Alguns Mitos do Aquecimento Global e do Desenvolvimento Sustent√°vel

Por Marcos Bau Brand√£o

Este artigo foi pautado em diversas fontes citadas no transcorrer do texto, mas as principais abordagens seguem as pesquisas dos professores e pesquisadores Luis Carlos Molion, físico, prof. da UFAL, Doutor em meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas e Ricardo Felício, geógrafo, Mestre e Doutor em climatologia pela USP.


A discuss√£o sobre o aquecimento global e suas causas e desdobramentos ambientais catastr√≥ficos ficou mais acirrada depois que o chamado pai espiritual do aquecimento global, o brit√Ęnico James Lovelock, que formulou a Hip√≥tese de Gaia em 1969, e em 2006 escreveu que ‚Äúbefore this century is over billions of us will die and the few breeding pairs of people that survive will be in the Arctic where the climate remains tolerable‚ÄĚ numa entrevista ao site da rede americana MSNBC, em 23 de abril de 2012, na qual, o cientista brit√Ęnico, de 92 anos de idade, renegou o catastrofismo clim√°tico e ambiental e admitiu que exagerou. Reconheceu, sem rodeios: “Tudo bem, cometi um erro […] O problema √© que n√£o sabemos como o clima atua, embora ach√°ssemos que sab√≠amos 20 anos atr√°s. Isso levou √† publica√ß√£o de livros alarmistas, inclusive os meus” (veja detalhes no texto de Jos√© Carlos Ruy no Portal Vermelho).


Claro que a revela√ß√£o de Lovelock deu muita for√ßa aos c√©ticos dessa hip√≥tese sobre o dito aquecimento global e seus desdobramentos, mesmo porque cientistas renomados no mundo e no Brasil continuaram a defender a hip√≥tese de um resfriamento global nas pr√≥ximas duas d√©cadas, a partir de ciclos naturais do clima em que o homem n√£o afeta em nada nessa mudan√ßa de temperatura (no que se chama efeito estufa). Tal mudan√ßa ser√° no m√°ximo 0,5¬ļC nos pr√≥ximos 20 anos (as medi√ß√Ķes hoje s√£o pautadas por sat√©lites que em baixas latitudes apresentam erros maiores que 1¬ļC e maiores ainda nas altas latitudes ‚Äď portanto, o que afirmam ser ‚Äúaquecimento global‚ÄĚ est√° com folga dentro da margem de erro de medi√ß√£o). A certifica√ß√£o do que o leitor encontrar√° nos par√°grafos posteriores deste escrito, come√ßa com a cita√ß√£o de diversos cientistas doutores e p√≥s-doutores que escreveram carta aberta √† presidente Dilma Rousseff (sobre a Confer√™ncia Rio+20, 2012) informando que “ao longo do Holoceno, a √©poca geol√≥gica correspondente aos √ļltimos 12.000 anos em que a civiliza√ß√£o tem existido, houve diversos per√≠odos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno M√©dio, h√° 5.000-6.000 anos, as temperaturas m√©dias chegaram a ser 2-3¬įC superiores √†s atuais, enquanto os n√≠veis do mar atingiam at√© 3 metros acima do atual” (fonte: Not√≠cias Agr√≠colas, maio de 2012). A mesma abordagem nas palavras de um dos maiores √≠cones da geografia f√≠sica brasileira, o prof. Aziz Nacif Ab¬īS√°ber, explica que “O optimum clim√°tico refere-se a um tempo de maior calor na¬†face da terra, ocorrido entre 6.000 e 5.000 anos passados (AP). O¬†aquecimento p√≥s-pleistoc√™nico vinha se fazendo desde 12.700 at√©¬†10.000 anos, ap√≥s uma transi√ß√£o complicada de climas muito frios…” (AB¬īS√ĀBER, Aziz N. O optimum clim√°tico: num passado n√£o muito distante, o clima foi mais quente que o atual. Scientific American Brasil, 2007).

Veja no vídeo abaixo reportagem da Band, onde o pós-doutor em Hidrologia de Florestas e prof. da UFAL Luis Carlos Molion certifica o período de resfriamento que a Terra entrará.

Para um melhor entendimento do assunto tratado neste texto, se faz necess√°ria a leitura de um breve resumo dessas discuss√Ķes clim√°ticas mundiais come√ßadas no final da d√©cada de 1950. Clique no link Hist√≥rico (e o que est√° por tr√°s) das Confer√™ncias Ambientais Mundiais¬†para abrir uma nova aba de escrito sobre esse assunto.

Voltando ao que era abordado antes da cita√ß√£o sobre o breve hist√≥rico das confer√™ncias ambientais, o efeito estufa, conforme o f√≠sico e p√≥s-doutor em meteorologia Luis Carlos Molion, √© resultante da a√ß√£o de diversos gases como: vapor d’√°gua (H2O), o g√°s carb√īnico (CO2), o metano (CH4), o oz√īnio (O3), o √≥xido nitroso (N2O) e compostos de clorofluorcarbono (CFC), vulgarmente conhecidos por freons. A absor√ß√£o/emiss√£o desses gases na atmosfera reduz a perda de radia√ß√£o solar emitida pela superf√≠cie (albedo = capacidade de reflex√£o de determinada superf√≠cie ‚Äď menor albedo, maior entrada de radia√ß√£o e aquecimento do sistema Terra-atmosfera) que escapa para o espa√ßo exterior aquecendo a atmosfera por irradia√ß√£o e constituindo o efeito estufa* que faz com que a temperatura m√©dia global do ar, pr√≥ximo √† superf√≠cie da Terra, seja cerca de 15¬ļC. Caso ele n√£o existisse, a temperatura da superf√≠cie seria 18¬ļC abaixo de zero, ou seja, o efeito estufa √© respons√°vel por um aumento de 33¬ļC na temperatura da superf√≠cie do planeta.

*Importante ressaltar que o prof. da USP e Dr. em climatologia Ricardo Fel√≠cio afirma com todas as letras que efeito estufa n√£o existe, j√° que a atmosfera da Terra n√£o √© uma estufa, portanto este conceito estaria sendo usado erroneamente. Conforme Fel√≠cio, “O ‚Äúefeito estufa‚ÄĚ √© uma f√≠sica planet√°ria imposs√≠vel. Em uma estufa, o ar est√° sob controle, ficando aquecido e n√£o se misturando com o ar externo. √Č aprisionado e n√£o consegue criar os v√≥rtices, turbilh√Ķes e movimentos. Ao mesmo tempo, se tiver vapor d’√°gua, este fica aprisionado. Na atmosfera real, o ar quente sobe, provoca convec√ß√£o, fen√īmenos, a din√Ęmica de fluidos est√° liberada” (FEL√ćCIO, Ricardo em entrevista ao Di√°rio Regional). Aqui pela facilidade de entendimento/explica√ß√£o e tamb√©m pelo desconhecimento cient√≠fico mais profundo seguimos a nomenclatura efeito estufa para o fen√īmeno.¬†

O efeito estufa √© um processo natural e o principal g√°s de efeito estufa √© o vapor d¬ī√°gua seguido pelo g√°s carbono (CO2), portanto, quanto maior for as concentra√ß√Ķes dos gases de efeito estufa, menor seria a fra√ß√£o de radia√ß√£o solar que escaparia para o espa√ßo, e por isso, mais alta a temperatura do planeta.

Anomalias de temperatura do ar no √Ārtico entre 1880 e 2004 (Fonte de dados: http://www.giss.nasa/data/gistemp, 2007 apud MOLION, s/d).

