Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político

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O Brasil é um país de grandes dimensões. Localizado na América do Sul, o Brasil ocupa a porção centro-oriental do conti­nente. Apresenta uma extensa faixa de fronteiras terrestres (15.719 km), limitando-se com quase todos os países sul-americanos, com exceção do Chile e do Equador. Apre­senta também uma extensa orla marítima (7.367 km), banhada pelo oceano Atlântico (veja mapa que segue da faixa de fronteira do território brasileiro).

Zona de fronteira tem largura de 150km e foi regularizada pela Constituição de 1988. Fonte: TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 89.

Além dos 150 km da fronteira terrestre, a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) – através da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM – assinada em 1982, ratificada em 1988 que virou lei nº 8.617 em 1993) - cobre a parte litorânea do Brasil em 200 milhas marítimas (1 milha = 1,85 km). Conforme artigos da CNUDM, “A zona econômica exclusiva é uma zona situada além do mar territorial e a este adjacente …” (CNUDM, art. 55) e “… não se estenderá além de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial [o mar territorial mede 12 milhas a partir do litoral]“  (CNUDM, art. 57). Fonte desse parágrafo: Revista Brasileira de Geofísica, 1999.

Para melhor entendimento da imensidão territorial do Brasil, observe, no mapa abaixo, a grande distância que separa os pontos extremos do país, tanto na direção norte-sul como na direção leste-oeste. O ponto mais extremo ao norte (setentrional ou boreal) é o monte Caburaí (1.465m. onde fica a nascente do rio Ailã) no Estado de Roraima, ao sul (meridional ou austral) o Arroio Chuí, um pequeno curso d´água situado no Estado do Rio Grande do Sul, a leste (oriental) a Ponta Seixas no Estado da Paraíba e a oeste (ocidental) a Serra da Contamana (nascente do rio Moa) na fronteira do Acre com o Peru.

Fonte: GARCIA, Helio Carlos; GARAVELLO, Tito Marcio. Geografia do Brasil: dinâmica e contrastes. São Paulo: Scipione, 1992, p. 8.

Em seu território aparecem paisagens diversifi­cadas – como morros, superfícies planas, florestas e vegetação arbustiva -, as quais constituem um dos mais diferenciados patrimônios naturais do mundo. A diversidade cultural e de costumes (danças, comidas, músicas) também é notável.

O pico mais culminante do Brasil é o Pico da Neblina (mostrado na figura acima) situado na Serra do Imeri, Estado do Amazonas, com 2.993,78 metros (medidos pelo IBGE e Instituto Militar de Engenharia). Fonte da figura: AUGUSTO, Eduardo. Expedição ao Pico da Neblina. São Paulo: FTD, 1993 (download do livro aqui).

Além de contar com um parque industrial im­portante, o país alcança níveis bastante elevados de produtividade agrícola, sobretudo nas áreas rurais mais modernizadas.

Apesar dessas imensas riquezas naturais, cultu­rais e econômicas, a pobreza é uma das principais ca­racterísticas da realidade brasileira. A partir dos dados do Censo 2010, identificou no Brasil 16.267.197 de pessoas que vivem com renda per capita mensal de até R$ 70 (desse total, 4,8 milhões não têm nenhuma renda e o restante renda per capita de R$ 1 a R$ 70). Essa é a linha da extrema pobreza definida pelo governo federal, que embasa o programa Brasil sem Miséria (fonte: Blog do Planalto).

Analise o planisfério que segue, observe o Brasil no mundo e note que o território localiza-se a oeste do meridiano inicial ou de Greenwich, situando-se, portanto, inteiramente no hemisfério ocidental. Sendo cortado, ao norte, pela linha do Equador nos Estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.

Monumento Marco Zero do Equador na cidade de Macapá, capital do Amapá.

Nosso território apresenta 7% de suas terras no hemisfério norte, ou setentrional, e 93% no hemisfério sul, ou meridional. Ao sul, é cortado pelo trópico de Capricórnio, apresen­tando 92% do seu território na zona intertropical, isto é, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Os 8% restantes estão na zona temperada do sul, entre o trópico de Capricórnio e o círculo polar Antártico.

Planisfério mostra que o Brasil é o 5º país em extensão territorial perdendo em ordem crescente para Rússia, Canadá, China e EUA. Fonte: TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 86 (clique na imagem para visualizá-la em outra aba/janela).

Fusos Horários e Horário de Verão no Brasil

Até 24 de abril de 2008, o Brasil possuía 4 fusos horários, mas a partir da sanção da lei nº 11.662, pelo Presidente Lula, passou a ter 3 fusos (como mostrado na figura de mudanças no fuso horário brasileiro). O fuso oficial continua sendo o de Brasília (45º Oeste de Greenwich) com três horas a menos que o meridiano de Greenwich envolvendo os Estados do Sul, Sudeste, Goiás no Centro-Oeste e Pará, Amapá e Tocantins no Norte. Os outros Estados da Região Norte (Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia), assim como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Centro-Oeste fazem parte do fuso que possui quatro horas a menos que Greenwich e uma hora a menos que Brasília (veja figura).

A matéria Fuso Horário foi abordada com mais detalhes em outra página – para ver clique aqui.

Entre outubro e fevereiro há a aplicação do horário de verão no país por decreto lei. Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, além do Distrito Federal adiantam seus relógios em uma hora.

Divisões Regionais

Depois de algumas divisões (a primeira em 1913 seguida por outras – veja aqui), atualmente, continua em vigor proposta em 1970 – a divisão em 5 macro regiões (veja mapa que segue). Apenas algumas alterações foram feitas. Em 1975, o estado da Guanabara foi transformado em município do Rio de Janeiro. Em 1977, Mato Grosso foi dividido, dando origem ao estado do Mato Grosso do Sul. A Constituição Federal de 1988 dividiu o estado de Goiás e criou o estado de Tocantins, que foi incluído na Região Norte. Com o fim dos territórios federais, Rondônia, Roraima e Amapá tornaram-se estados e Fernando de Noronha foi anexado ao estado de Pernambuco.

Para essa divisão do mapa acima, além da proximidade territorial, o IBGE priorizou os aspectos naturais na divisão do país, como clima, relevo, vegetação e hidrografia; por essa razão, as regiões também são conhecidas como “regiões naturais do Brasil”.

