Estrutura Geológica do Brasil

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A crosta terrestre √© tamb√©m chamada litosfera (profundidade de 70km nas partes mais espessas e 5 km nas menos espessas). Corresponde √† camada mais r√≠gida da Terra, sustentada por uma grande variedade de tipos de rochas de diferentes forma√ß√Ķes e idades. Para o homem, essa camada √© extremamente importante, pois al√©m de funcionar como piso do estrato geogr√°fico √© nela que se encontram os recursos minerais, grande parte dos recursos energ√©ticos e os nutrientes minerais necess√°rios para desencadear o ciclo de vida dos vegetais e, consequentemente, dos animais.


Este artigo atende aos fins de leitura e pesquisa e pertence ao blog GeoBau (http://www.marcosbau.com.br). Proibida a reprodu√ß√£o pelo Art. 184 do C√≥digo Penal e Lei 9.610/98 de Direitos Autorais. PL√ĀGIO √Č CRIME. DENUNCIE.¬†

Estrutura Geológica ou Macroformas Estruturais

√Č o conjunto de diferentes rochas de um lugar e se divide em tr√™s tipos b√°sicos:

  • Escudos Cristalinos ou N√ļcleos Crat√īnicos

S√£o rochas magm√°ticas muito antigas, das eras Pr√©-Cambriana e Paleoz√≥ica (entre 900 milh√Ķes e 4,5 bilh√Ķes de anos – veja tabela geol√≥gica na figura que segue). Sofreram forte processo erosivo, apresentando-se desgastadas e com baixas altitudes (tamb√©m s√£o os mais est√°veis do ponto de vista tect√īnico). Ex: Escudos das Guianas, Brasileiro, Canadense, Siberiano e o Guineriano.

  • Bacias Sedimentares

Com o passar das eras, os escudos cristalinos foram atacados por processos erosivos e, sendo assim, sedimentos foram transportados e acumulados em depress√Ķes existentes nas superf√≠cies dos escudos (bacias). Temos bacias origin√°rias das eras Paleoz√≥ica, Mezoz√≥ica e Cenoz√≥ica (situe tais eras na figura que segue).

Escala geológica do tempo. Clique na imagem para uma melhor visualização em outra aba/janela.

As bacias sedimentares recobrem parcialmente as √°reas crat√īnicas ou de plataformas, ocupando 75% da superf√≠cie emersa da Terra, embora em volume as rochas sedimentares sejam bem menos representativas do que as √≠gneas e metam√≥rficas.

Representação do cráton, escudo e plataforma coberta em recorte no território brasileiro. Fonte: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. São Paulo: Moderna, 2004, p. 331.

  • Faixas Orog√™nicas ou Dobramentos (veja figura que segue)

A crosta terrestre sofreu, ao longo da hist√≥ria da Terra, movimentos produzidos por for√ßas internas (chamados orogen√©ticos), que deram origem a cadeias de montanhas. S√£o √°reas de complexidade rochosa e estrutural, geradas pelos dobramentos acompanhados de intrus√Ķes, vulcanismo, abalos s√≠smicos e falhamentos. Correspondem aos terrenos mais inst√°veis, nos quais prevalece forte atividade tect√īnica. As cadeias orog√™nicas encontram-se preferencialmente nas bordas dos continentes, nos limites com os oceanos Pac√≠fico e √ćndico e no mar Mediterr√Ęneo.

Fonte da figura: TERRA, Lygia; COELHO, Marcos Amorim. Geografia geral: o espaço natural e socioeconomico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 176.

Os dobramentos s√£o divididos em antigos e recentes. Os primeiros datam do Pr√©-Cambriano no chamado ciclo brasiliano (entre 610 e 650 milh√Ķes de anos atr√°s) que formou a maior parte dos planaltos brasileiros, como as serras do Mar e Mantiqueira e planaltos residuais amaz√īnicos e das Guianas. O segundo tipo citado (recentes) se formou na na Era Terci√°ria e deram origem √†s mais altas cadeias de montanhas da terra ‚Äď Himalaia, Alpes, Pireneus, Andes e Rochosas.