Depois de analisar registros instrumentais da temperatura do planeta (mostrado no gr√°fico acima), o prof. Molion chegou √† conclus√£o que a d√©cada de 1930 foi mais quente que a d√©cada de 1990, isto √©, se a emiss√£o de ‚Äúgases estufa‚ÄĚ fosse um processo da atividade humana, a d√©cada de 1990 seria a respons√°vel por uma maior temperatura devido √† sua maior quantidade de popula√ß√£o e consequentemente queima de combust√≠veis f√≥sseis (aumentando o efeito estufa) para gera√ß√£o de energia em um per√≠odo tido como t√©cnico-cient√≠fico-informacional dentro da globaliza√ß√£o.

Quanto ao tal derretimento das calotas polares que os defensores ‘aquecimentistas’ usam para explicar suas hip√≥teses, pesquisadores dos Estados Unidos e da Dinamarca descobriram que as geleiras da Groenl√Ęndia derretiam mais r√°pido nos anos 30 do que agora (foto acima que mostra rochas sem cobertura de gelo √© da ilha dinamarquesa na d√©cada de 1930). Segundo os pesquisadores, um per√≠odo de resfriamento no meio do s√©culo XX formou novo gelo, mas, ap√≥s isso, a temperatura voltou a subir.¬†Para esta conclus√£o, os estudiosos compararam imagens da √©poca e outras feitas por sat√©lite e avi√£o a partir da Segunda Guerra. Os cientistas afirmam que as fotos estavam esquecidas e foram encontradas em uma limpeza no por√£o de um museu dinamarqu√™s (fonte: Portal Terra).

Nikol√°i Dobretsov, presidente do Conselho Cient√≠fico de Ci√™ncias Naturais da Academia de Ci√™ncias Russa divulgou em mar√ßo de 2012 o resultado da pesquisa de cientistas russos e afirmou que¬†‚Äúo recorde m√≠nimo da massa de gelo foi registrado em 2007. Entre 2008 e 2011, e provavelmente em 2012, o gelo voltou a crescer. Os invernos no √Ārtico est√£o mais frios e, por isso, j√° √© √≥bvio que o aquecimento global cont√≠nuo √© um mito‚ÄĚ (fonte: Portal G1).

Ainda no artigo do prof. Molion, mais de 97% das emiss√Ķes de g√°s carb√īnico s√£o naturais, provenientes dos oceanos, vegeta√ß√£o e solos, cabendo ao homem menos de 3%, total que seria respons√°vel por uma min√ļscula fra√ß√£o do efeito estufa atual, algo em torno de 0,12%**.

**Entenda ent√£o o porque da estimativa de que a queima de derivados de petr√≥leo aumentar√° em 30% at√© 2050 e que o problema de muitos carros nas grandes cidades n√£o est√° ligado √† polui√ß√£o, e sim ao aumento do estresse urbano causado pelos engarrafamentos e pela falta de maior mobilidade da popula√ß√£o (principalmente a das camadas menos favorecidas pelo capital), por isso a defesa do uso de bicicletas e a luta de melhores condi√ß√Ķes do transporte urbano multimodal, isto √©, metr√ī, trem de superf√≠cie, √īnibus, vans e t√°xis. Para diversos cientistas (veja lista deles aqui), “a¬†influ√™ncia humana no clima restringe-se √†s cidades e seus entornos, em situa√ß√Ķes espec√≠ficas de calmarias, sendo estes efeitos bastante conhecidos, mas sem influ√™ncia em escala planet√°ria.”

Para¬†Christopher Monckton,¬†jornalista brit√Ęnico e ex-conselheiro da chanceler brit√Ęnica Margaret Thatcher,¬†“o¬†clima tem mudado desde a sua forma√ß√£o, h√° mais de 4 bilh√Ķes de anos. Somos incapazes de parar isso, e apenas tolos arrogantes conseguem acreditar que podemos. O efeito do homem sobre o clima √© min√ļsculo. Al√©m do mais, n√£o h√° necessidade para um fundo internacional contra mudan√ßas clim√°ticas***¬†[…]¬†A Terra sobreviveu a concentra√ß√Ķes de CO2 1.000 vezes maiores que as atuais, portanto, n√£o √© preciso fazer nada. O planeta n√£o precisa de salva√ß√£o. Mudan√ßas clim√°ticas criadas pelo homem s√£o um n√£o-problema. A pol√≠tica correta em rela√ß√£o ao n√£o-problema do aquecimento global √© termos coragem para fazer nada” (entrevista dada ao eBand em dez. 2009).

*** Fundo “sustent√°vel” do mesmo¬†tipo dos US$ 30bilh√Ķes/ano que defendeu o Brasil e os pa√≠ses emergentes, membros do grupo G77+China¬†na Confer√™ncia Internacional Rio+20 em jun. 2012 (Fonte: Portal¬†G1). A palavra sustent√°vel vem entre aspas, pois se esse fundo n√£o fosse vetado pelos pa√≠ses ditos desenvolvidos, s√≥ seria sustent√°vel para muitos dos pseudos cientistas e ambientalistas, al√©m de ONGs que continuam (e continuariam mais ainda!) a fomentar pesquisas para esse ambientalismo panflet√°rio-catastrofista e vazio de conte√ļdo cient√≠fico, apenas para receber linhas de financiamento desse rico fundo que anualmente se encheria de 30 em 30 bilh√Ķes de d√≥lares. Para o autor deste artigo, sustentabilidade √© a universaliza√ß√£o do bem-estar da popula√ß√£o na infra-estrutura urbano-regional, sa√ļde e educa√ß√£o nos mesmos n√≠veis que os pa√≠ses mais avan√ßados usufruem.

Percebe-se que o maior problema urbano está na falta de senso das pessoas, e não na poluição gerada pelos carros ou coisa climático-ambiental que o valha. Explicando melhor, o processo de evolução tecnológica naturalmente já se encarrega disso, pois hoje, no ano de 2012, 28 carros juntos poluem o mesmo que 1 carro da década de 1980 (fonte da foto: compartilhamento na rede social facebook).

Sobre os grandes centros urbanos acontece um fen√īmeno chamado ilhas de calor, de efeito puramente local, pois quanto maior for a mudan√ßa da cobertura superficial, de campos com vegeta√ß√£o para asfalto e concreto, a evapotranspira√ß√£o √© reduzida e sobra mais calor para aquecer o ar pr√≥ximo da superf√≠cie, aumentando sua temperatura entre 3¬ļC e 5¬ļC em rela√ß√£o √†s localidades mais distantes do centro e cobertas por vegeta√ß√£o.

Ent√£o, conv√©m ressaltar que os oceanos cobrem 71% da superf√≠cie terrestre e que o Pac√≠fico, sozinho, ocupa 35% dessa superf√≠cie. Como a atmosfera √© aquecida por debaixo, os oceanos constituem a condi√ß√£o de contorno inferior mais importante para a atmosfera e para o clima global √† exemplo de fen√īmenos acontecidos como o El Ni√Īo e La Ni√Īa (o El Ni√Īo de 1997/98 aqueceu as √°guas do Pac√≠fico produzindo anomalias de temperatura na ordem de 0,8¬ļC, enquando a La Ni√Īa de 1984/85, um resfriamento na ordem de ‚Äď 0,5¬ļC). Suspeita-se ainda que as fases de aquecimento acontecidas em d√©cadas e s√©culos anteriores sejam por causa do aumento da atividade solar (varia√ß√£o da constante solar ligados ao sistema terra-atmosfera-oceano), mas isso a ci√™ncia ainda n√£o tem a devida certeza.