Há também uma outra forma de regionalização não-oficial criada pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger em 1967, na qual o Brasil é dividido em três complexos geoeconômicos (veja mapa que segue), chamados de Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. Essas regiões não se baseiam em fronteiras, mas sim nos aspectos histórico-econômicos.

Brasil: regiões geoeconômicas .Fonte: TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 105.

Na época da formulação da proposta, o Centro-Sul despontava como núcleo dinâmico da economia brasileira, tanto na agricultura como na indústria e nos serviços urbanos. O complexo regional nordestino destacava-se pela disseminação da pobreza e pelas correntes migratórias que deixavam a região. A Amazônia, por sua vez, era uma região fracamente povoada que apenas começava a ser incorporada ao conjunto da economia nacional.

O Sistema Político de Governo

Por TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 91.

O Estado é uma forma de organização política.Compõe-se de um conjunto de normas e institui­ que, por meio de funcionários, controlam um território e nele exercem autoridade. Território se define como uma parcela do espaço construído e apropriado por uma formação social e geralmente dominado administrado por um Estado, que nele tem poder.

O Brasil atualmente é uma República federati­va presidencialista. A República, proclamada no Brasil em 1889, é uma forma de governo na qual representantes eleitos pelo povo governam por tempo determinado. O presidencialismo é um regime político chefiado por um presidente da república. O termo federativa indica que os estados ou províncias estão unidos numa federação ou governo central, mantêm relativa autonomia. O presidente da República é eleito por voto direto para um período quatro anos, podendo ser reeleito para mais quatro anos.

O poder no Estado brasileiro está estruturado em orgãos que atuam sempre dentro das leis e da Constituição: o Poder Executivo (administra e realiza políticas de Estado); o Poder Legislativo (elabora a leis e é constituído pelo Senado e pela Câmara dos deputados); e o Poder Judiciário (julga e soluciona conflitos e é exercido pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça).

A Constituição Federal é um conjunto de normas que rege um país, determinando direitos e garantias, limitando o poder e organizando o Estado. A Constituição Federal em vigor no Brasil data de 1988. Ela determina a autonomia dos estados e municípios brasileiros que são também regidos por constituições próprias, desde que não-conflitantes com os princípios da Constituição Federal e esta­dual, respectivamente.

O brasileiro vive hoje em uma democracia, regime político que se caracteriza pela garantia do direito de voto e da soberania popular e pela divisão dos poderes de execução e de decisão das políticas governamentais. Mas o país já passou por momentos de autoritarismo (supressão da democracia), como durante o Estado Novo (1937-1945) e o regime militar (1964-1985). Além disso, houve também o chamado voto censitário, em que pessoas com baixa renda não tinham direito ao voto. As mulheres só adquiriram o direito de votar em 1932, e os analfabetos, em 1985. Observe e analise o gráfico da figura que segue.

O gráfico mostra o envolvimento crescente dos cidadãos no processo eleitoral do Brasil (1946/2002), fato que em grande parte pode ser explicado pela obrigatoriedade do voto. Fonte: TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 91.

No final do século XX cresceu o número de orga­nizações não-governamentais (ONGs), de conselhos estaduais e municipais, de orçamentos participa­tivos (participação dos cidadãos no planejamento da aplicação das verbas, nas prioridades e no seu controle), constituindo importantes formas de intera­ção entre o governo e a sociedade e da participação popular na vida política do país.

Apesar de o Brasil ser uma democracia, ainda existem empecilhos à efetiva participação de todos na vida política e à abertura de canais participativos. Muitos fatores podem dificultar o pleno exercício da cidadania. Entre eles, destacam-se as desigualdades econômicas, a falta de representação parlamentar de algumas minorias, a dificuldade de acesso da população mais pobre aos meios de comunicação, a exclusão de parte da população dos canais de par­ticipação e movimentos promovidos pela sociedade civil, entre outros.

Projetos Separatistas

Em dezembro de 2007, havia no Congresso brasileiro propostas para criação de sete estados e cinco territórios federais (veja mapa que segue). Considerando que o fatiamento implica a construção de novos prédios públicos, novas Assembleias Legislativas, Tribunais de Justiça, milhares de funcionários públicos e [...] mais cadeiras no Congresso, não é difícil contabilizar os gastos. Para se ter uma ideia do volume de recursos despendido, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, a União gastou R$ 1,1 bilhão somente com a redivisão territorial que deu origem ao Estado do Tocantins, desmembrado de Goiás, em 1988, após a Constituinte.

Brasil: os novos estados e territórios propostos. Fonte: TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 90.

Em maio de 2011, a Câmara aprovou plebiscitos para criação dos Estados do Tapajós e Carajás, conforme matéria do Uol – clique aqui para ler matéria na íntegra -, mas o resultado indicou que 66,59% escolheram “não” para a criação do estado de Carajás e 66,08% rejeitaram a criação do estado de Tapajós (veja matéria do G1 aqui).

No caso de Mato Grosso do Sul, desmembrado do Estado do Mato Grosso em 1979, os cofres da União tiveram de bancar outros R$ 800 milhões. Dentre as propostas atuais de redivisão territorial, uma das poucas que contêm estimativa de custo é a que trata da criação do Estado do Maranhão do Sul. Se aprovada, a nova unidade terá, por exemplo, 22 deputados estaduais, oito federais, três senadores e na nova unidade da Fede­ração seriam aplicados, pelo governo federal, cerca de R$ 500 milhões em despesas de instalação. [...]” Jornal Hoje em Dia. Belo Horizonte, 4 abr. 2005 apud TERRA, ARAUJO, GUIMARÃES, 2009, p. 90.

Referências

GARCIA, Helio Carlos; GARAVELLO, Tito Marcio. Geografia do Brasil: dinâmica e contrastes. São Paulo: Scipione, 1992.

TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009.

Exercite seus conhecimentos no mapa mudo do Brasil. Clique aqui para visualizar o mapa mudo


62 thoughts on “Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político

  1. Valeu Bau! Muito bom, já me ajudou a entender bastante inclusive a me interessar mais por geografia que é a matéria mais tensa pra mim. Obrigado mesmo.