Processos Endógenos Ativos

Os fen√īmenos provocados pela for√ßa end√≥gena ativa s√£o extremamente interdependentes, e quando ocorre a manifesta√ß√£o de um deles todos os demais est√£o ocorrendo tamb√©m. Ex: O processo de orogenia andina iniciou-se no Mesosoico e prolongou-se at√© o Cenozoico; durante este √ļltimo ocorreu a epirogenia do continente sul-americano. Acompanhando esses movimentos ocorreram, por exemplo, falhamentos como os que geraram a escarpa da serra do Mar, a serra da Mantiqueira, o Graben (parte mais baixa – veja as duas figuras que seguem) do m√©dio vale do Para√≠ba, no Sudeste do Brasil, e o vulcanismo e as intrus√Ķes no litoral do Pac√≠fico (regi√£o do cintur√£o do fogo).

serra do mar com cuesta

Foto de sat√©lite mostrando a escarpa da Serra do Mar (voltada para a baixada litor√Ęnea) que certifica o falhamento atrav√©s de movimento epirogen√©tico. Fonte da figura: Turmalina, USP.

Observe que antes dos movimentos epirogen√©ticos acontecidos nas serras do Mar e Mantiqueira aconteceram movimentos orogen√©ticos h√° aproximadamente 550 milh√Ķes de anos antes da epirog√™nese. Portanto nesse caso tanto a orog√™nese pr√©-cambriana (antiga) quanto a epirog√™nese mais recente (desde o cret√°ceo da era mesozoica h√° 70 milh√Ķes de anos at√© o terci√°rio e quatern√°rio da era cenozoica) contribu√≠ram para a forma√ß√£o dos dois planaltos citados.

Dos movimentos que deslocam e deformam as rochas, denominados de tectonismo. Al√©m dos orogen√©ticos, j√° citados, que resultam na forma√ß√£o de montanhas, temos os movimentos epirogen√©ticos que ocorrem em √°reas geologicamente mais est√°veis e significam o soerguimento ou rebaixamento da crosta criando falhas (veja figura que segue) e provocando o fen√īmeno das transgress√Ķes e regress√Ķes marinhas.

Foto da falha de SanAndreas na Califórnia, EUA. Fonte das figuras: TERRA, Lygia; COELHO, Marcos Amorim. Geografia geral: o espaço natural e socioeconomico. São Paulo: Moderna, 2005, p. 175.

8 segundos de um Plano de falha tect√īnica em movimento.

Os processos de gera√ß√£o das cadeias orog√™nicas sempre ocorrem na superf√≠cie terrestre, √† semelhan√ßa do que acontece com a forma√ß√£o de bacias sedimentares. As sucessivas movimenta√ß√Ķes das placas tect√īnicas, ciclos erosivos pelos quais a crosta terrestre passou ao longo de sua hist√≥ria, fizeram surgir e desaparecer bacias sedimentares e cadeias montanhosas e at√© mesmo mudar a configura√ß√£o geogr√°fica dos continentes e oceanos. No Brasil, h√° registros da exist√™ncia de antigas bacias sedimentares pr√©-cambrianas, que encobriam parcialmente as √°reas crat√īnicas, e de cadeias orog√™nicas antigas (Pr√©-Cambriano), como o cintur√£o orog√™nico do Atl√Ęntico – Planalto Atl√Ęntico), englobando a serra do Espinha√ßo, em Minas Gerais; o cintur√£o orog√™nico de Bras√≠lia (Goi√°s-Minas) e o cintur√£o orog√™nico Paraguai-Araguaia (Mato Grosso-Goi√°s). Nesses cintur√Ķes orog√™nicos, o relevo brasileiro √© serrano, de grande complexidade litol√≥gica e estrutural.

Al√©m da orog√™nese e epirog√™nese, o vulcanismo tamb√©m √© um movimento interno acontece nos limites das placas tect√īnicas (80% dos vulc√Ķes est√£o situados no c√≠rculo do fogo do Pac√≠fico que vai desde a Cordilheira dos Andes at√© as Filipinas, passando pelas costas ocidentais da Am√©rica do Norte e Jap√£o), assim como os abalos s√≠smicos (terremotos e maremotos ou tsunamis) que tamb√©m acontecem no encontro das placas e em limites de placas denominados transformantes, conservativos ou tangenciais.

