Histórico (e o que está por trás) das Conferências Ambientais Mundiais


Por Marcos Bau Brandão

As respostas para o que está por trás das conferências citadas foram pautadas em diversas fontes citadas no transcorrer do texto, mas as principais abordagens seguem as pesquisas do professor e pesquisador Luis Carlos Baldicero Molion, físico, prof. da UFAL, Doutor em meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas que estuda essa temática há mais de 40 anos.

As discussões climáticas internacionais começaram quando, em 1957, o comércio mundial de produtos industrializados superou, pela primeira vez, o de produtos primários e alimentos. Entre 1953 e 1963, a participação dos países subdesenvolvidos na produção industrial mundial subiu de 6,5 % para 9 %, uma alta de quase 50 %, com tendência ascendente. Foi nesse contexto que certos setores do Establishment anglo-americano, que desde o início do século XX promoviam iniciativas que visavam o controle social, como a eugenia (“melhoramento racial”) e o controle demográfico, colocaram em marcha o movimento ambientalista, com a criação de grandes ONGs internacionais como a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF) e a Fundação Conservação (Conservation Foundation). As “sementes” da vasta rede de organizações que integram hoje o aparato “verde”. Já em 1963, a Fundação Conservação patrocinou uma conferência sobre as “Implicações do crescente conteúdo de dióxido de carbono da atmosfera”, a qual foi presidida por Charles David Keeling (primeiro cientista a medir a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera). O relatório da conferência alertava que a duplicação do CO2 prevista para o século XXI poderia provocar uma elevação de até 4ºC nas temperaturas (coisa que nem de perto aconteceu!), o que provocaria o derretimento de geleiras, elevação do nível do mar, inundação de áreas costeiras e outros problemas cuja descrição se tornaria lugar comum nos prognósticos catastrofistas sobre o assunto (fonte deste parágrafo: MOURA, Rui. A farsa do aquecimento global. Capax Dei, Rio de Janeiro, 2009, In:  Mitos-Climáticos).

Em 1968 foi a vez do Clube de Roma* que reuniu cientistas para discutir assuntos relacionados com política, economia internacional e meio ambiente, mas o ideario ambiental pautado na diplomacia foi inaugurado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo (1972) que invocou a publicação malthusiana do Clube de Roma e se preocupou muito em reforçar o financiamento de programas de controle da natalidade em prol de um desenvolvimento ambiental sustentável abrindo o caminho para a implementação da série de tratados internacionais que assinalaria o impulso ambientalista.

*O Clube de Roma ao reunir cientistas, economistas e altos funcionários governamentais fez surgir o conceito de desenvolvimento sustentável. O Clube através de análise de dados matemáticos chegou à conclusão malthusiana que mesmo com o avanço tecnológico aumentaria a poluição e o meio ambiente do Planeta Terra não teria recursos naturais e energéticos para atender ao crescimento da população (teoria malthusiana que se apoiava na base do crescimento da população em progressão geométrica e dos recursos de subsistência em progressão aritmética).

O Ministro Costa Cavalcanti chefia a delegação do Brasil na Conferência de Estocolmo (1972).

Depois de Estocolmo aconteceram uma série de eventos diplomáticos patrocinados pela ONU para discutir a temática ambiental. Em 1973 e 1974, conferência sobre a prevenção da poluição do mar por fontes terrestres, em 1975 sobre recursos hídricos, em 1976 sobre estabelecimentos humanos, em 1977 sobre desertificação, em 1979 sobre poluição transfronteiriça, em 1981 sobre fontes renováveis de energia e em 1982 sobre o direito do mar (MAGNOLI, Demétrio. O mundo contemporâneo. 2.ed. São Paulo, Atual, 2008, p. 202).