Propaganda que vigora sobre o aquecimento global. Mesmo sem a temperatura ter subido nas √ļltimas d√©cadas (na verdade ela oscilou como mostrou o gr√°fico anterior), os defensores do aquecimento global lidam com o impacto da cat√°strofe ambiental, para atrav√©s do medo fazer a popula√ß√£o leiga acreditar nessa apologia ao “derretimento terrestre”.

As discuss√Ķes clim√°ticas globais chegam √†s nossas casas como verdades absolutas a serem seguidas e transformadas em uma roupagem de sustentabilidade ambiental ou de desenvolvimento sustent√°vel discutido desde o Clube de Roma em 1968.

Que o paradoxo de que o crescimento populacional √© diretamente proporcional √† falta de informa√ß√£o mesmo em um mundo dito globalizado, n√£o √© nenhuma novidade, mas o que mais preocupa √© a cria√ß√£o de um ‚Äúproblema‚ÄĚ clim√°tico que n√£o existe, assim como, muitos paradigmas ambientais que se voc√™ n√£o repete conforme o status-quo regente √† grande maioria, passa a ser tratado como inimigo do meio ambiente e da vasta rede de organiza√ß√Ķes que integram hoje o aparato ‚Äúverde‚ÄĚ, por n√£o acreditar nos progn√≥sticos catastrofistas sobre o assunto.

Sobre esse aspecto do ‚Äúproblema‚ÄĚ clim√°tico, o prof. Ricardo Fel√≠cio, Dr. em climatologia pela USP afirma enfaticamente que ‚Äún√£o h√° evid√™ncias concretas nem fatos, mas uma cole√ß√£o de opini√Ķes, cren√ßas etc. que apenas servem para justificar uma causa […] a das pretens√Ķes dos ‚Äúaquecimentistas‚ÄĚ internacionais, como Al Gore**** e outros e seus sacripantas nacionais […] servindo de suporte para a implementa√ß√£o artificial de um ‚Äúdesenvolvimento sustent√°vel‚ÄĚ que n√£o tem fundamento para existir e como isso afetar√° a vida cotidiana das pessoas […] O que se nota para circunstanciar a causa clim√°tica s√£o as sa√≠das de modelos computadorizados viciados e cren√ßas em ideologias.‚ÄĚ

**** Al Gore √© o mesmo picareta que fez um filme alertando que uma das cat√°strofes do aquecimento global seria o aumento dos oceanos por causa do derretimento dos p√≥los, mas em 2010 comprou uma casa por 8,9 milh√Ķes de d√≥lares em Montecito, Calif√≥rnia, nas margens do Pac√≠fico.

A teoria do prof. Ricardo Fel√≠cio parte da Tr√≠ade em que seus elementos servem para justificar um falso ‚Äúdesenvolvimento sustent√°vel‚ÄĚ ligados aos mitos aquecimento global, mudan√ßas clim√°ticas e caos ambiental, onde os elementos s√£o causais, da maneira que um gera o outro e o racioc√≠nio nunca deixa de ser circular para que haja essa falsa legitima√ß√£o (fonte da figura: FELICIO; ON√áA, 2010).

Problemas ambientais humanos n√£o s√£o problemas clim√°ticos, mesmo porque este √ļltimo n√£o existe nesse contexto. Um exemplo disso √© a afirma√ß√£o que as mudan√ßas clim√°ticas est√£o ligadas √†s atividades antr√≥picas. Conforme Felicio, ‚Äúentendendo que existem cerca de 20 grandes metr√≥poles no mundo e que todas as cidades representam apenas 0,05% da superf√≠cie da Terra sendo que 0,005% s√£o as moradias e habita√ß√Ķes, √© simplesmente IMPOSS√ćVEL que as cidades exer√ßam influ√™ncia sobre o clima global. Portanto, nada adiantar√° pintar telhados de branco, por exemplo. O m√°ximo que se conseguir√° com isto √© melhorar o conforto interno em uma resid√™ncia localizada em clima tropical, em baixa altitude. Essa tolice n√£o serviria para casas na Noruega! […] Finalmente, para o ‚Äúcaos ambiental‚ÄĚ estabelecido pelas ONGs mais famosas de todo o planeta, apresentam-se alguns fatos que elas n√£o conseguem refutar. O primeiro pode ser utilizado como um poder limitado das atua√ß√Ķes humanas. Tomando como exemplo o pr√≥prio rio Tiet√™ que atravessa o estado de S√£o Paulo e metade da Capital. Toda a polui√ß√£o, esgoto e dejetos dos mais variados tipos o tornam um dos mais polu√≠dos da Terra. Contudo, bastam cerca de 50km adiante para n√£o se encontrar sequer um tra√ßo de todos esses elementos contaminantes. As √°guas correm l√≠mpidas e cristalinas, cheias de vida subaqu√°tica. De uma maneira ou de outra, a Natureza se encarrega de eliminar esses elementos poluidores. O mesmo pode ser observado para o ar. Mesmo nos grandes centros urbanos, a maior parte do material em suspens√£o √© de origem natural. Ele √© elevado pela agita√ß√£o das cidades, principalmente durante o desenvolvimento turbulento da camada limite urbana diurna.‚ÄĚ Entende-se que pela natureza se encaminhar de eliminar poluidores na √°gua e no ar, n√£o √© um aval para que a degrada√ß√£o antr√≥pica continue com tal veracidade, mas tamb√©m n√£o √© motivo para essa radical doutrina ambientalista tocada como se o homem de hoje fosse destruir as futuras (no sentido de bem pr√≥ximas) gera√ß√Ķes pela via ambiental, como prega o ambientalismo radical cooptando cidad√£os ing√™nuos para uma ‚Äúrebeli√£o verde‚ÄĚ.

Entrevista do prof. Dr. em climatologia pela USP Ricardo Fel√≠cio no programa J√ī Soares, desmistificando o aquecimento global e outros mitos do desenvolvimento sustent√°vel.

Complementando, o prof. Molion afirma que o homem opera sobre 7% da superfície terrestre (as cidades, ditas maiores poluidoras ocupam 0,05% dessa área) e esse percentual é muito pequeno para tamanhas catástrofes ambientais defendidas em hipóteses pautadas no medo da escassez ambiental sob a legitimação do desenvolvimento sustentável.