  2. Professor, se um estado for criado, assim como o Tocantins foi, ele tem algum prazo pra quitar essa dívida, de no caso 1,1 bilhão de reais? Ele tem de quitá-la ou isso é bancado pela União?
    O texto está ótimo, parabéns!

    • Obrigado Monique!
      A criação de um estado é bancada pela União que em até 8 anos dessa criação paga também 50% das despesas administrativas. Passado esse tempo, o estado assume 100% das suas despesas conforme o Título IX, art. 235 da Constituição Federal de 1988.

  3. muito obrigada, professor!
    Você deve ser o melhor professor de geografia que já tive – tanto pelo comprometimento com o seu trabalho, como pela sua forma de ensinar; e esse site é a prova disso!

    Ainda assim estou com medo dessa prova da semana que vem… o conteúdo é muito pequeno (então, provavelmente, muitos detalhes serão cobrados) e não vejo a hora de ver como esse assunto foi complicado na prova! Afinal, ele envolve coisas muito básicas, mas como é uma prova do 3º ano, eu realmente não sei o que esperar!

  4. Obrigada mesmo pelo apoio, Professor =)
    Se nós tivéssemos professores tão interessados em nos ajudar, estudar no Sigma não seria um bicho de sete cabeças como muitos acham…
    No Sigma mesmo um professor já deu a entender que eu não tinha capacidade de ganhar uma bolsa de estudos, e eu nunca fui uma má aluna!
    Eu te agradeço muito por essa democratização do conhecimento, pois nem todos os alunos têm tempo de ficar todas as tardes nos plantões da escola (no meu caso, estudar na escola não dá certo) ou mesmo coragem de fazer perguntas sérias e tirar todas as dúvidas com os professores (o que também é o meu caso), porque as habilidades sociais são nulas @_@’

    Sério mesmo, eu sou sua fã!
    Dispor todo esse tempo que você gasta aqui pra nos ajudar… isso é simplesmente incrível!=D

    eu já disse várias vezes que nunca iria voltar ao Sigma depois de passar no vestibular (pra ficar se esnobando pros alunos mortos de inveja do 3º ano?Tenho mais o que fazer -.-’), porque o Sigma é até uma experiência traumática lol (obviamente eu tô exagerando, mas é verdade que eu vivo dizendo que não vou passar nem perto daquela quadra…), mas voltar pra agradecer alguém como você… ou levar um chopp, valeria a pena!:)

    • Ana,
      Com toda a sinceridade e depois de tanto tempo nessa profissão, palavras como as suas ainda emocionam qualquer professor – felizes lágrimas enchem meus olhos. Ah! Se a maior parte dos nossos alunos pensasse como você, seria perfeito o mundo escolar! É por alunas(os) como você que gastamos todo esse tempo aqui e pela democratização do conhecimento que passamos essa informação para quem não tem condição de comprar um livro didático tão caro (muitas vezes estes só possuem em laboratório na escola pública o acesso à internet – esse é o meu papel social e parte de um projeto maior que tenho para alcançar o sonho de igualar oportunidades no vestibular e mercado de trabalho – quem sabe um dia seus colegas do ensino público não terão a mesma qualidade que você tem no ensino particular e assim realizo um dos meus sonhos!?).
      Quanto ao Sigma/DF, é uma escola de excelência e me sinto muito bem em fazer parte do corpo docente. Como toda escola desse porte tradicionalmente campeã em aprovação no PAS/vestibular UnB há alguns anos, a cobrança é normal para tais objetivos.
      O que faço é tentar ao máximo amenizar o que você chama de “experiência traumática” para que meus alunos adquiram a teoria associada à maturidade vivida no tempo do nosso curso e na vida.
      Desde antes do chope, agradeço-lhe de coração e saiba que estou para ajudar no que der e vier.

  5. Professor, por que o país está interessado e gasta tanto dinheiro para a separação de estados?

    (O site é ótimo mesmo e é muito bom ter essa oportunida de perguntas e respostas enquando você estuda e fica com dúvidas)

    Obrigada.

    • Natália,
      Não é o país que está interessado na separação, e sim alguns grupos que tem na política suporte para propor projetos no Congresso.
      Com a separação e criação da infra-estrutura política para funcionamento é um ônus para a União que só se torna viável para o Estado se as duas partes tiverem sustentabilidade. Por isso que um projeto desses é difícil e muito burocrático de passar no Congresso.

      Eu é que agradeço pelas palavras, pois a ideia é exatamente essa de tirar dúvidas enquanto você estuda em casa – e ainda nos tornamos pioneiros em ser personal teacher :)

  6. Professor, seu blog é realmente SENSACIONAL! Está me ajudando muito! Mais do que completo! É essencial nos meu estudos. Obrigada !

  7. Ola, professor Brandão gostaria de saber qual foi o objetivo de Pedro Geiger ao propor a regionalização através dos complexos regionais.
    o objetivo, e qual a questão politica que ele utilizou.
    esta muito bom parabéns!!!

    • Obrigado pelas palavras Paula!
      Quanto ao seu questionamento.
      Devido ao crescimento econômico, a divisão feita na década de 1960 obedeceu a essa lógica geoeconômica: NE – área de início de ocupação, mas afetada desde séculos anteriores por muitas perdas (econômica, demográfica, política); Amazônia – Fronteira do capital ou região que ainda existia muito a se explorar e povoar; Centro-Sul – centro político e de comando pela capital Brasília (essa é a questão política), além da maior acumulação de capital pela produção agropecuária e principalmente industrial.

  8. prof. estou precisando de ajuda de novo.
    eu gostaria de saber quais os problemas naturais, os aspectos sociais e económico, características naturais da sub região meio norte.
    pois não vi nada sobre o assunto na web

    • Paula,
      Todos esses aspectos não cabem em uma resposta, pois significam um texto sobre o assunto. Posso te indicar procurar informação sobre a zona dos cocais e Estado do Maranhão (metade leste do território maranhense envolve a totalidade da sub região intitulada meio norte nordestino).

  9. Esse site é muito interessante e rico de informações. Só não vi onde fica o ponto geodésico do Brasil, acho que é Mato Grosso. Seria legal ver informações desse tipo aqui. Abraços!