Atividade Vulc√Ęnica no Brasil

O Brasil n√£o possui nenhum vulc√£o hoje. Mas isso n√£o quer dizer que nunca tivemos nossas montanhas de fogo. Nosso vulc√£o mais antigo j√° descoberto soltava lava na Amaz√īnia h√° 1,9 bilh√£o de anos (onde hoje √© a Serra do Cachimbo no sudoeste do Estado do Par√°, entre os rios Tapaj√≥s e Jamanxim). Os vest√≠gios da atividade vulc√Ęnica na Amaz√īnia (hoje cobertos por sedimentos posteriores) deixaram vest√≠gios at√© a serra de Roraima. Bem depois disso, cerca de 150 milh√Ķes de anos atr√°s (per√≠odo Jur√°ssico da era Mesozoica), havia na Am√©rica do Sul uma grande fissura que atingia livremente a superf√≠cie da crosta e ia do estado de Mato Grosso at√© a Argentina na regi√£o em que atualmente corre o rio Paran√° (a atual bacia do Paran√° teve 1 milh√£o de km¬≤ cobertos por rochas efusivas bas√°lticas).

Rochas efusivas basálticas em Torres/RS (tais falésias basálticas são muito presentes na costa do Rio Grande Do Sul), onde a espessura pode chegar a mais de 1.000 metros devido aos sucessivos derrames mesozoicos de lava. Fonte da foto: Baixaqui.

Da enorme rachadura que hoje √© o Rio Paran√°, escorreu uma quantidade de lava que se acumulou da cidade de Santos (SP) em dire√ß√£o sul at√© a Argentina, e a oeste at√© a cordilheira dos Andes, na maior atividade vulc√Ęnica do planeta na √©poca. Outro exemplo curioso √© o da cidade de Po√ßos de Caldas (MG), que est√° situada na cratera de um vulc√£o extinto de 30km de di√Ęmetro. A atividade vulc√Ęnica mais ativa no Brasil da era Mesozoica aconteceu em¬†Po√ßos de Caldas e Arax√° (MG), Jacupiranga, Ipanema e S√£o Sebasti√£o (SP), Mendanha, Tingu√°, Itatiaia e Cabo Frio (RJ), Ipor√° (GO) e Lajes (SC).¬†A desagrega√ß√£o pelo intemperismo da rocha bas√°ltica resultante desse derramamento de lava formou o solo composto de terra roxa, o mais f√©rtil do Brasil.

Portanto, entende-se que a atividade vulc√Ęnica no Brasil teve origem diferente da atividade vulc√Ęnica atual, pois a quantidade gigantesca de magma gerou basaltos muito homog√™neos ¬†sem forma√ß√£o de material pirocl√°stico a partir de fendas de grande profundidade (ge√≥clases), de forma que a zona magm√°tica profunda (composta de sil√≠cio e magn√©sio – sima) se comunica com o exterior (similar ao que acontece no Hava√≠: arquip√©lago situado no centro de uma placa, com grande atividade vulc√Ęnica por fendas na crosta em contato com o magma). Como consequ√™ncia da abertura direta, a press√£o do magma √© aliviada diminuindo a viscosidade, a velocidade¬†de escorrimento¬†e a viol√™ncia da erup√ß√£o. A erup√ß√£o em diversos lugares foi devido √†s for√ßas de tens√£o que continuaram a agir causando outras fendas e renovando o processo de derramamento e solidifica√ß√£o magm√°tica formando espessuras consider√°veis.

Foto de sat√©lite do Morro de S√£o Jo√£o: de forma√ß√£o rochosa originada de atividade magm√°tica e similar a uma cratera vulc√Ęnica (formada pela chamada eros√£o diferencial) pr√≥xima a Rio das Ostras (balne√°rio a 170 km do Rio de Janeiro) no Estado do RJ. Significa que houve vulc√£o na regi√£o, mas o mesmo foi eliminado. O derramamento de magma que explica a forma√ß√£o rochosa das atuais regi√Ķes Sul e Sudeste do Brasil (exemplo da foto) foi abordado no par√°grafo anterior. Fonte da figura: http://zeca.astronomos.com.br/sci/crateras.htm Fonte do texto: http://wikimapia.org/1838513/pt/Forma√ß√£o-Vulc√Ęnica-ou-Morro-S√£o-Jo√£o-729m