Para o prof. Ricardo, o ‚Äúdesenvolvimento sustent√°vel‚ÄĚ estende seus tent√°culos atrav√©s da tr√≠ade que ‚Äú√© legitimada pela ‚Äúci√™ncia‚ÄĚ que usar√° da m√≠dia para disseminar sua ideologia. Desta maneira, a opini√£o p√ļblica ser√° influenciada pelo que dizem tais pseudocientistas e jornalistas. Aparentemente, o indiv√≠duo acha que o clamor por mudan√ßas surgiu em sua cabe√ßa, mas na verdade ele foi impelido a achar que isto foi sua id√©ia. Tais evid√™ncias podem ser verificadas nas pesquisas de opini√£o p√ļblica.‚ÄĚ

Continuando sua abordagem, o Dr. em climatologia pela USP Ricardo Fel√≠cio afirma que ‚Äúo caso mais intrigante √© o do cidad√£o que recicla seu lixo dentro da sua casa. Ele gasta sua √°gua para limpar embalagens. Separa os constituintes inorg√Ęnicos. Cede seu tempo de vida para trabalhar. Uma vez que tudo est√° pronto, ou ele coloca na porta da sua casa, em hor√°rio pr√©-determinado para um caminh√£o espec√≠fico recolher este ‚Äúproduto‚ÄĚ, ou pior, leva-o at√© uma central de beneficiamento, gastando seu carro e combust√≠vel na tarefa. Curiosamente, o cidad√£o n√£o percebeu que ele trabalhou de gra√ßa em um processo produtivo capitalista. Ao contr√°rio, fez isto de bom grado, voluntariamente, e ainda acreditou que ‚Äúsalvou o planeta‚ÄĚ. Ele nem sequer se deu conta que uma ind√ļstria entrou na sua casa. Ele agora √© um oper√°rio desta ind√ļstria e n√£o recebe nada por isto. Sequer recebeu um incentivo fiscal da prefeitura de sua cidade, ou algum tipo de b√īnus. Mas o pior ainda est√° por vir. De um servi√ßo volunt√°rio, ele poder√° se tornar um servi√ßo OBRIGAT√ďRIO, fiscalizado pelo Estado. Quem n√£o fizer assim, separado, limpo etc. ser√° multado! […] Curiosamente, o que n√£o se diz √© por que o processo n√£o √© implementado em todas as cidades do Brasil. A resposta √© muito simples: CUSTOS. O empreendimento s√≥ se torna vi√°vel mediante a realiza√ß√£o de lucros. Cidades de pequeno porte n√£o justificam o investimento da implanta√ß√£o de uma infra-estrutura industrial de reciclagem porque gerariam preju√≠zo, portanto, n√£o realiz√°vel.‚ÄĚ

Veja que, como a reciclagem √© um processo que gera lucro (por isso, nem se preocupe que ele nunca vai parar de acontecer), a quest√£o da ‚Äúsustentabilidade ambiental‚ÄĚ √© s√≥ um disfarce (muitas vezes em forma de doutrina ambientalista) para cidad√£os comuns fazerem o papel que n√£o √© deles, e sim, do estado ou de empresas privadas que deveriam contratar pessoas para essa separa√ß√£o (assim ainda diminuiria o desemprego) nos aterros das grandes cidades que conforme a Revista √Čpoca, um ‚Äúaterro segue todas as normas para prevenir a contamina√ß√£o do solo e do len√ßol fre√°tico e passa por uma auditoria da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU) para poder vender cr√©dito de carbono com a queima do g√°s metano produzido pela decomposi√ß√£o do lixo.‚ÄĚ (fonte: Revista √Čpoca, 2012). Portanto, n√£o h√° discord√Ęncia de que lugar de lixo √© no lixo, para encaminhamento ao aterro sanit√°rio, onde ser√° tratado com a devida compet√™ncia, inclusive a da separa√ß√£o dos materiais recicl√°veis, ou n√£o.

Esquema de um aterro sanit√°rio coisa que o ESTADO tem a OBRIGA√á√ÉO de fazer, mas a realidade √© outra, pois “de acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento B√°sico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de res√≠duos domiciliares e¬†52,8% dos munic√≠pios Brasileiros¬†disp√Ķe seus res√≠duos em¬†lix√Ķes” (fonte: ambiente sustent√°vel).

Quanto ao lucro mencionado anteriormente, a Revista √Čpoca ainda informa que ‚Äúo pa√≠s perde cerca de R$ 8 bilh√Ķes por ano por deixar de reciclar os res√≠duos que poderiam ter outro fim, mas que s√£o encaminhados aos aterros e lix√Ķes das cidades […] Se considerada apenas a fra√ß√£o seca (pl√°stico, vidro, metais, papel e borracha), o √≠ndice de reciclagem subiu de 17% em 2004 para 25% em 2008. O retorno financeiro √© vis√≠vel: o setor j√° movimenta R$ 12 bilh√Ķes por ano.‚ÄĚ (fonte: Revista √Čpoca, 2012) O que a revista n√£o informa √© que esse trabalho n√£o √© (e nem deve ser) do cidad√£o comum que j√° paga seus impostos para isso (IPTU e Imposto de Renda s√£o dois relacionados diretamente com esse processo), e sim de quem lucra muito com isso¬†(entende-se aqui que para o cidad√£o comum separar teria que existir um mecanismo de abatimento em sua carga pesada de impostos ou que parte do lucro seja usado em favor de melhorias na comunidade/bairro que ele mora).

Se voc√™ quer separar seu lixo pensando em ser um cidad√£o sustent√°vel, a √ļnica sa√≠da √© lev√°-lo diretamente √† cooperativas de reciclagem que existem (geralmente) em bairros mais carentes das grandes cidades. A√≠ voc√™ estar√° participando do processo de sustentabilidade social, pois as pessoas dessas cooperativas vivem dessa reciclagem e muitos dos lucros s√£o usados em prol da comunidade onde moram os catadores e recicladores.

Ainda sobre o lixo, nem tudo est√° perdido. Ap√≥s 34 anos jogando lixo em local indevido, o governo do Rio de Janeiro desativou o lix√£o de Gramacho, situado em Duque de Caxias/RJ, o maior da Am√©rica Latina, que se estima nesses 34 anos ter recebido 70 milh√Ķes de toneladas de res√≠duos sem qualquer cuidado. At√© o final desse ano, a meta da Secretaria do Meio Ambiente do RJ √© desativar todos os lix√Ķes ao redor de Gramacho (ao todo 42 clandestinos, com 21 ainda ativos). Enfim, quando o Estado faz o que √© de sua obriga√ß√£o, por nossos impostos pagos, marcamos o ponto positivo e espera-se que os outros estados brasileiros peguem o bom exemplo do RJ e executem (fonte: ¬†Folha de S√£o Paulo, maio de 2012).

Outro grande mito √© o do pl√°stico como grande vil√£o da ‚Äúsustentabilidade ambiental‚ÄĚ, que √© feito de combust√≠vel f√≥ssil e se jogado na natureza demora cerca de 300 anos para se desintegrar e etc. Por isso os grandes supermercados est√£o engajados na quest√£o ambiental para que o consumidor evite as sacolas pl√°sticas trazendo sua ‚Äúsacola sustent√°vel‚ÄĚ de casa, que voc√™ tamb√©m compra no pr√≥prio supermercado. Nossa falta de senso cr√≠tico n√£o nos faz pensar que o supermercado est√° vendendo uma sacola dita sustent√°vel ou tocando uma campanha contra as sacolas pl√°sticas para obter mais lucros. Note que a tal ‚Äúsacola sustent√°vel‚ÄĚ, para ser sustent√°vel mesmo teria que ser vendida pelo pre√ßo de custo, mas n√£o √©, e o fato do cidad√£o usar menos sacolas pl√°sticas s√≥ aumenta o lucro do mercado, pois os pre√ßos dos produtos n√£o baixam na g√īndola (muito pelo contr√°rio!). Em algumas cidades do Brasil, tentou-se um b√īnus de centavos para quem n√£o usasse sacolas pl√°sticas, coisa que n√£o compensou para o consumidor (entenda que lucro n√£o √© problema/pecado, mas explora√ß√£o/engana√ß√£o para obt√™-lo chega a ser desonesto). Portanto, o supermercado est√° lucrando TR√äS vezes em cima de n√≥s: (1) na venda da ‚Äúsacola sustent√°vel‚ÄĚ; (2) ao deixar de fornecer as sacolas pl√°sticas; (3) fazendo-nos acreditar que estamos engajados em um processo de sustentabilidade ambiental, quando na verdade fomos inseridos doutrinariamente em um processo de aumento de lucratividade dos grandes supermercados.