  10. grande marcao mt prazer em conhecer vc.sou de angola de naturalidade,e sou portugues de nacio….sabe amigo o pais que mais me fascina é o brasil,cujo seu verdadeiro potencial a nivel de somente agricultura,dava pra por pelo menos 25 porcento da populaçao tranquilo..eu tenho algo em mente mas gostaria de poder te enviar minhas ideias pra um futuro progresso de muita gente.me adiciona no teu mail e por favor se faz lembrar quem é…vai ser aprovado por ti o futuro plano,dará sucesso pro planeta..sou conhecido por paulo jorge..mai..costa.amarelas2hotmail.com…..abraço

  11. Muito Bom o site !! Mas eu gostaria de saber quais são os 4 estados que durante o ano de 1800 ainda não eram incluso ao Brasil .. Teria como você me explicar quais são e como eles foram inclusos ? Desde já ..Obrigado :)

  12. Olá Marcos,estou impressionada,você é ótimo,se existissem mais pessoas como você,com certeza nossa realidade seria diferente..
    Adoro geografia,mas tenho professores muito arrogantes.. :

    • Obrigado pelas palavras Bruna! Sinto quanto à arrogância de meus colegas, seus professores, pois isso em nada combina com nossa profissão que é sinônimo de ajuda da forma mais simples e acessível ao aluno.
      Navega a vontade por aqui!

    • Desculpe Rebeca. Ando estudando cada dia mais para “esgreve” coisas mais “cutas”. Quem sabe um dia consiga ser culto a ponto de escrever algo com maior profundidade do que jornal para te agradar.

  13. professor eu acho que vc deveria falar sobre a regionalização da amazonia. AMAZONIA CLASSICA, LEGAL, GEO-ECONOMICA E PAN-AMAZONIA, seria de grande ajuda se em seus assuntos estiverem apresentados baterias de questões.

    • Yara,
      No tópico ‘projetos separatistas’ está a resposta quando afirma que “a União gastou R$ 1,1 bilhão somente com a redivisão territorial que deu origem ao Estado do Tocantins, desmembrado de Goiás, em 1988, após a Constituinte.”

  14. Parabéns pelo blog.
    Muito útil e bastante didático.
    Permita-me, no entanto, fazer uma pequena mas importante correção: a foto postada acima não é do pico da Neblina, mas sim da serra do Padre, que fica a 30km à sudoeste do teto do Brasil (a 9 Km da aldeia Maturacá, dos índios ianomanis).
    Em 1988, fizemos uma expedição ao pico da Neblina, tendo alcançado seu topo no dia 28/12/88.
    Publiquei um livro pela FTD que traz várias fotos do nosso gigante. Caso se interesse, pode fazer o download gratuito do livro no link abaixo:
    http://pt.scribd.com/doc/31140920/Expedicao-ao-Pico-da-Neblina-Eduardo-Augusto
    Mais uma vez, aceite meus parabéns pelo site.
    Um grande abraço.
    EA

    • Muito obrigado pelo comentário e correção Eduardo! Muitos dos leitores aqui fazem esse papel importantíssimo de colaboradores do blog. Isso nos mantém sempre informados das nossas falhas que prontamente corrigimos.
      A figura foi substituída e devidamente referenciada com o link para download do seu livro.
      Eu é que agradeço a colaboração!
      Abraço,

  15. Proponho uma divisão diferente e bem mais proporcional do que está mencionado no mapa acima, além dos nomes geográficos, capitais e dos gentílicos de cada unidade federativa:

    ATENÇÃO! Os municípios que tiveram terminações com os nomes de gentílicos das províncias antigas, serão substituídos automaticamente pela escolha das novas unidades federativas atuais a que pertencerem.

    Do AMAZONAS surgem 5 Territórios Federais:
    # norte -> Rio Negro-RI(Barcelos; rionegrino);
    # centro-oeste -> Solimões-SS(Tefé; solimoense);
    # sudoeste -> Chico Mendes-CM(Eirunepé; mendino);
    # centro-sul -> Juruá-JA(Lábrea; juruara);
    # sudeste + área com forma de cone [incluso os municípios de: Ilha do Madeira e Santa Rosa] no extremo-norte do Mato Grosso -> Uirapuru-UP(Manicoré; uirapuruco);
    # nordeste -> permanece como Estado do amazonas;

    Do PARÁ surgem 3 Territórios Federais (Oiapoque, Xingu e Marajó) e mais 2 Estados (Tapajós e Carajás):
    # extremo-norte + norte/noroeste do Amapá -> Oiapoque-OP(Oiapoque City; oiapoquino);
    # centro-norte -> Tapajós-TA(Santarém; tapajoca);
    # sudoeste -> Xingu-XU(Novo Progresso; xinguara);
    # sudeste -> Carajás-CA(Marabá; carajaense);
    # centro-leste -> permanece como Estado do Pará;
    # nordeste -> Marajó-MO(Soure; marajoara);
    OBS.: Entre Soure (Marajó) e Belém (Pará) um intercâmbio por meio de uma ponte, interligando as 2 capitais.

    O MATO GROSSO dividido em 3 Estados e mais algumas de suas áreas cedidas para outras novas unidades federativas:
    # extremo-norte, área com forma de cone -> doada para o Território Federal (a ser desmembrado no sudeste do estado amazonense);
    # centro-norte -> Estado do Araguaia-AR(Sinop; araguaiano);
    # oeste -> Estado de Getúlio Vargas-GV(Comodoro; getulista). Este novo Estado passa a fazer parte da Região Noroeste;
    # sudoeste, região pantaneira anexada a sua outra parte à oeste do Mato Grosso do Sul -> Território Federal do Pantanal-PN(Corumbá; pantaneiro);
    # permanece como Estado do Mato Grosso;

    OBS.: Mato Grosso do Sul passa a ter um novo gentílico: “coxino (homenagem ao RIO COXIM, no Estado)” – a medida é abreviativa e também uma maneira de se distinguir do gentílico “mato-grossense” no Mato Grosso.