A atividade vulc√Ęnica mais moderna (datada do per√≠odo Terci√°rio da Era Cenozoica) acontecida entre 35 milh√Ķes de anos at√© 1,7 milh√Ķes de anos explica, por exemplo, as forma√ß√Ķes vulc√Ęnicas das ilhas de Fernando de Noronha e S√£o Pedro e S√£o Paulo pertencentes ao Estado de Pernambuco (11,8 milh√Ķes de anos at√© 1,7 milh√Ķes de anos), Trindade e Martim Vaz no Esp√≠rito Santo (3,3 milh√Ķes de anos at√© 1,5 milh√Ķes de anos) e Abrolhos no Estado da Bahia (35 milh√Ķes de anos atr√°s).

Abrolhos. Rocha bas√°ltica-alcalina que sofreu eros√£o diferencial. As partes externas do aparelho vulc√Ęnico foram destru√≠das pela eros√£o.

Morfologia do arquipélago de São Pedro e São Paulo. Derramamento magmático por fendas/fissuras na crosta e posterior formação basáltica no final do Plioceno dentro do período terciário da era Cenozoica. Fonte da Figura: Wikimédia Commons.

A Estrutura Geológica Brasileira

A estrutura geol√≥gica das terras emersas brasileiras √© constitu√≠da por bacias sedimentares (64%) e escudos cristalinos ou cr√°tons (36%), tectonicamente est√°veis. Por se encontrar no meio da placa tect√īnica Sul-americana, o Brasil n√£o possui dobramentos modernos. Os escudos cristalinos formaram-se na era Pr√©-Cambriana (Arqueozoico-Proterozoico); s√£o, portanto, antigos e apresentam altitudes modestas. Embora as rochas que constituem os escudos ou cintur√Ķes orog√™nicos sejam muito antigas (datadas do Pr√©-Cambriano entre 2 e 4,5 bilh√Ķes de anos), suas bacias sedimentares s√£o o resultado de deposi√ß√£o mais recente (era Mesozoica h√° 81 milh√Ķes de anos), com exce√ß√£o da Amaz√īnica sedimentada no Terci√°rio e do Pantanal no quatern√°rio. Na era Cenozoica (per√≠odo Terci√°rio, 8,5 milh√Ķes de anos) pela a√ß√£o da epirog√™nese – movimenta√ß√£o tect√īnica com lento soerguimento e rebaixamento de grandes √°reas da crosta -, o continente sul-americano sofreu soerguimentos desiguais em seu territ√≥rio permitindo que as bacias sedimentares brasileiras ficassem em n√≠veis altim√©tricos elevados. Seu modelado de formas arredondadas (serras do Mar e da Mantiqueira) resulta do intemperismo e da eros√£o que se sucederam por diferentes tipos de climas em per√≠odos da hist√≥ria geol√≥gica da terra. Para situar as eras citadas nesse par√°grafo volte √†¬†figura anterior de escala geol√≥gica de tempo, 1¬™ figura desse post.

Prov√≠ncias Estruturais Brasileiras (clique na imagem para melhor visualiza√ß√£o em outra janela/aba). No interior dos escudos cristalinos brasileiros √© poss√≠vel distinguir n√ļcleos estruturados no Arqueoz√≥ico, que n√£o sofreram tectonismo orog√™nico desde o final dessa era, h√° cerca de 2,5 bilh√Ķes de anos. Os n√ļcleos arqueozoicos, dominados por massas rochosas mais antigas, s√£o chamados √°reas crat√īnicas ou simplesmente cr√°tons (estruturas geol√≥gicas bastante antigas, datadas da era/√©on Pr√©-Cambriana, formadas por rochas magm√°ticas e metam√≥rficas). No embasamento cristalino brasileiro, as prov√≠ncias estruturais Guiana Meridional, Xingu e S√£o Francisco s√£o identificadas como cr√°tons. Fonte: TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMAR√ÉES, Raul Borges. Conex√Ķes: estudos de geografia do Brasil. S√£o Paulo: Moderna, 2009, p. 150, 151.

As principais províncias de minerais metálicos no Brasil (Quadrilátero Ferrífero, Carajás, Vale do Trombetas e Maciço do Urucum Рveja post aqui) formaram-se nos crátons da era Pré-Cambriana e sua maior parte no período proterozoico que ocupa 4% do território (32% data do período arqueozoico). Mais de 90% das reservas petrolíferas datam das eras mesozoica e cenozoica e o carvão mineral da era paleozoica (período carbonífero).