Propaganda da sacola biodegradável/sustentável (seja ela de plástico ou não). Apoiado! Desde que o supermercado forneça gratuitamente, pois o consumidor não tem que pagar por isso. Já paga por produtos caros nas prateleiras e carregados de pesados impostos embutidos.

O melhor exemplo dessa doutrina √© o da cidade de S√£o Paulo que desde 4 de abril de 2012 eliminou as sacolas pl√°sticas nos supermercados. Em 22 de maio de 2012, o jornal Folha de S. Paulo divulgou uma pesquisa onde 69% das pessoas afirmaram que querem a volta das sacolas. Por que? Desses 69%, a maioria dos consumidores (75%) afirma n√£o ter percebido diferen√ßa de pre√ßos nos supermercados ap√≥s a retirada das sacolinhas. Entre os que notaram alguma mudan√ßa, 23% afirmam que houve aumento, e 2%, redu√ß√£o (veja que nem foi citado o porque do supermercado n√£o disponibilizar o pl√°stico biodegrad√°vel que se decomp√Ķe em 45 dias pelo mesmo motivo √≥bvio: custo de produ√ß√£o). Conforme a brasileira RES Brasil (maior empresa de pl√°stico biodegrad√°vel da Am√©rica Latina) ‚ÄúEnquanto as embalagens s√£o percebidas como vil√£s do meio ambiente, na realidade 30% dos alimentos produzidos no mundo s√£o desperdi√ßados por falta de embalagem ou por embalagem inadequada […] [Portanto], √© f√°cil concluir que o pl√°stico – enquanto produto – n√£o √© um problema. √Č o seu descarte incorreto que prejudica o ambiente‚ÄĚ (fonte: RES Brasil, 2012).

Portanto, depois dos dois par√°grafos anteriores, nota-se que o problema do pl√°stico n√£o √© ambiental, pois se a popula√ß√£o joga o pl√°stico que deveria ser descartado no lixo em local indevido, claro que est√° tornando o ambiente cada vez mais insalubre (veja que insalubre √© diferente daquela ‚Äúpalavra ambiental‚ÄĚ, sin√īnimo de cat√°strofe, isto √©, insustent√°vel). Portanto, isso √© mais um problema de educa√ß√£o social capitalista, ou seja, como o mercado n√£o baixa, nem baixar√° os pre√ßos em prol da sustentabilidade, a an√°lise versa no sentido de que se o pl√°stico for descartado em seu local correto vai para o processo de reciclagem (ou que esse mercado forne√ßa o pl√°stico biodegrad√°vel). Lembre-se que o pl√°stico √© feito a partir dos hidrocarbonetos do petr√≥leo e conforme o mestre em ci√™ncias ambientais prof. Ladislau: ‚Äúa produ√ß√£o mundial de pl√°sticos √© da ordem de 150 milh√Ķes de toneladas ano (o que d√° uma produ√ß√£o per capita de 25 kg por pessoa, por ano!). Infelizmente, boa quantidade desse pl√°stico √© usada em embalagens descart√°veis e cerca de 95% do material vai parar em aterros sanit√°rios ou √© descartado sem maior cuidado‚ÄĚ (fonte: Blog Bioplasticnews, 2012). Portanto, entenda que o grande problema n√£o √© a produ√ß√£o de 25kg por habitante/ano, e sim, o cuidado com o descarte. Sobre a queima (que tamb√©m serve como descarte) desse pl√°stico e sua polui√ß√£o, √© irris√≥rio o impacto ambiental global, pois toda a combust√£o (ind√ļstrias, transportes, metano do gado, queima de combust√≠veis f√≥sseis etc.) efetuada pelo homem, que j√° foi citada anteriormente, afeta em 0,12% do chamado efeito estufa.

O √ļltimo mito tratado neste artigo √© o da falta de √°gua doce no mundo e que os oceanos v√£o subir a ponto de invadir localidades litor√Ęneas.

Conforme o ge√≥logo Pedro Jacobi, ‚Äúapesar de termos a impress√£o de que a √°gua est√° desaparecendo, a quantidade de √°gua na Terra √©¬†praticamente invari√°vel h√° centenas de milh√Ķes de anos. Ou seja a quantidade de √°gua permanece a mesma o que muda √© a sua distribui√ß√£o e seu estado […] O causador deste fen√īmeno √© um processo chamado¬†Ciclo Hidrol√≥gico, atrav√©s do qual as √°guas do¬†mar e dos continentes se evaporam, formam nuvens e voltam a cair na terra sob a forma de chuva, neblina e neve. Depois escorrem para rios, lagos ou para o subsolo formando os importantes aqu√≠feros subterr√Ęneos, e aos poucos correm de novo para o mar mantendo o equil√≠brio no sistema hidrol√≥gico do planeta Em decorr√™ncia das not√≠cias alarmistas v√°rios pa√≠ses j√° come√ßam a se preparar para a venda de grandes volumes de √°gua, pensando em lucrar em cima da necessidade dos outros […] O gerenciamento da √°gua √© que deve ser considerado o grande problema e n√£o seu “desaparecimento”. O Brasil tem, provavelmente, as maiores reservas de √°gua do mundo (s√≥ para citar, al√©m dos rios na superficie, tamb√©m o Aqu√≠fero Guarani e o Rio subterr√Ęneo de 6.000 km chamado Hamza). Estas reservas est√£o distribu√≠das em todo o Territ√≥rio Nacional (12% da √°gua do mundo, sem contar com o Hamza de imenso volume de √°gua – veja figura abaixo) […] A √°gua da terra n√£o est√° acabando. Na realidade a √°gua da superf√≠cie terrestre pode estar aumentando pela adi√ß√£o de √°gua vulc√Ęnica. O valor da √°gua dever√° aumentar consideravelmente pois existem pa√≠ses carentes que ter√£o que utilizar tecnologias caras ou importar √°gua de pa√≠ses ricos (fonte: ¬†http://www.geologo.com.br/aguahisteria.asp). No caso da √°gua, percebe-se que o problema n√£o √© de escassez, mas de distribui√ß√£o para quem n√£o pode pagar.

Sobre a poss√≠vel invas√£o dos oceanos, diversos cientistas doutores e p√≥s-doutores de renome (veja lista deles aqui) em carta aberta √† presidente Dilma – para a Confer√™ncia Rio+20 – afirmaram que “o¬†relat√≥rio de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudan√ßas Clim√°ticas (IPCC) registra que, no per√≠odo 1850-2000, as temperaturas aumentaram 0,74¬įC, e que, entre 1870 e 2000, os n√≠veis do mar subiram 0,2 m”, e¬†conforme Molion, ‚Äúessas proje√ß√Ķes de que o n√≠vel do mar vai subir de 20cm a 60cm s√£o baseadas em cen√°rios hipot√©ticos que jamais v√£o ocorrer. S√£o resultados de modelos de simula√ß√£o de clima que n√£o s√£o adequados para fazer previs√£o nenhuma. Na realidade, o Painel Intergovernamental de Mudan√ßas Clim√°ticas, o IPCC, n√£o faz previs√Ķes. Ele faz proje√ß√Ķes de cen√°rios. De tal forma que esse aumento de 20cm a 60cm no n√≠vel dos mares √© um mero exerc√≠cio acad√™mico. O que ocorreu nos √ļltimos 100 anos foi que este n√≠vel subiu cerca de 13cm, mas existem muitas outras causas geol√≥gicas, como o movimento de placas tect√īnicas, do que certamente o ser humano. O ser humano √© muito pequenininho em compara√ß√£o com as for√ßas naturais. Basta dizer que 71% da superf√≠cie terrestre √© coberta por oceanos e 29% s√£o continentes. Dos 29% de continentes, 15% s√£o terras geladas, gelo e areia, desertos. Resta ent√£o ao homem apenas 14% para ele manipular. Desses 14%, metade √© coberto por florestas naturais. O homem s√≥ opera em 7% da superf√≠cie terrestre. N√£o √© poss√≠vel que nesses 7% ele v√° mudar o globo todo.‚ÄĚ (fonte: entrevista do prof. Molion ao Caf√© Colombo).