Em 1987 foi elaborado por um pequeno número de Estados o Protocolo de Montreal que depois recebeu a adesão de mais de 150 Estados. Estes ficaram obrigados a eliminar quinze tipos de clorofluorcarbonos CFCs devido ao entendimento que esse tipo de gás diminui a Camada de Ozônio aumentando o chamado efeito estufa. Quem não assinasse o protocolo poderia sofrer várias sanções econômicas, como as atuais impostas a países como Síria, Irã, Iraque e Coreia do Norte. No nosso caso, uma das maiores autoridades no assunto, o prof. Dr. Luis Carlos Molion (2002) afirma que “O Brasil foi forçado a assinar o Protocolo de Montreal, que bania os  clorofluorcarbonos – CFCs. Era uma das exigências do FMI para renegociar a dívida externa e receber mais empréstimos”. Assim, os países desenvolvidos identificaram as vantagens econômicas associadas à substituição dos CFCs em escala mundial (ex: eletrodomésticos como geladeiras e ar condicionados tiveram que ser trocados, pois não funcionavam com o gás antigo) por um gás bem mais caro, o hidroclorofluorcarbono – HCFC (CFC custava US$ 1,38 o quilo e o HCFC US$ 38,00 o quilo – Detalhe é que quem detém a patente do HCFC são empresas hegemônicas de alguns países desenvolvidos). A população pensando em ser “ambientalmente sustentável” troca sua geladeira e seu ar condicionado que ainda durariam um bom tempo e joga-os fora contribuindo com o processo capitalista do consumo que continua a ter o comando neocolonialista do Establishment anglo-americano citado em parágrafo anterior (como o HCFC  ainda tem o poder destrutivo 50% menor que o CFC, fala-se na descoberta de um novo gás que custará US$ 128,00 o quilo, mas esse gás, os “cientistas ambientalistas” dizem ser definitivo – como o era o HCFC). A verdade científica é que não foi comprovado se esses gases afetam a camada de ozônio, ainda mais a ponto de causar um aumento de temperatura global e derreter as calotas polares, fazer subir o nível dos mares ou causar outras catástrofes anunciadas, que por esses motivos nunca aconteceram. Em tempo, desde 1960, o cientista Gordon Dobson, utilizando dados coletados na Antártica durante o Ano Geofísico Internacional (1957-58) escreveu em seu livro que a anomalia (atualmente apelidada de “buraco”) na camada de ozônio sobre a Antártica era natural (DOBSON, 1960 apud MOLION, 2002)*. Enfim, “já começaram a dizer que os substitutos dos CFC, os HFC, também destroem o O3 e que serão necessários novos gases, os substitutos dos substitutos. Isso porque os HFC têm suas patentes vencendo nos próximos 5 anos e, é claro, os países industrializados não podem viver sem explorar os outros, já que eles não possuem nem recursos energéticos nem naturais . Vamos aguardar para ver a nova falcatrua que deverá surgir em breve. O ozônio voltará aos níveis máximos entre 2050 e 2060, quando ocorrer o novo máximo solar. E aí a “recuperação” da camada de ozônio será mérito dos substitutos dos substitutos, mas a desigualdade social será maior num mundo com uma camada de ozônio restabelecida” (Molion em entrevista a Fendel Tecnologia).