    BRASÍLIA perde todas as suas cidades-satélites (exceto: Lago-Sul e Lago-Norte, etc.), que se unirão aos municípios goianos/mineiros da REGIÃO DO ENTORNO, para se criado o Estado do Planalto-PL(Taguatinga; candango). Então, Brasília capital do Distrito Federal-DF, torna-se a única Cidade-Estado do país, ao invés da capital carioca.

    Fernando de Noronha-FN(Vila dos Remédios; noronhense) volta à sua velha categoria de Território Federal, ao lado de: Chico Mendes, Juruá, Marajó, Oiapoque, Pantanal, Rio Negro, Solimões, Uirapuru e Xingu – totalizando 10 unidades dessa modalidade e todos administrados sobre a tutela do IBAMA ( já desvinculado do governo federal, transforma-se num órgão judicial autônomo com plenos poderes para fiscalizar, julgar e até punir com multas todas e quaisquer questões ambientalistas do Brasil, significa que o MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE deixa de existir). Apesar de Pernambuco ter administrado muito bem esses anos todo ao arquipélago, parabéns! Contudo, Fernando de Noronha está geograficamente situado em águas potiguares do que pernambucana, além domais o arquipélago há um ecossistema de grande proporção, etc.

    O MARANHÃO dividido praticamente ao meio em 2 Estados:
    # norte -> Lençóis-LC(São Luís; lençorino);
    # sul -> Maranhão-MA(Imperatriz; maranhense);

    O sul do PIAUÍ, região que leva o mesmo nome do rio + 2 áreas com forma de delta no noroeste baiano e leste tocantinense [incluso o município de: Mateiros], ao rodapé da CHAPADA DAS MANGABEIRAS -> Estado do Gurgueia-GG(Alvorada; gurgueiense).

    A BAHIA cede boa parte de suas terras para outras unidades federativas:
    # oeste, na antiga COMARCA DO RIO SÃO FRANCISCO + parte da REPRESA DE SOBRADINHO + uma estreita faixa do lado oriental do “Velho Chico” [área abrange os municípios de: Boquira, Brotas de Macaúbas, Canarana, Gentio do Ouro, Ibotirama, Ipupiara, Morpará, Oliveira dos Brejinhos, Paratinga, Santo Inácio e Xique-Xique] -> Estado da Bahia d’Oeste-BO(Barreiras, bahiense);
    # norte, entre as imediações da mesorregião do pólo Juazeiro-Petrolina + um pequeno trecho da REPRESA DE SOBRADINHO + SERTÃO DE CANUDOS-RASO DA CATARINA já na divisa com Sergipe – do lado baiano [corresponde aos municípios de: Abaré, Adustina, Antas, Banzaê, Bedencongá, Canché, Canudos, Caraíba, Casa Nova, Chorrochó, Cícero Dantas, Coronel João Sá, Curuaçá, Euclides da Cunha, Fátima, Glória, Heliópolis, Itamotinga, Jeremoabo, Juazeiro, Macururé, Monte Santo, Novo Triunfo, Paripiranga, Paulo Afonso, Pedro Alexandre, Rodelas e Sobradinho] e do lado pernambucano [abrangendo os municípios de: Afrânio, Araripina, Dormentes, Lagoa, Orocó, Rajada, Santa Cruz, Santa Filomena, Santa Maria da Boa Vista e finalmente Petrolina -> capital] -> Estado do São Francisco-SF(Petrolina; cariri – gentílico em homenagem aos índios que já habitaram a região antes da chegada do homem branco);
    # litoral sul, há alguns Km ao sul do eixo Porto Seguro Eunápolis -> área doada para abrigar os litorais: jequiti e mineiro;
    # centro-leste -> permanece como Estado da Bahia;
    OBS.: A pequena área na margem direita do RIO SÃO FRANCISCO será chamada de: FAIXA DNIESTER (homenagem a um rio do leste europeu – a medida é só para designar a micro-região do novo Estado da Bahia d’Oeste a ser desmembrado no oeste da Bahia).

    MINAS GERAIS perde parte do seu vasto território para dá espaço para outras unidades federativas, por outro lado, recebe uma saída para o mar de trechos oriundos dos litorais: extremo-sul baiano e norte capixaba. Veja como ficará a fragmentação do estado mineiro:
    # norte, região que leva o nome do rio + litoral centro-sul baiano [incluso os municípios de: Alcobaça, Barra do Cai, Buranhém, Cumuruxatiba, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Ponta do Corumbaú, Prado e Vereda] -> Estado de Jequitinhonha-JQ(Montes Claros; jequiti). Este Estado já nasce com litoral formado;
    # leste -> cedido para complementar os mapas dos Estados de: Espírito Santo, Guanabara e Rio de Janeiro;
    # centro-sul + litoral extremo-sul baiano [área corresponde aos municípios de: Caravelas, Helvécia, Ibirapuã, Itupeva, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa e Teixeira de Freitas], incluindo o Arquipélago marinho dos abrolhos + norte capixaba [área que abrange os municípios de: Água Doce do Norte, Boa Esperança, Conceição de Barra, Ecoporanga, Itabaiana, Itaúnas, Montanha, Mucurici, Pinheiros e Ponto Belo] -> será o novo mapa do Estado de Minas Gerais;
    # noroeste, os 3 municípios [Buritis, Cabeça Grande e Unaí] da REGIÃO DO ENTORNO -> doados para o Estado do Planalto (a ser desmembrado também de Goiás e do Distrito Federal);
    # sudoeste, mesorregião do TRIÂNGULO MINEIRO + parte da SERRA DA CANASTRA + imediações do eixo Patos-Paracatu -> Estado do Triângulo-TR(Uberlândia; canastro);

    O Espírito Santo recebe do leste mineiro os municípios de: Aimorés, Bom Jesus do Galho, Caparaó, Central do Leste, Chalé, Conceição de Ipanema, Conselheiro Pena, Divino das Laranjeiras, Dom Cavati, Espera Feliz, Galileia, Goiabeira, Iapu, Inhapim, Ipanema, Itabirinha de Mantena, Itanhomi, Itueta, Lajinha, Manhuaçu, Manhumirim, Mantena, Martins Soares, Matipó, Mutum, Nova Belém, Piedade de Caratinga, Pocrane, Raul Soares, Resplendor, Santa Bárbara do Leste, São João de Manteninha, São José do Divino, Simonésia, Taparuba,Taramirim e Ubaporanga. Em troca, o estado capixaba cede o litoral norte pra Minas Gerais.