As linhas em preto no mapa significam falhas que s√£o suscet√≠veis a tremores de terra devido √† diferen√ßas de densidade entre rochas que fazem parte da mesma placa tect√īnica. No Brasil, apesar do territ√≥rio estar na parte centro-oriental da placa tect√īnica Sul-Americana e n√£o estar sujeito a grandes terremotos, os tremores de terra de pequena magnitude (entre 3 e 5 graus na escala Richter) acontecem exatamente nessas falhas geol√≥gicas. Clique e veja reportagens de tremores acontecidos no Brasil em janeiro e outubro de 2010 (fonte das reportagens: portal G1).

A figura que segue auxilia na demonstra√ß√£o da converg√™ncia da Placa de Nazca com a Placa Sul-Americana (forma√ß√£o da Cordilheira dos Andes) e diverg√™ncia entre as Placas Americana e Africana (explica√ß√£o da separa√ß√£o de placas na deriva continental). O Brasil est√° situado na chave que indica a margem passiva, corroborando o que foi dito no par√°grafo anterior quanto ao Brasil possuir certa estabilidade tect√īnica por estar na parte centro-oriental da Placa Sul-Americana.

Fonte: TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMAR√ÉES, Raul Borges. Conex√Ķes: estudos de geografia do Brasil. S√£o Paulo: Moderna, 2009, p. 150.

Referências

ADAS, Melhem. Panorama geogr√°fico do Brasil. S√£o Paulo: Moderna, 2004.

LEINZ, Victor; AMARAL, Sérgio Estanislau do. Geologia Geral. 11.ed. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1989.

ROSS, Jurandir Luciano Sanches. Fundamentos da geografia da natureza. In: ROSS, Jurandir Luciano Sanches (org).  Geografia do Brasil. 5.ed. São Paulo: Edusp, 2005.

TERRA, Lygia; COELHO, Marcos Amorim. Geografia geral: o espaço natural e socioeconomico. São Paulo: Moderna, 2005.

TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMAR√ÉES, Raul Borges. Conex√Ķes: estudos de geografia do Brasil. S√£o Paulo: Moderna, 2009.


107 thoughts on “Estrutura Geol√≥gica do Brasil

  1. S√≥ vim comentar para agradecer e parabenizar. Muito bom o seu site tirou muitas d√ļvidas minhas sobre uma quest√£o do vestibular da UEPG.

  2. Boa Tarde professor Marcos,

    Muito bom seu site, parab√©ns. Fa√ßo apenas a observa√ß√£o que as bacias Amaz√īnica , do Parna√≠ba e do Paran√°, foram formadas na Era Paleozoica (Cilco Brasiliano) e n√£o no Mesozoico e Cenozoico. Essa informa√ß√£o est√° dispon√≠vel em relat√≥rios do DNPM. Outra observa√ß√£o, as √°reas crat√īnicas no Brasil foram formadas no Eon Arqueano e Proterozoico e n√£o no Paleozoico.

    Um abraço,

    Leonardo.

    • Leonardo,
      Obrigado pelo coment√°rio e colabora√ß√£o na observa√ß√£o. S√£o essas discuss√Ķes que fazem o crescimento da ci√™ncia!
      Quanto √†s √°reas crat√īnicas, voc√™ tem raz√£o (j√° est√° corrigido!), mas quanto √†s bacias sedimentares veja abaixo o que diz o prof. Jurandyr Ross.
      Abraço e escreva sempre que achar necessário,
      Marcos.