*Em 1960, o cientista britânico Sir Gordon Dobson escreveu em seu livro que o “buraco” na camada de ozônio (O3) sobre a Antártica era natural. Dobson não usou a expressão “buraco” e sim “anomalia”. Quem usou o termo pela primeira vez foi Richard Penndorf, dos Laboratórios de Pesquisas da Força Aérea em Cambridge, EEUU, em 1950, quando analisou o período 1926-1942 de dados da estação de Tromsö, Noruega. Ele notou registros de concentrações de O3 de valores tão baixos quanto 50 Unidades Dobson (UD) e uma grande variabilidade diária, com um fator quase dez (1000%) entre o máximo e o mínimo registrados naquele período. A expressão, porém, só ficou famosa após 1985, quando o cientista britânico J.B. Farman, e seus colegas do British Antarctic Survey, publicaram um trabalho sobre as anomalias do O3 na primavera austral. O buraco é causado pelas condições climáticas especiais da Antártica, fato já conhecido por Dobson em 1958, e pela presença, na estratosfera antártica, de aerossóis vulcânicos, contendo cloro, fluor e bromo, liberados pelos 12 vulcões ativos que existem naquele continente. Só o Monte Erebus, em atividade há mais de 100 anos e com três crateras a uma altitude de 4 mil metros , praticamente na entrada da estratosfera, emite,em média, por ano, 60 vezes mais cloro que a emissão dos CFC. Durante o inverno, com a noite polar, a produção fotoquímica de O3 é interrompida, pois esta precisa da radiação ultravioleta (UV) do Sol para se realizar. Intensifica-se, também, vórtice circumpolar, que são ventos superiores a 150 quilômetros horários que circundam o continente antártico, da superficie até a estratosfera, e isolam sua atmosfera do resto do Planeta, reduzindo as trocas gasosas, em particular a entrada de ozônio, uma vez que a maior parte do O3 existente na estratosfera polar é produzida na região tropical e transportada para lá pelos ventos. Simultaneamente, o resfriamento, causado pelas perdas de radiação térmica para o espaço exterior, gera temperaturas estratosféricas inferiores a 80oC negativos e a presença de núvens polares, compostas de cristais de gelo, ácidos nítrico e sulfúrico, criam as condições para que o elemento químico cloro comece a destruir o ozônio cataliticamente. Todos esses fatores levam à diminuição de sua concentração e ao aparecimento do buraco ou anomalia. A situação só se reverte, ou seja, o buraco se fecha, em meados de outubro, com a ruptura do vórtice circumpolar, que permite que ar tropical, rico em O3, entre na atmosfera antártica, e com o ressurgimento do Sol (UV), terminando a noite polar e recomeçando as reações fotoquímicas (Molion em entrevista a Fendel Tecnologia).

Ainda sobre a Camada de Ozônio situada na Estratosfera, em 2012, Molion escreveu que “A trama do Aquecimento Global Antropogênico não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980. Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3. Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos. Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas. O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada. Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3receberam o Nobel de Química. Porém, em 2007 cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio. O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore. Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global” (Folha de S. Paulo, 31/07/2012).

O Dr. em climatologia pela USP Ricardo Felício vai mais longe quando afirma que “Não existe esta coisa de “camada de ozônio”, que já parece uma entidade religiosa. Ozônio é um gás de formação transitória, proveniente do segundo maior constituinte atmosférico, o gás oxigênio (chamado molecular) que só se forma com energia. Assim, necessita-se da energia do Sol, em seus raios ultravioleta da banda C, para que as nuvens ozônicas se formem na baixa e média estratosfera (terceira camada atmosférica de baixo para cima). As nuvens ozônicas surgem e desaparecem, mas em quantidades espetacularmente grandes. Essas variações foram descritas por Gordon Dobson (cientista britânico) e outros cientistas já de longa data, e nada tinham a ver com a hipótese fraudulenta da presença de cloro derivado de CFCs na estratosfera. Aliás, de fato, nunca se provou essa hipótese, nem mesmo em laboratório. Também omitiram durante o período de assinatura do outro protocolo, o de Montreal, que as fontes de cloro naturais, que lançam cloro na estratosfera são 80 mil vezes maiores que as humanas, mas é claro, venderam bem a ideia de que é a sua geladeira que destrói uma coisa que não existe: a tal “camada de ozônio” (FELÍCIO, Ricardo em entrevista ao Diário Regional).