    O Estado do RIO DE JANEIRO dividido quase ao meio em 2 Estados:
    # norte [corresponde os municípios de: Aperibé, Barra de Itabapoana, Barra de Macaé, Bom Jardim de Itabapoana, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Cantagalo, Carapebus, Cardoso, Carmo, Conceição de Macabu, Duas Barras, Itaocará, Itaperuna, Laje de Muriaé, Macaé, Macuco, Porciúncula, Quiçamã, Santa Maria Madalena, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, São João do Paraíso, São Joaquim, São Sebastião, Sapucaia, Sumidouro, Trajano de Morais, Ubá e Varre-Sá] + leste mineiro [incluso os municípios de: Além Paraíba, Alto Rio Doce, Antônio Carlos, Araponga, Argirita, Astolfo Dultra, Barbacena, Barão de Monte Alto, Barroso, Bias Fortes, Bicas, Caiana, Carangola, Cataguases, Chácara, Cipotânea, Coimbra, Divinésia, Divino, Ervália, Estrela Dalva, Eugenópolis, Faria Lemos, Goianá, Guarará, Ibitipuca, Juiz de Fora, Laranjal, Leopoldina, Matias Barbosa, Mercês, Muriaé, Orizânia, Paiva, Palma, Patrocínio de Muriaé, Pedra Dourada, Piquiri, Piau, Piranga, Pirapetinga, Piraúba, Ponte Nova, Ponto Firme, Recreio, Rio Casaca, Rio Novo, Rio Pomba, Santos Dumont, São João do Nepomuceno, Silverânia, Tabuleiro, Teixeiras, Tocantins, Tombos, Ubá, Viçosa, Vieiras, Visconde do Rio Branco e Volta Grande] -> Estado da Guanabara-GB( ? ; zumbino – gentílico em homenagem a Zumbi dos Palmares). Campos e Juiz de Fora, disputam o status de capital desse Estado, que só será decidido no Congresso e no Senado, através de sorteio oficial ou votação;
    # sul , as demais cidades fluminense do Estado + leste mineiro [que abrangem aos municípios de: Alagoa, Andrelândia, Arantina, Bom Jardim do Leite, Chiador, Itamonte, Liberdade, Lima Duarte, Mar de Esperança, Olaria, Rio Preto e Santa Rita de Jacutinga] + área com forma de funil no VALE DO PARAÍBA DO SUL do lado paulista [incluem os municípios de: Arapeí, Areias, Bananal, Cachoeira Fluminense, Cruzeiro, Cunha, Guaratinguetá, Lavrinhas, Lorena, Piquete, Queluz e São José do Barreiro] -> será o novo mapa do Estado do Rio de Janeiro;

    O retorno de SÃO PAULO para a Região Sul do Brasil? Sim, só que dessa vez desacompanhado de sua maior parte, pois serão cedidos para outras unidades federativas e elas ficarão na Região Sudeste. Veja como será a nova divisão do estado paulista:
    # nordeste, área com forma de funil no VALE DO PARAÍBA DO SUL -> cedida para compor o novo mapa fluminense;
    # leste-sul [a partir de Ourinhos, passando por Botucatu, Piracicaba até as imediações do eixo Amparo-Socorro no sentido ao litoral, onde abrange também todo o VALE DO RIBEIRA, desde Cananeia, atravessando a Grande Baixada Santista até chegar em Ubatuba. Grande São Paulo, as imediações da Grande Campinas-Jundiaí, Itapetininga-Sorocaba, São José dos Campos-Taubaté, Bragança Paulista-Campos do Jordão até a mesorregião de Aparecida-Pindamonhangaba no VALE DO PARAÍBA DO SUL] -> será o novo mapa do Estado de São Paulo, que retorna sozinho para a Região Sul, unindo-se aos demais estados sulistas;
    # norte, noroeste e sudoeste paulista, ou seja, tudo o que estiver à oeste do novo mapa paulista -> Estado do Anhanguera-AH(Ribeirão Preto; bandeirante);

    A área com forma de tigela ao sul do MATO GROSSO DO SUL + norte do PARANÁ -> Estado do Novo Paraná-NP(Londrina; paranaista).

    Oeste do PARANÁ e de SANTA CATARINA, região região que um dia já abrigou o extinto Território Federal de mesmo nome -> Estado do Iguaçu-IG(Foz do Iguaçu; iguaçuês).

    Sul de SANTA CATARINA + extremo-norte do RIO GRANDE DO SUL, incluindo o município de: Torres e Região-> Estado de Farroupilhas-FA(Florianópolis; farroupilhano). Joinville passa a ser a capital catarinense em substituição a Florianóplois.

    Sul gaúcho, na chamada CAMPANHA GAÚCAHA ou REGIÃO DOS PAMPAS, a partir de uma reta imaginária entre Itaqui e Região até o eixo Camaquã-Arambaré no litoral -> Estado do Pampas-PP(Pelotas; pampista). Devido o gentílico “pampeiro” , mas, “pampista”, já ser empregado nessa REGIÃO DOS PAMPAS na tríplice fronteira a pertencente aos 3 países: Brasil, Argentina e Uruguai. E toda a península na margem oriental da LAGOA DOS PATOS ficará co o Rio Grande do Sul.

