito bom MESMO… Explica√ß√Ķes melhores, imposs√≠vel! mas n√£o tem como ir bem na prova! geografia n√£o entra na minha cabe√ßa… ūüôĀ parab√©ns professor pelo conhecimento da √°rea!

  17. muito bom !!!!
    eu nao gosto de geografia mais depois que o meu professor pediu
    para fazer um trabalho e fui nesse site
    gostei. é muito bem feito
    ai me interressei muito
    entao obrigada

  18. Boa Tarde Professor, faço Engenharia Ambiental e preciso fazer um trabalho sobre o clima de Teresópolis РRJ e preciso de um grafico anual do clima da região e não encontrei na internet. Eu gostaria de saber se o Sr. possui um grafico desta cidade?

    Desde j√°, muito obrigado!!!!

Deixe uma resposta