Foto de satélite do suposto “buraco” (mancha azul) na Camada de Ozônio achado através da busca de imagens no Google (aparecem milhares iguais a esta, por isso ela foi a escolhida para a desmistificação tratada aqui). Engraçado é que a mancha maior é em 2000, quando o Protocolo de Montreal já estava em vigor e os CFCs tinham sido erradicados. A maior mancha é a do ano 2000 que em 2005 diminui consideravelmente, por isso aqui trata-se como uma anomalia natural e não um buraco aberto pela emissão de gases antrópicos (se o fosse, não teria uma mudança tão significativa em apenas 5 anos – 2000/2005). Conforme disse o prof. Molion “os países desenvolvidos, e que dominam o comércio global, usaram esse conhecimento científico [sobre o ozônio], que não é de domínio dos formuladores de políticas públicas, para explorar os países pobres, notadamente os tropicais, que precisam de refrigeração a baixo custo, eliminando os CFC [pelo Protocolo de Montreal]. Esses são gases estáveis, não-tóxicos e não-corrosivos. O crime que eles cometeram é que se tornaram de domínio público e não pagavam mais direitos de propriedades, ou “royalties” . O oligopólio que detém as patentes dos substitutos dos CFC é composto pela Allied Chemical Corp (USA), Du Pont (Canadá), Imperial Chemical Ind (ICI, Inglaterra), Atochem (Grupo ELF, França) e Hoechst (Alemanha), todas elas pagam impostos sobre os lucros em seus países de origem. O quilo do CFC custava US$1,70 e hoje os substitutos podem custar mais de US$35,00 para o consumidor final. Como é que o “buraco” se fechava na primavera austral se a concentração dos CFC continuava a aumentar?” [veja essa variação de fechamento na figura acima].

As conferências sobre o meio-ambiente e desenvolvimento passaram a figurar como prioridades na diplomacia ambiental, e em 1992 houve a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – ECO-92, acontecida no Rio de Janeiro que discutiu uma agenda ambiental para o século 21 (Agenda 21)** priorizando tratados de administração sustentável das florestas e convenções da diversidade biológica e das mudanças climáticas globais tentando desmontar o pensamento malthusiano de Estocolmo (1972), em que os países em desenvolvimento acusavam os países desenvolvidos de utilização descontrolada de recursos naturais para o crescimento econômico e invocavam a soberania nacional quando os países desenvolvidos acusavam o Terceiro Mundo da incapacidade de gerir seus próprios recursos naturais.

**Plano abrangente e de longo prazo que começou a se preocupar com relações entre meio ambiente e pobreza, saúde, comércio, dívida externa, consumo e população.

Os países que assinaram dois dos acordos na Rio 92, um sobre a biodiversidade e outro sobre as mudanças climáticas, geraram encontros chamados de COP (Conference of Parties, em inglês). A COP sobre diversidade biológica é bianual, e realizou sua décima edição em outubro de 2010. A COP sobre mudança climática é realizada anualmente, e Cancún, no México, sediou sua 16ª edição no mesmo ano de 2010. Para um resumo em infográfico das COPs feito pela Veja on line, clique aqui e certifique que nada de importante, em relação à população do planeta, foi resolvido nessas reuniões, e sim, delegações de ONGs, governos, partidos políticos, pseudocientistas engajados na causa e uma infinidade de burocratas, fazendo apenas seus discursos vazios e catastrofistas para a obtenção de financiamentos e lucros exorbitantes, conforme versou detalhadamente em seu artigo, FELICIO, R. A. ; ONÇA, D.S. . Aquecimento Global , Mudanças Climáticas e Caos Ambiental Justificando o Falso Desenvolvimento Sustentável : A Teoria da Tríade. Fórum Ambiental da Alta Paulista, v. VI, p. 569-590, 2010).

As negociações de 1992 levaram à fixação de limites para as emissões dos chamados “gases estufa” (como monóxido de carbono e dióxido de carbono ou gás carbônico – CO2) que foram assinados no chamado Protocolo de Kyoto em 1997. Ao final do tratado em Kyoto, dois anexos foram instituídos. No Anexo I figurariam os países desenvolvidos que se comprometeram a congelar, até o ano 2000, a emissão de “gases estufa” nos níveis registrados até os anos 1990 e uma redução de 5% a ser atingida entre 2008 e 2012. Já o Anexo II só vigoraria a partir de 2013, com metas aos países em desenvolvimento ou também chamados de emergentes ao capital. Junto aos anexos foi desenvolvido um sistema de comércio de créditos de carbono*** entre os países, que gera muitos lucros, pois empresas poluidoras compram em bolsa ou diretamente das empresas empreendedoras as toneladas de carbono sequestradas ou não emitidas.