    REGIÕES GEOPOLÍTICAS:
    NORTE -> Amapá, Amazonas, Carajás, Marajó, Oiapoque, Pará, Rio Negro, Roraima, Solimões, Tapajós e Xingu;
    NOROESTE -> Acre, Chico Mendes, Getúlio Vargas, Juruá, Rondônia e Uirapuru;
    NORDESTE -> Bahia d’Oeste, Gurgueia, Lençóis, Maranhão, Piauí e Tocantins;
    CENTRAL -> Araguaia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pantanal e Planalto;
    LESTE -> Alagoas, Bahia, Ceará, Fernando de Noronha, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Francisco e Sergipe;
    SUDESTE -> Anhanguera, Espírito Santo, Guanabara, Jequitinhonha, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Triângulo;
    SUL -> Farroupilhas, Iguaçu, Novo Paraná, Pampas, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo;

    REGIÕES GEOECONÔMICAS:
    AMAZÔNIA OCIDENTAL -> Acre, Amazonas, Chico Mendes, Getúlio Vargas, Juruá, Rio Negro, Rondônia, Roraima, Solimões e Uirapuru;
    AMAZÔNIA ORIENTAL -> Amapá, Araguaia, Carajás, Lençóis, Marajó, Maranhão, Oiapoque, Pará, Tapajós, Tocantins e Xingu;
    EXTREMO-LESTE -> Alagoas, Bahia, Bahia d’Oeste, Ceará, Fernando de Noronha, Gurgueia, Jequitinhonha, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Francisco e Sergipe;
    CENTRO-SUL -> Anhanguera, Distrito Federal, Espírito Santo, Farroupilhas, Goiás, Guanabara, Iguaçu, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Novo Paraná, Pampas, Pantanal, Paraná, Planalto, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Triângulo;

    Alguns dos novos Estados já nascerão com auto-suficiência pra se mantiverem, outros assim como outros pobres que já existem, necessitarão de uma atenção especial do governo federal.
    Qual a solução?
    < fim da POLÍTICA DA GUERRA DE INCENTIVOS FISCAIS, aliás manter esse benefício somente para os Estados pobres da federação, inclusive se for o caso, passar a contar também com alguns subsídios do BNDES pra infraestrutura em todos os aspectos;
    < criar o IMPOSTO PROGRESSIVO para os Estados mais ricos, onde será medido uma escala de: renda per capta, PIB e IDH – esses Estados contribuirão com cotas maiores referentes aos tributos arrecadados para a União, na conta-mão, os Estados mais pobres dependendo da sua situação sócio-econômica pode chegar talvez quase a uma isenção de alguns impostos;
    Essas alternativas é apenas uma maneira talvez de eximir as desigualdades regionais.

    De onde pode provir os recursos para manter o projeto de criação das novas unidades federativas?
    * cai de 3 pra 1 senador nas unidades federativas, incluindo a redução do período de mandato (obsoleto e ultrapassado que já deveria ter sido abolido desde quando houve a PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA), isto é, igualando-o com mesmo tempo de mandato dos demais parlamentares;
    * padronização e redução no nº de vereadores, deputados estaduais e deputados federais;
    * redução no nº de pastas burocráticas (ministérios e secretarias supérfluas e desnecessárias "pelo menos algumas"), inclusive algumas só têm servido mesmo é para manter o apadrinhamento de cargos do tipo: tráfico de influência, nepotismo, troca de favores, etc.;
    * unificar as eleições municipais com as estaduais e federais num mesmo dia e a cada 5 anos – o objetivo é uma forma de despistar a ofuscação causada pelos grandes eventos esportivos internacionais (Olimpíadas e Copa do Mundo), isto é, remanejá-las dessas datas de anos ímpares para os anos pares, fora das competições desses grandes torneios, afinal, a mente do cidadão eleitor brasileiro deve está com a mente bem lúcida na hora de dá o seu voto na urna;
    * os parlamentares jamais devam se esquecer que antes de tudo, é um servidor público muito bem remunerado, eleito pelo voto da sociedade/povo que os elegeram, não para buscar os seus próprios interesses, portanto, a sua presença nas assembleias ordinárias para debater/aprovar alguma Lei orgânica, é um dever moral e uma questão de ética. E que ao invés de bonificação/recompensa, punição! Como por exemplo: que tal desconto na folha de pagamento? Passando a estar sujeito, de acordo com o nº de faltas abusivas durantes essas assembleias, exoneração do cargo, correndo o sério risco de perder a vaga para o/a suplente, sendo tolerado exceto alguns casos extremos e assim mesmo mediante a um documento original do tipo: atestado médico ou de óbito, ou ainda se o mesmo estiver de férias ou viajando a serviço da Casa, não sendo esse o problema fica sujeito a punição ;
    * o que não falta no Brasil são "os grandes elefantes brancos", são obras faraônicas inacabadas, aliás já está mais do que na hora dos TRIBUNAIS DE CONTA, das CORREGEDORIAS e dos MINISTÉRIOS PÚBLICOS mudarem o velho conceito de embargar obras benéficas, algo que acabam mesmo é penalizando a sociedade que dependem desses benefícios, obras inacabadas paralisadas que se arrastam anos e anos na Justiça, enquanto os infratores que deveriam está atrás das grades respondem processo em liberdade ou quando muitos são então até absolvidos da culpa. Exemplos: as rodovias BR-230(Transamazônica) e a BR-163(Cuiabá-Santarém) entre outras; os Metrôs de Salvador, Curitiba e Fortaleza que já atravessaram uma década inteira, inclusive Salvador que é o 3º maior município brasileiro e até hoje ainda com as obras do Metrô paralisadas e tudo porque o TRIBUNAL DE CONTA DO ESTADO ainda não se definiu o que fazer, enquanto isso a capital baiana corre o risco de apagões do transporte já agora nas Confederações-2013 e da Copa-2014, caso não forem tomadas as devidas providências (BRTs, VLTs, CICLOVIAS e o próprio METRÔ que já chega com prazo de validade vencida não serão suficientes para conter a demanda do povo soteropolitano, será necessário ainda para complementar com o MONOTRILHO urgente!); a conclusão do trecho norte do RODOANEL MÁRIO COVAS na Grande São Paulo; a conclusão das ferrovias Norte-Sul (que liga o Pará ao Rio Grande do Sul) e da Leste-Oeste (que deverá ligar o Tocantins ao porto de Ilhéus-BA); etc.;