      “O territ√≥rio brasileiro √© formado por estruturas geol√≥gicas antigas. Com exce√ß√£o das bacias de sedimenta√ß√£o recente, como a do Pantanal mato-grossense, parte ocidental da bacia amaz√īnica e trechos do litoral nordeste e sul, que s√£o do terci√°rio e do quatern√°rio (Cenozoico), o restante das √°reas tem idades geol√≥gicas que v√£o do Paleozoico ao Mesozoico, para as grandes bacias sedimentares…” (ROSS, 2005, p. 45).
      As bacias Amaz√īnica, do Parna√≠ba ou Maranh√£o e do Paran√° formaram-se ao longo do Fanerozoico, ou seja, nos √ļltimos 600 milh√Ķes de anos. Os sedimentos cenozoicos do terci√°rio s√£o encontrados na parte ocidental da bacia amaz√īnica e no litoral do Nordeste, j√° os sedimentos do quatern√°rio s√£o mais extensivos no Pantanal de Mato Grosso, no litoral do Rio Grande do Sul, na ilha do Bananal no rio Araguaia e nas plan√≠cies que margeiam o rio Amazonas e os baixos cursos de seus afluentes. No Mesozoico (per√≠odo cret√°ceo) ocorreu a √ļltima fase de deposi√ß√£o extensiva das bacias sedimentares do Brasil, com exce√ß√£o da amaz√īnica (ROSS, 2005, p. 50, 51).

      Referência:
      ROSS, Jurandir luciano Sanches. Os fundamentos da geografia da natureza. In: ROSS, Jurandir luciano Sanches (org.). Geografia do Brasil. 5.ed. S√£o Paulo: EDUSP, 2005.

  3. Ol√° Professor Marcos!

    Parab√©ns pelo seu blog. √Č um dos melhores que eu j√° visitei!
    Sou professora de Geografia também, formada recentemente. Amo Geografia e pretendo fazer mestrado na área de Geomofologia. O senhor me sugere alguns textos que seriam interessantes para o meu conhecimento nessa área??? Desde já agradeço!

    • Ol√° Josiele! Muito obrigado pelo elogio ao blog. Partindo de uma colega de trabalho, s√≥ nos d√° mais credibilidade.
      Quanto aos autores, os meus de cabeceira continuam sendo Victor Leinz e S√©rgio Estanislau do Amaral, Aziz Ab¬īs√°ber, Jurandyr Ross e Margarida Penteado.
      Atualmente li dois livros organizados pelo prof. Antonio Jos√© Teixeira Guerra e gostei muito (s√£o eles: ‘geomorfologia urbana’ e ‘eros√£o e conserva√ß√£o dos solos’).
      Acho que com isso você tem um bom começo.
      Qualquer coisa é só escrever. Até a próxima!

  4. ola professor tenho muitas duvidas em rela√ßao as estruturas geologica da terra tem como vc me ajudar por favor tenho que fazer um trabalho sobre isso nao consigo entender nada…

  5. Obrigada Professor Marcos!

    Ab¬īSaber, Ant√īnio Teixeira Guerra e Jurandyr Ross s√£o meus preferidos. Usei muito esses autores em minha monografia. Mas n√£o sabia do Victor Leinz e S√©rgio Estanislau. Vou pesquisar!!! Sobre os livros, ent√£o acho que j√° estou com um bom come√ßo professor!!! Gostei muito desses dois livros, s√£o √≥timos. Sou apaixonada por essa √°rea! Qualquer dica de livro que o senhor lembrar, lembra de mim t√° bom. Meu e-mail √© xxxxxxxxx*.
    Desde já agradeço!!!
    Abraços

    *(o email n√£o foi divulgado por quest√Ķes de privacidade)

  6. Boa Tarde1 Sou moradora do Sul de Minas e tenho com as chuvas intensas observado fenomenos estranhos que só um geologo poderia me esclarecer. Se houver interesse, favor responder este mail. Grata, karina Bertoncini

    • Ol√° Karina!
      N√£o sou ge√≥logo e sim ge√≥grafo, mas se voc√™ me informar posso pesquisar sobre os fen√īmenos estranhos que tem observado no Sul de Minas.

  7. Gostaria de saber se as regi√Ķes sul/sudeste de Minas Gerais s√£o sujeitas a acomoda√ß√£o de rochas e/ou terremotos a m√©dio prazo.

    • Existem falhas perto dessa regi√£o Gerolivia, mas a ci√™ncia n√£o tem a capacidade de prever quando (se curto, m√©dio ou longo prazo) podem acontecer os abalos.

  8. Grande Marcos, muito legal essa publicação, pois me decorrência dos tremores que acontecem nesse momento em Montes Claros, deu curiosidade de ler sobre o assunto. E aqui foi onde encontrei tudo mais claro e objetivo.

    Grande abraço!

    Atenciosamente;
    Hélio S Silva

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