***Sistema de venda para obtenção da permissão para emitir gases do efeito estufa – GEE, através de certificados assinados para uma pessoa ou empresa (cada tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono). De acordo com o sétimo estudo anual conduzido pelo Banco Mundial apresentado na Carbon Expo 2007 (uma feira de negócios e conferência considerados líderes globais de negociação de soluções para a redução de carbono), o volume de negócios de direitos de emissões triplicou no ano passado – passou de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões) em 2005 para US$ 30 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões) em 2006 (fonte: 360 graus, Portal Terra).

O Protocolo de Kyoto não abarca os EUA (que não aceitaram assinar alegando prejuízos na economia) e a China (quem mais emite “gases estufa”, mas faz parte do Anexo II). No final de 2011, o Canadá oficializou sua saída e se tornou o primeiro país a abandonar o pacto climático da ONU. O Estadão escreveu em nov. 2011 que “países como Japão, Rússia, Canadá e Austrália vêm demonstrando não querer continuar em Kyoto. O motivo é que os Estados Unidos não ratificaram o tratado e, dessa forma, até hoje não possuem uma meta para reduzir as emissões […] Outro problema visto por eles é que grandes economias, como a China, a Índia e o Brasil, também não têm obrigação pelo tratado de reduzir as emissões dos gases…” (fonte: Estadão, 2011). Apenas a União Europeia, que responde pela emissão de 11% do CO2, demonstrou algum entusiasmo para renovar suas promessas (mesmo assim a UE emitiu em 2011, 3,8% mais “gases estufa” que em 2010).

A lógica usada para o abandono (e as promessas junto à prática do não-cumprimento) está na controvérsia das metas de emissões, pois reduzir a emissão de gases estufa significa a redução da energia elétrica e portanto, a diminuição do desenvolvimento econômico, coisa que os países desenvolvidos nunca aceitaram e os emergentes – que hoje crescem a taxas maiores – passaram também a não aceitar, mesmo porque, não há NENHUMA comprovação científica de que as atividades humanas aumentem a concentração de CO2 atmosférico afetando no efeito estufa, como por exemplo, através da queima de combustíveis fósseis.

Sobre essa afirmação das atividades humanas e emissão de CO2, o físico da UFAL Luis Carlos Molion****em entrevista (2009) afirma: “estima-se que os fluxos globais de carbono entre oceano, solo, vegetação e atmosfera seja da ordem de 200 bilhões de toneladas por ano. Como são estimativas, admite-se facilmente que tenha um erro de 10% nisso. Estamos falando de 20 bilhões (veja no gráfico abaixo de países emissores). Vinte bilhões é 3 vezes mais do que o homem coloca na atmosfera hoje, que é de 6 bilhões. E 20 bilhões é 70 vezes maior do que o que o Protocolo de Kyoto se propõe a reduzir, que é apenas 0,3 bilhão. Quer dizer, o Protocolo de Kyoto é ridículo.” No 31 de jul de 2012, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, o prof. Molion completa escrevendo que “Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970. Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima. Como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.”