    Como deverá ser elaborado o plebiscito?
    Pra começar, anular o referendo realizado no Pará no dia 11 de Dezembro de 2011. Onde quem decidiu pela não-divisão foram a população de Belém e Região (Estado-tronco – interessados apenas em permanecer administrando as riquezas naturais dos povos de Carajás-Tapajós sem lhes dá nada em troca, a não ser o continuísmo do descaso e abandono do poder público), e isso as custas do detrimento da terrível desvantagem dos votos minoritários dos separatistas. Afinal de contas, o plebiscito foi solicitado por eles, então são eles quem devem decidir se estão satisfeitos e se querem continuar ligados ao Estado-tronco. A apuração dos votos absolutos é injusta, já que não fora estabelecido um coeficiente individual para as 3 partes envolvidas, ou senão que esse plebiscito fosse realizado apenas com a participação dos separatistas e a opinião de belém e região não deve ter nenhum peso na decisão, já que o assunto trata-se do bem-estar social dos povos de Carajás-Tapajós. diante dessa turbulência, só resta o assunto voltar a pauta novamente junto com os demais projetos de criação das outras unidades federativas. Aqui vai um lembrete para Belém e Região (Estado-tronco), quando eles diziam que a questão do plebiscito era um problema só do Pará – enganam-se, pois esse pleito só se realizou apenas para atender a solicitação dos próprios separatistas de Carajás-Tapajós e não por causa deles, como já disse: a opinião de Belém e Região (Estado-tronco) não tem lá tanta importância assim, além domais custou o dinheiro da União "que não nasce em árvore e nem é capim".
    Já para criação dos Territórios Federais não há necessidade de realização de plebiscito, pois o assunto é de interesse do próprio IBAMA, atendendo a uma necessidade ambientalista. Onde o IBAMA estará elaborando um projeto dessa modalidade e enviando para ser aprovado no Congresso e no Senado. Assim também como nos casos das regiões cedidas para complementar outras unidades federativas, exemplo: a criação do litoral mineiro.
    Há uma grande necessidade por essa nova fragmentação no mapa brasileiro, um sonho que é antigo e defendido pelos ilustres personagens da nossa história: ex-Presidente Getúlio Vargas, marechal cândido Rondon e pelo geógrafo Milton dos Santos – a proposta engavetada há anos no congresso e no Senado, hoje idealizado pelos parlamentares: Sebastião Madeira e Ronaldo Dimas, autores da FRENTE PARLAMENTAR SOBRE A CRIAÇÃO DE NOVAS UNIDADES FEDERATIVAS ATÉ 2015, AMBOS CONTAM COM O FORTE APOIO DO 1º e ex-Governador Estadual do Tocantins: Siqueira Campos. O saudoso ex-Presidente Juscelino Kubitschek, lá atrás já havia dado um dos primeiros passos, quando transferiu a capital federal inaugurando Brasília no meio PLANALTO CENTRAL, trazendo consigo o progresso do desenvolvimento econômico. Vargas e Kubitschek foram os maiores responsáveis pela modernização da economia brasileira, tirando o país do patamar agrário e elevando-o a categoria de Estado industrializado como o que se vê hoje.
    É insustentável manter um país com dimensão continental tanto no quesito de área quanto populacional, aliás, se comparado ao México e a França que têm área e população inferiores ao Brasil, entretanto, ambos possuem individualmente um nº bem maior de províncias. E é exatamente nessa má divisão geográfica que se esconde os piores bolsões de pobreza, áreas onde as pessoas têm renda per capta abaixo de 1 US$ (o mínimo recomendável pelo Relatório da ONU ou da CRUZ VERMELHA – semelhantes a país de QUARTO MUNDO). Onde nem o IBGE consegue detectar nas estatísticas do censo, ou melhor, esses lugares tão remotos que nem mesmo sequer aparecem no mapa geográfico brasileiro! Algumas dessas áreas são desassistidas há anos pelo abandono e descaso do poder público!
    Quando houve a REVOLTA DA VACINA na cidade do rio de Janeiro (na época, capital federal), as pessoas daquele tempo por pura ingenuidade e também pela escassez à informação, não entendiam que o médico sanitarista o Dr.Oswaldo Cruz estava tentando amenizar a epidemia da febre amarela e evitar que a mesma se alastrasse pelo Brasil afora. E hoje, não é nada diferente, a ignorância continua imperando, contudo, o povo daquela época merece até um certo desconto pela ingenuidade, enquanto as pessoas atuais (exceto alguns casos isolados e raros – referente a falta de conhecimento de causa, acesso à informação, falta de cultura, etc., os demais…), sobretudo dos grandes centros urbanos, agem por serem egoístas mesmo! Vivem criticando os políticos, no entanto, demonstram as mesmas atitudes que o poder público, a cada vez que insistem com a cantilena que já virou slogan/rótulo: "ah, pra que criar mais Estados… é porque é benefício pra políticos…isso pode gerar custos, etc., etc., e por aí vai longe com essa conversinha pra boi dormir" – balela, esse "papo-furado" de se fazerem de preocupados com o orçamento da União ou então com a mordomia dos políticos, na realidade não passa de um pretexto só pra disfarçarem o egoísmo enrustido "se fechando em copas e a fazerem vistas-grossas" com a causa ativista dos separatistas que lutam por uma vida melhor e também querem sair do anonimato miserável! E depois não podemos esquecer de que o Brasil, um dos países emergentes e que faz parte da BRICS, se não fizer a lição de casa direito conforme reza a cartilha, poderá num futuro próximo ter ainda mais sérios problemas de desigualdade social regional. Interessante que Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, o marechal Cândido Rondon e o geógrafo Milton dos Santos, o médio sanitarista Oswaldo Cruz, pra quem não dispunham de tamanho recurso, tecnologia avançada e acesso à informação como ao que dispomos hoje, contudo, eles sabiamente já tinham uma visão futurista das necessidades do Brasil hoje, e sempre visando expandir o progresso econômico e cultural pra todo o território federal.

    Esse depoimento/sugestão que venho acompanhando o tema proposto pelos parlamentares: Ronaldo Dimas e Sebastião Madeira e que contam com o apoio do 1º ex-Governador Estadual: Siqueira Campos, a repeito da criação de novas unidades federativas para o Brasil, desde 2006(através da Rádio CBN), de lá pra cá, venho tentando desenvolver um mapa, com soluções que acredito piamente que podem dá certo. Não tenho intensão de crucificar aos críticos contrários a proposta, mas, em chamá-los para a conscientização e de demonstrar apoio absoluto aos ativistas separatistas que estão cansados de tantos desprezos do poder público quanto da sociedade. Espero ter contribuído de certa forma com esse depoimento.
    Sem mais, agradeço! E me desculpam por algum mal entendido!
    Parabéns pelo blog!

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