A ci√™ncia conhece t√£o pouco sobre os oceanos que em junho de 2012 descobriu biomassa de fitopl√Ęncton no √Ārtico (mar de Chukchi, litoral¬†noroeste do Alasca) em uma extens√£o de 100km, abaixo de uma espessa camada de gelo. Segundo cientistas, essa talvez seja a maior concentra√ß√£o de fitopl√Ęncton descoberta at√© hoje, coisa que antes desse acontecimento, para a ci√™ncia, florescer fitopl√Ęncton embaixo do gelo seria algo imposs√≠vel (fonte: Portal Terra). O fitopl√Ęncton produz cerca de 98% do oxig√™nio do planeta.

Entrevista do prof. Dr. Luis Carlos Molion ao Canal Livre da Band, onde com muita tranquilidade desmistifica o efeito estufa causado pela intervenção humana.

Concluindo…

A sustentabilidade ambiental tem que se libertar desses ideologismos que determinam (ou tentam determinar!) o que devemos fazer mesmo dentro das nossas casas. Para isso devemos tomar muito cuidado com empresas, governos e ONGs que pregam tais ideologias como ambientais, quando na verdade s√£o ideologismos que levam a lucros exorbitantes para tais organiza√ß√Ķes, pois o cidad√£o comum passa a ser uma esp√©cie de co-participante doutrinado como uma massa de manobra sem perceber que est√° inserido em um processo de lucratividade ascendente apenas para quem o controla. Tal controle √© dividido e fiscalizado pelo governo, em parceria com quem o d√° sustenta√ß√£o, isto √©, as grandes empresas que pagam muitos impostos e geram muitos produtos, servi√ßos, empregos, bem estar social… Isso faz o capital circular e desenvolver o com√©rcio em diferentes escalas (a depender do faturamento). As ONGs ambientalistas entram como contraponto no processo, geralmente contra governos que permitem o impacto ambiental de toda essa produ√ß√£o empresarial, mas defendem na verdade seus interesses, pois segundo o especialista em conflitos internacionais e que aborda temas ligados √† sustentabilidade, Heni Ozi Cukier afirma que ‚Äúmuitas ONGs, especialmente no Brasil, se tornaram instrumentos de corrup√ß√£o de uma s√©rie de esquemas‚ÄĚ (fonte: Revista Isto√© Dinheiro).

Diante disso, prof. Ricardo Fel√≠cio escreve que ‚Äúa gera√ß√£o de escassez √© pregada como um fato irrevers√≠vel, algo que √© completamente falacioso. A humanidade se adapta √†s diversas condi√ß√Ķes […] O sistema capitalista se amolda conforme as situa√ß√Ķes que surjam a sua frente.‚ÄĚ Deixando a ingenuidade de lado para entender a cita√ß√£o, n√£o existe produ√ß√£o capitalista do espa√ßo sem impacto ambiental e as grandes empresas t√™m seus anseios e interesses pautados na ideologia do LUCRO para um maior ac√ļmulo de capital.

Esses interesses aparecem no lobby das empresas com o governo, para aumento de vendas dos seus produtos e servi√ßos ‚Äď exemplo est√° no caso dos CFCs sob a camada de oz√īnio e aparecem mais ainda nas Confer√™ncias sobre o clima global, pois ‚Äúda mesma maneira, os comit√™s e delega√ß√Ķes que viajaram para Kopenhagen para a reuni√£o ‚Äúclim√°tica‚ÄĚ COP-15 de 2009 n√£o foram l√° para ‚Äúsalvar o planeta‚ÄĚ e dar um benef√≠cio a toda a humanidade. Foram l√° para obter lucros exorbitantes! Que isto fique bem claro para todos, pois os fatos demonstraram a completa evid√™ncia. N√£o havia debates clim√°ticos com dados cient√≠ficos e pesquisadores das mais altas institui√ß√Ķes. Havia sim delega√ß√Ķes de ONGs, governos, partidos pol√≠ticos, pseudocientistas engajados na causa e uma infinidade de burocratas, fazendo apenas seus discursos vazios e catastrofistas. Lamenta√ß√Ķes e pedidos de considera√ß√Ķes para as pessoas do futuro, aquelas que ainda n√£o existem‚ÄĚ (FELICIO; ON√áA, 2010).

A figura abaixo poderia soar como uma anedota se n√£o fosse a mais pura verdade complementar do par√°grafo anterior sobre a atitude das delega√ß√Ķes no p√≥s-confer√™ncias clim√°ticas internacionais. Atualizando as confer√™ncias, um dos conceitos mais discutidos na Rio+20, 2012 √© o de “economia verde” que definido criticamente pelo prof. Boaventura de Sousa Santos em entrevista ao jornal O Globo¬†(jun, 2012),¬†“a economia verde consiste basicamente na ideia de que os problemas gerados pelo capitalismo se resolvem apenas com mais capitalismo […] o objetivo principal √© gerar mais lucro, mais at√© do que aqueles que j√° existem hoje.”¬†Portanto, dessa maneira a “economia verde” torna-se sin√īnimo de mais d√≥lares para o cofre dos pa√≠ses desenvolvidos e aumento das desigualdades.

Figura compartilhada na rede social Facebook.

Voltando √† Fel√≠cio, ‚Äúas id√©ias ambientalistas refletem primordialmente as preocupa√ß√Ķes, prefer√™ncias e vis√Ķes de mundo de uma minoria de pol√≠ticos, burocratas, acad√™micos, ONGs e funda√ß√Ķes econ√īmicas de pa√≠ses altamente desenvolvidos, que apontam a si pr√≥prios como defensores dos interesses da humanidade. Querem hoje apresentar uma imagem de ‚Äúbons mo√ßos‚ÄĚ quando na verdade, s√≥ querem vender suas id√©ias e exercer um dom√≠nio extremo sobre todos os recursos naturais e fontes de energia […] Desta maneira, se realmente queremos deixar algo para os nossos filhos e netos, que seja algo verdadeiro e bom. N√£o as falaciosas idiotices de ‚Äúmundo melhor e sustent√°vel‚ÄĚ…‚ÄĚ

Para tal verdade e bonan√ßa √†s futuras gera√ß√Ķes, use o bom senso, n√£o se culpe por ter sido um inocente √ļtil, mude seus h√°bitos de consumo, evite o desperd√≠cio e saiba porque, para que e para quem voc√™ realmente est√° sendo um ‚Äúcidad√£o sustent√°vel‚ÄĚ ou um cidad√£o que sustenta um aparato em que lhe √© imposto um trabalho onde voc√™ n√£o tem retorno, e ainda √© cobrado e fiscalizado pelo inoperante estado ou pelo seu semelhante por ele estar sendo mais ‚Äúsustent√°vel‚ÄĚ do que voc√™, sob o discurso de que ‚Äúassimilou‚ÄĚ a doutrina da sustentabilidade.