**** Em escrito recente, o prof. Molion explica melhor essa questão quando afirma que “A concentração de CO2 na atmosfera é controlada basicamente pelos oceanos e depende da temperatura da água. Se essa aumenta, os oceanos  emitem  mais CO2 para a atmosfera. Esse é o mesmo processo que controla a concentração do CO2 num refrigerante ou bebida gaseificada. Se a temperatura do liquido aumenta, ele expulsa o CO2 que está dissolvido e “fica sem gás”. A contribuição humana, 6 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a),  é muito pequena, desprezível, em face dos fluxos naturais dos oceanos, vegetação e solos para a atmosfera, que somam 200GtC/a, ou seja, apenas 3%, contra uma incerteza nos fluxos naturais de ±20%! A redução das emissões antrópicas de carbono não tem efeito algum sobre o clima não só por serem ínfimas, mas principalmente porque o CO2 não controla o clima global. Ao contrário, é o aumento da temperatura do planeta que força o aumento do CO2 na atmosfera terrestre.”

Parece teoria da conspiração, mas geopoliticamente nota-se claramente que a finalidade dos países mais desenvolvidos é freiar o desenvolvimento dos emergentes através da tentativa de cerceamento da produção energética pela queima de combustíveis fósseis, energia esta que hoje move o mundo da indústria e dos transportes. Em uma lista de geografia de assinantes por email, o prof. Molion, em 2001, deu o importante conselho escrevendo que “gostaria de alertá-lo para não acreditar em tudo que é publicado por organizações pertencentes a ONU, pois, muitas vezes, tais ações e orientações têm o objetivo de fazer com que países de primeiro mundo continuem a manter sua hegemonia, em termos econômicos e tecnológicos.”

Em resumo, diversos cientistas de renome no assunto afirmam que “uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da”descarbonização” da economia, ou “economia de baixo carbono”, se torna desnecessária e contraproducente – sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de: a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar – ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas); b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a Austrália, sob grande rejeição popular, e a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono; c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.
Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive, no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo” (fonte: Notícias Agrícolas, vários cientistas em carta aberta à presidente Dilma, maio de 2012).

“A comunicação hoje é muito fácil e o homem gosta mais de catastrofismo do que outra coisa. Existe interesses, não é questão de divergência. Os defensores do aquecimento global se baseiam em argumentos que não têm base científica sólida. Mas como eles fazem isso? Muito simples: a verba para o estudo climático nos EUA era, há 10 anos, US$ 600 milhões. Hoje passa de US$ 4 bilhões. Qualquer projetinho que venha lá dizendo que isso pode ajudar a entender o aquecimento global antropogênico recebe o seu dinheiro. Pode haver interesse das próprias companhias de petróleo. Sabendo que o petróleo vai terminar a curto prazo, 20, 30 anos, então se diminuir o consumo agora estica o domínio deles e permite até elevar o preço acima de US$ 110 o barril. E pode haver até outros interesses dos próprios políticos, de ver nisso uma oportunidade de colocar mais um imposto, mais uma taxinha.” (MOLION, 2009 em Os Aquartelados).

Em 2012, o Brasil sediou mais uma conferência internacional climática, a Rio+20 que gerou uma carta de intenções – assinada por 120 líderes – repetindo o que já tinha sido discutido na Eco92, há 20 anos. Devido à carta de intenções não refletir em nenhuma obrigação aos países, a Rio+20 foi marcada por protestos a ponto de ativistas abandonarem a conferência um dia antes do final (veja matéria do jornal O Dia).

A figura acima mostra um comparativo entre as conferências ambientais sediadas pelo Brasil. Nota-se que as discussões não evoluem, pois repetem o mesmo caráter malthusiano que dominou a publicação do Clube de Roma em 1968 e a conferência de Estocolmo em 1972 (fonte da figura: Portal Rio Notícias).

Esse post pode continuar em breve, pois as Conferências não chegam a um denominador comum entre os países, mas continuam a discutir mudanças climáticas e degradação ambiental nos moldes do discurso da coerção hegemônica e do medo, e sendo assim, a população continua sendo enganada com esse discurso vazio de catástrofes ambientais, para que os financiamentos e lucros exorbitantes continuem a circular e encher os bolsos das já citadas ONGs, governos, partidos políticos, pseudocientistas engajados na causa, assim como uma infinidade de burocratas…


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