Lembre-se que diante de toda essa discuss√£o dentre todos os lados, a √ļnica certeza em todo esse processo √© que o homem √© o ser mais adapt√°vel do planeta, qualquer que seja a situa√ß√£o. O ruim √© que mesmo com toda essa adaptabilidade, a perversidade do capitalismo n√£o consegue fornecer oportunidade de trabalho digno e melhores condi√ß√Ķes de vida a todos (essa √© que deve ser a maior luta humana).¬†Diversos doutores e p√≥s-doutores no assunto conjugam com a mesma ideia exposta aqui, quando escrevem que “a indisponibilidade de sistemas de saneamento b√°sico para mais da metade da popula√ß√£o mundial, cujas consequ√™ncias constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta […] os principais obst√°culos √† sua concretiza√ß√£o, em menos de duas gera√ß√Ķes, s√£o mentais e pol√≠ticos, e n√£o f√≠sicos e ambientais” (fonte:¬†Not√≠cias Agr√≠colas, Carta aberta √† presidente Dilma para a Confer√™ncia Internacional Rio+20, 2012).

O maior problema do humano é operar em 7% da superfície terrestre e ser pretencioso o suficiente a ponto de achar que pode mudar os outros 93% que tem o comando da natureza, em ação conjunta a forças do universo que a raça humana ainda nem conhece.

Sabe-se que o homem n√£o tem nenhuma procura√ß√£o para degradar o meio-ambiente, mas se voc√™ √© honesto, respons√°vel, paga seus impostos, faz valer seus direitos, exp√Ķe suas ideias respeitando as diferen√ßas e bate de frente contra injusti√ßas sociais, ningu√©m tem procura√ß√£o para ditar um ‚Äúa mais‚ÄĚ do que voc√™ deve fazer, que dir√° julgar se voc√™ √© ‚Äúambientalmente sustent√°vel‚ÄĚ ou n√£o. Se ser verdadeiramente sustent√°vel √© seguir ideias de ambientalistas catastr√≥ficos, confer√™ncias internacionais, ONGs ou empresas que buscam mais lucros sob o pretexto de coisas do tipo ISO 14000, o melhor √© ficar fora disso. O melhor mesmo √© ter a satisfa√ß√£o de um livre pensar.

Referências citadas no corpo do texto, além de:

FELICIO, R. A. ; ONÇA, D.S. . Aquecimento Global , Mudanças Climáticas e Caos Ambiental Justificando o Falso Desenvolvimento Sustentável : A Teoria da Tríade. Fórum Ambiental da Alta Paulista, v. VI, p. 569-590, 2010.

MOLION, Luis Carlos Baldicero. Desmistificando o aquecimento global. Instituto de Ciências Atmosféricas: UFAL, s/d.

Se tiver mais um tempo e quiser aprofundar o assunto veja os vídeos abaixo:

A Grande Farsa do Aquecimento Global (The Great Global Warming Swindle)

Aquecimento Global “A FARSA” – Palestra Prof. Ricardo Fel√≠cio – USP

29 thoughts on “Alguns Mitos do Aquecimento Global e do Desenvolvimento Sustent√°vel

  1. Oi Marcos Bau! Sou aluna da Cris e gostaria de parabeniz√°-lo! Gostei muito desse post. Gostaria de falar tamb√©m que apenas n√£o concordo com uma coisa: separar o lixo em seco e org√Ęnico √© quest√£o de educa√ß√£o e costume, e n√£o tira tempo nenhum da minha vida (eu n√£o lavo as embalagens, portanto n√£o gasto √°gua com isso). Realmente √© dever do estado, assim como recolher o lixo das ruas, mas n√£o vou jogar lixo s√≥ porque recolhe-lo √© dever do estado, isso √© quest√£o de educa√ß√£o. Mas j√° tinha ouvido falar dos outros t√≥picose eles fizeram muito sentido para mim, e agrade√ßo muito pela informa√ß√£o gratuita que voc√™ traz para os leitores, e aprecio muito o seu trabalho. Parab√©ns!

    • Obrigado pelo coment√°rio Ana Luisa!
      A ideia do texto é informar sobre o que está por trás de todo o processo. Não quero que com isso ninguém mude sua maneira de ser, nem deixe de separar o lixo que já é separado, para quem tem esse costume.
      Permita-me discordar apenas no ponto da quest√£o conceitual de educa√ß√£o, pois separar o lixo em seco e org√Ęnico √© uma quest√£o apenas de separa√ß√£o. Educa√ß√£o √© jogar o lixo no lixo, independente dele estar separado ou n√£o.

  2. √ďtimo artigo Professor, lembro das suas aulas sobre uma esperada pesquisa que iria sair sobre essa emiss√£o de carbono provando ser exatamente um ciclo natural e n√£o essa propaganda colossal dos paises desenvolvidos.
    Enfim, n√£o tive a oportunidade de pesquisar, mas parece bem esclarecedor esse artigo.

    Grande abraço

  3. Parabens Sr¬ļ Marcos,
    Acredito que esta vis√£o √© muito oportuna para se propiciar uma mente critica nas pessoas, e n√£o simplesmente replicar as percep√ß√Ķes de outras m√≠dias.
    Realmente entender as implica√ß√Ķes planet√°rias de nossas a√ß√Ķes, n√£o √© mat√©ria f√°cil e nem simples. A transversalidade esta totalmente presente nesta discuss√£o.
    Apesar da discuss√£o ser focada na teoria do aquecimento global, acredito que n√£o deva ser desmistificada toda a luta de muitos ambientalistas s√©rios nas quest√Ķes que afeta a vida dos muitos tipos de sociedades humanas.
    Me preocupa caso n√£o citemos a import√Ęncia do nosso trato com o 1/3 de terra na Terra que cabe a humanidade sobreviver, ou seja a manuten√ß√£o da biodiversidade das florestas e da vida humana tradicional e seus conhecimentos mantidos pela manuten√ß√£o destes espa√ßos, outro ponto importante a citar, √© o nosso mal gerenciamento das interven√ß√Ķes na natureza, provocando muitas vezes a eros√£o dos rios e deslizamentos, para n√£o citar o valor, se preferir neste sentido $, da biodiversidade marinha e sua sustenta√ß√£o cfme a a√ß√£o do homem, por exemplo.

    • Obrigado pelo coment√°rio Marco!
      O foco do artigo está no aquecimento global, pois ele é a ponta desse iceberg que se desdobra no desenvolvimento sustentável panfletário e pobre de análise (para não dizer que atende a muitos que são financiados para repetir o status-quo vigente).
      Perceba que citei sim o 1/3 continental que vivemos, mas meu discurso de sobreviv√™ncia da humanidade √© bem mais √°cido, pois associa a minimiza√ß√£o do impacto ambiental (desmatamento, biodiversidade e comunidades tradicionais e ind√≠genas) com o maior problema que temos, isto √©, a distribui√ß√£o de oportunidades para que tanto a biodiversidade florestal viva confortavelmente quanto o homem urbano, e principalmente aquele que n√£o teve ainda nem chance de virar um chamado “classe m√©dia baixa”.
      Quanto ao gerenciamento das interven√ß√Ķes naturais, concordo totalmente com voc√™. Somos altamente incompetentes na preven√ß√£o de cat√°strofes. Quem sabe um dia aprenderemos com os japoneses.

  4. Então professor quer dizer que toda essa história de aquecimento global tem um grande fim lucrativo ? Ainda acho válida a propaganda contra o desmatamento e poluição com o intuito de proteger a precisosa fauna e flora do planeta Terra ! Gostei muito do artigo.

    • Obrigado Pedro!
      O problema do desmatamento é local e muito sério. Principalmente porque podemos por em extinção espécies que ainda nem conhecemos/catalogamos.

    • Ol√° Douglas!
      Como sei que manterá o texto original e dará os devidos créditos será um grande prazer ter um artigo postado no criterioso Geografia em Perspectiva!
      Abraço,

  5. Bom dia!
    Professor gosto muito dos seus comet√°rios, pois eles me esclarecem v√°rias d√ļvidas. Hoje gostaria de saber quais s√£o as tr√™s dimens√Ķes do globo terrstre. Se voc√™ puder me ajudar desde j√° agrade√ßo.

    • Daniela,
      Um globo em 3D vai mostrar as dimens√Ķes de altura, largura e profundidade. A diferen√ßa √© que os graus s√£o determinados pela latitude (0¬ļ a 90¬ļ norte/sul) e longitude (0¬ļ a 180¬ļ leste/oeste) da Terra.

  6. Nunca tinha pensado por esse lado professor. Agradeço por nos fazer enxergar outros lados da questão.
    Parabéns pelo texto bem escrito e todo fundamentado em especialistas no assunto

    • Por nada Gabriel. A ideia √© abrir cada vez mais as cabe√ßas, para que n√£o fiquem repetindo sem questionamentos muitas coisas que nos s√£o impostas como verdades absolutas, e que est√£o muito longe de serem at√© verdades.

  7. Gostei dos temas abordados. Mas assim como cientistas no passado cometeram erros quando alertaram sobre o aquecimento global, aquecimento esse provocado pela atua√ß√£o do homem, conforme explicitado pelos doutores, temo que esses mesmos doutores no futuro venham dizer que tamb√©m houve um equ√≠voco, e que o aquecimento global √© uma realidade. Eu n√£o sou pesquisador, nem doutor nas √°reas supracitadas; mas tenho acompanhado mudan√ßas significativas e degenerativas ao meio ambiente devido a atua√ß√£o do homem. As mudan√ßas clim√°ticas s√£o vis√≠veis, espero que n√£o seja uma propaganda em defesa dos pa√≠ses ricos que poluem o ar, a terra, as √°guas, os alimentos. Que o capital sempre soube sair dos problemas causado por ele isso eu n√£o tenho d√ļvidas…! O que eu gostaria de ver √© os capitalistas repararem os danos causado por eles ao meio ambiente… fica uma pergunta, ser√° que est√£o querendo criar um verniz filos√≥fico dizendo que o aquecimento global √© um mito? Bem, quando esse verniz filos√≥fico for retirado os senhores doutores e pesquisadores que dizem que o aquecimento global √© uma fal√°cia talvez n√£o estejam presentes para nos alertarem sobre o assunto. N√£o sou o salvador do mundo nem t√£o pouco o pilar que o sustenta; mas tenho feito a minha parte por trabalhar em parceria com a natureza…!

    • Nelson,
      Em boa parte do que escreveu concordo contigo, pois intr√≠nseco no capital e em seu movimento de ac√ļmulo existe uma perversidade muito grande. Como tudo que √© trocado por este capital vem do meio ambiente, as repara√ß√Ķes n√£o seguem a mesma velocidade do impacto (mesmo n√£o acreditando que esse impacto √© t√£o alarmante quanto os catastrofistas ambientais dizem).
      Quando resolvi escrever esse artigo, a ideia foi de conscientizar boa parte das pessoas sobre esse ambientalismo barato, panfletário e ortodoxo que vigora por aí, pautado em um catastrofismo de que o impacto antrópico é global e que o meio ambiente do planeta está em perigo (isso, para mim, é a maior falácia!). A resposta para esse alarme está pautada nos doutores e sérios renomados pesquisadores que citei no corpo de texto, porque essa é a corrente que vejo mais verdades e seriedade científica.
      Se cada um se conscientizar de sua parte, não é preciso esse alarmismo, pois os impactos sobre a natureza são locais, mas não são eles que vão extirpar a espécie homem do planeta. No problema da destruição ambiental, se ela se tornar desenfreada, o homem pode tornar sua estada aqui cada vez mais desconfortável.
      Escrevi um outro artigo sobre as confer√™ncias ambientais internacionais e o convido para l√™-lo —-> http://marcosbau.com.br/geogeral/historico-e-mitos-das-conferencias-ambientais-mundiais/
      Finalizo agradecendo a contribuição para esse espaço de leitura e discussão e o convido a voltar sempre que quiser!

    • Total proced√™ncia Arthur. O maior problema est√° no conceito geol√≥gico de rio, pois, para os ge√≥logos, seria mais aplic√°vel falar em um fluxo de √°gua em rochas porosas medido em cm/ano.

      Veja o que dizem os ge√≥logos na carta aberta situada no link que me mandou: “Uma explica√ß√£o aceita pela ci√™ncia geol√≥gica brasileira √© de que o ‚ÄúRio Hamza‚ÄĚ, ‚Äúdescoberto‚ÄĚ pelos geof√≠sicos do Observat√≥rio Nacional, n√£o √© um rio, mas um poss√≠vel fluxo muito lento no interior de um aqu√≠fero formado por rochas sedimentares porosas e perme√°veis.”

      Obrigado pela colabora√ß√£o, pois s√£o essas inser√ß√Ķes dos leitores que nos fazem corrigir e melhorar o texto.

  8. Bau, voc√™ √© o cara mesmo… sempre soubemos disso!!
    Prazer enorme ser ex-aluno seu. Hoje, minha monografia est√° tendo uma repercu√ß√£o que eu n√£o esperava ter quando a fiz… muito disso devo a voc√™, voc√™ sabe n√©? Obrigado tamb√©m pelo acolhimento quando precisei!!!
    Abra√ßos, saudades…

    • Obrigado pelas palavras Suirdan! Fico feliz com o sucesso da sua monografia, o m√©rito √© todo seu, pois meu intuito como professor sempre foi ajudar.
      Quanto à permacultura que me pediu para escrever sobre, breve, pois hoje não tenho estudo aprofundado desse assunto.
      Abraço,

  9. Ol√° Bau, muito obrigado por este texto detalhado sobre um assunto t√£o importante. Por√©m tem um dado que me causa d√ļvida, talvez voc√™ possa esclarecer. 97% das emiss√Ķes de CO2 v√™m oceano, por√©m nos √© ensinado que o pr√≥pio oceano √© respons√°vel por fixar este CO2, inclusive transformando CO2 em O2 em maior propor√ß√£o do que O2 em CO2, isso porque as algas s√£o as grandes respons√°veis por liberar O2 para atmosfera. Se esta l√≥gica est√° correta, ent√£o os oceanos n√£o absorvem mais CO2 do que liberam?

  10. Excelente, professor! Um artigo sucinto e prazeroso de ler. √Č sempre bom ter uma outra vis√£o sobre um assunto t√£o pol√™mico como esse, ajuda a criar um senso cr√≠tico acerca do mundo e de seus t√≥picos principais… Beijos!

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